Política

    Auxílio Emergencial levou 4 meses para elevar aprovação de Bolsonaro

    Benefício começou a ser pago em abril de 2020, mas melhora mais significativa na avaliação do presidente só apareceu em agosto; agora, Lula anuncia reajuste do Bolsa Família a 17 dias do 1º turno

    Poder360
    17 de setembro de 2026 às 15:11
    Auxílio Emergencial levou 4 meses para elevar aprovação de Bolsonaro
    Foto: Poder360

    Benefício começou a ser pago em abril de 2020, mas melhora mais significativa na avaliação do presidente só apareceu em agosto; agora, Lula anuncia reajuste do Bolsa Família a 17 dias do 1º turno

    O Auxílio Emergencial de R$ 600 começou a ser pago pelo governo Jair Bolsonaro (PL) em abril de 2020, no início da pandemia de covid-19. Até então, o valor aos beneficiários do Bolsa Família era de R$ 192. O efeito positivo sobre a avaliação do então presidente, porém, não apareceu imediatamente. Foram necessários cerca de 4 meses para que a melhora se tornasse mais clara nas pesquisas.

    Segundo levantamentos do PoderData à época, a avaliação “ ótimo” ou “ bom” do governo Bolsonaro começou a subir de forma mais consistente ao longo do 2º semestre. O pico se deu em agosto, depois de 5 parcelas de R$ 600. Naquele mês, 52% dos entrevistados aprovavam a gestão do ex-chefe do Executivo. Em junho, eram 41%.

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante o anúncio de atualização monetária do Bolsa Família, no Palácio do Planalto
    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante o anúncio de atualização monetária do Bolsa Família, no Palácio do Planalto — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    A rejeição fez o caminho inverso. Caiu de 50% em junho para 40% em agosto. O movimento foi ainda mais evidente entre os beneficiários do auxílio, grupo em que a aprovação do governo chegou a superar a média nacional.

    A experiência de 2020 é relevante para o reajuste anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta 5ª feira (17.set.2026), a 17 dias do 1º turno das eleições. O Bolsa Família terá aumento de 15,04% a partir da folha de outubro. O piso passará de R$ 600 para R$ 691 e o benefício médio, de R$ 675 para R$ 777.

    O governo afirma que o reajuste corresponde à reposição da inflação acumulada desde o início do atual Bolsa Família, em 2023, e que a legislação permite a atualização. O impacto estimado é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027.

    Lula evento Bolsa Família
    Lula evento Bolsa Família — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Há também um precedente eleitoral recente. Em 2022, Bolsonaro elevou o Auxílio Brasil –nome que seu governo dava ao Bolsa Família– de R$ 400 para R$ 600 em junho, 4 meses antes da eleição.

    A mudança foi viabilizada pela chamada PEC Kamikaze, que instituiu estado de emergência e autorizou até R$ 41,25 bilhões em gastos adicionais, incluindo o aumento do benefício. O projeto foi aprovado com apoio do PT, inclusive.

    A legislação eleitoral proíbe, no ano da eleição, a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios pela administração pública. A lei abre exceções para situações de calamidade pública ou estado de emergência e para programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior.

    Imagem da matéria
    Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    O TSE tem reiterado que esses requisitos precisam ser cumpridos para que o benefício seja mantido ou ampliado no ano eleitoral.

    Segundo o orçamento de 2026, aprovado em 2025, o Bolsa Família tinha, em outubro do ano passado, 18,9 milhões de famílias. Custaria R$ 154,6 bilhões em 2026 se esse patamar de beneficiários fosse mantido. Sobrariam R$ 4 bilhões do Orçamento de R$ 158,6 bilhões, como mostrou o Poder360 .

    Por essa conta, o aumento poderia ser de até R$ 17,59 por mês. O que foi anunciado, no entanto, está acima desse patamar.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/auxilio-emergencial-levou-4-meses-para-elevar-aprovacao-de-bolsonaro/.

    Imagem 1
    1 / 3

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante o anúncio de atualização monetária do Bolsa Família, no Palácio do Planalto — Foto: Poder360

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)