Autor de ação contra Andrei, Novo também denunciou Moraes e Gonet no STF
Partido Novo pediu a prisão do diretor da PF, Andrei Rodrigues, e do ministro do STF Alexandre de Moraes, além do afastamento de Paulo Gonet

O Partido Novo , autor da representação contra o diretor-geral da Polícia Federal (PF) , Andrei Rodrigues, no Supremo Tribunal Federal (STF) , também denunciou o ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República (PGR) , Paulo Gonet.
As três ações foram movidas após a retirada do sigilo de petições baseadas em relatórios da PF que revelaram conversas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e do ministro Alexandre de Moraes. As ações foram assinadas pelas advogadas Carolina Barreto Siebra e Ana Carolina Sponza, representantes legais do Partido Novo.
O ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no STF, chegou a determinar o afastamento de Andrei Rodrigues, mas a decisão foi revertida por Flávio Dino, que considerou o Partido Novo parte ilegítima para pedir a medida

“Os partidos políticos não são partes no processo penal, submetido aos trilhos da legalidade estrita. É inequívoca a ilegitimidade ativa do Partido Novo para requerer a medida cautelar”, escreveu Dino na decisão.
Na decisão revertida por Dino , André Mendonça alegou que foi perseguido pela PF por mais de 30 dias e, por isso, havia afastado dois delegados do cargo.
A notícia-crime do Partido Novo pede o afastamento imediato de Moraes do cargo e prisão preventiva porque o ministro estaria obstruindo a investigação da organização criminosa que operou os esquemas de Vorcaro. Para sustentar esse pedido, o partido se baseia em um conjunto de provas colhidas pela PF.

Entre elas, estão o contrato milionário do escritório da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, com edição direta do ministro e a solicitação de limite mensal de R$ 300 mil em cartões de crédito do Master para os filhos do ministro.
A PF sustenta que Moraes atuou como consultor privado e interlocutor de Vorcaro para tentar adiar, suavizar ou conter as diligências da Operação Compliance Zero, que investiga o Caso Master.
Diante da crise institucional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a pedir a derrubada do sigilo de toda a investigação do caso.
Segundo a representação do Partido Novo, Gonet também deveria ser afastado do cargo. O PGR aparece em pedidos de Vorcaro a Moraes e também em outra troca de mensagens do ex-banqueiro com o advogado Ciro Soares.
Em uma das conversas, Soares repassa a Vorcaro um pedido que teria partido de Gonet para que houvesse providenciado whisky da marca Macallan e charutos em um encontro.
Já nas conversas entre o ex-dono do Banco Master e o ministro do STF, Vorcaro pede a Moraes que acione Andrei e Paulo, o que a PF entende por Andrei Rodrigues e Paulo Gonet.
A ação sustenta que, ao pedir a nulidade das investigações conduzidas pela PF, Gonet agiu em causa própria. O Partido Novo acusa o PGR de conflito de interesses e prevaricação.
Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/ramiro-brites/andrei-novo-moraes-gonet.

Autor de ação contra Andrei, Novo também denunciou Moraes e Gonet no STF — Foto: Metrópoles
Compartilhe
Espalhe essa notícia

