Autoridade do Vaticano vai à Rússia e pede fim da guerra contra Ucrânia
Em encontro com o chanceler russo, Sergey Lavrov, Paul Gallagher exigiu o fim do conflito afirmando que a cada dia a reconciliação futura se torna mais difícil

Uma autoridade de alto escalão do Vaticano pediu o fim da guerra na Ucrânia após se reunir, nesta terça-feira (25), em Moscou, com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, no primeiro encontro presencial entre autoridades do Vaticano e da Rússia em cinco anos.
O arcebispo Paul Gallagher, ministro para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais do Vaticano, afirmou que, a cada dia que a guerra entre Rússia e Ucrânia, que já dura quatro anos , continua, ela “gera novas vítimas... e torna a reconciliação futura cada vez mais difícil”.
“Portanto, é urgente e necessário pôr fim ao conflito e olhar para além dele”, disse ele, ao lado de Lavrov, em uma coletiva de imprensa conjunta após o encontro.

Ele também disse que ele e Lavrov discutiram caminhos para a paz na Ucrânia e que os dois concordaram em cooperar em questões humanitárias, como o atendimento a crianças afetadas pela guerra.
Gallagher, o segundo mais alto representante diplomático do Vaticano, havia visitado Moscou pela última vez para conversas com Lavrov em 2021, antes do início da guerra.
O papa Leão XIV tem apelado repetidamente pelo fim do conflito. Em um apelo feito em 9 de agosto, ele lamentou o “número cada vez maior de vítimas civis, incluindo crianças”.

Gallagher afirmou nesta terça-feira que o Vaticano “continuará a oferecer forte apoio espiritual, diplomático e humanitário, contribuindo e oferecendo um espaço para o diálogo” a fim de pôr fim à guerra, que já se arrasta há quatro anos e meio.





Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/autoridade-do-vaticano-vai-a-russia-e-pede-fim-da-guerra-contra-ucrania/.

Chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, e arcebispo Paul Richard Gallagher em Moscou • Ramil Sitdikov / Reuters · • Ramil Sitdikov / Reuters — Foto: CNN Brasil
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