Australiana Lynas paga R$ 3,5 bi em projeto de terras-raras em MG
Aquisição da Meteoric Resources, responsável pelo Caldeira, ocorre após sanção da lei de minerais críticos no Brasil

Aquisição da Meteoric Resources, responsável pelo Caldeira, ocorre após sanção da lei de minerais críticos no Brasil
A mineradora australiana Lynas Rare Earths anunciou na 4ª feira (30.set.2026) um acordo de 968 milhões de dólares australianos (cerca de R$ 3,5 bilhões) para comprar a Meteoric Resources, que também é da Austrália e é responsável pelo Projeto Caldeira . O empreendimento de terras-raras está sendo desenvolvido perto da cidade de Poços de Caldas, na região sudoeste de Minas Gerais.
Segundo o comunicado oficial, o pagamento será feito integralmente em ações. A operação prevê a aquisição de 100% das ações da mineradora e ainda depende de aprovação. Eis a íntegra do documento, em inglês (PDF – 1 MB).

Em agosto, a Lynas havia anunciado que pretendia expandir sua cadeia de suprimentos global e garantir novo fornecimento de matéria-prima de desenvolvedores de projetos em todo o mundo.
As empresas disseram em nota que o Projeto Caldeira reúne o maior recurso mineral conhecido de óxidos de terras-raras em argilas iônicas fora da China.
A Lynas afirmou que pretende trabalhar com a equipe da Meteoric para avançar no desenvolvimento do Caldeira e espera que o investimento de capital para o desenvolvimento do projeto seja superior a US$ 500 milhões.

A empresa também se comprometeu a fornecer à Meteoric um valor provisório de até 110 milhões de dólares australianos para financiar o desenvolvimento contínuo do projeto.
Os acionistas da Meteoric Resources passarão a deter cerca de 5,9% da companhia combinada. A votação do negócio está prevista para janeiro de 2027.
O anúncio desse acordo ocorre duas semanas depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionar a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que estabelece medidas relacionadas à pesquisa, extração, processamento e industrialização desses recursos no Brasil.
Sancionado em 16 de setembro, o PL 2.780 de 2024 também cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, vinculado à Presidência da República. O órgão terá entre suas atribuições acompanhar e propor medidas relacionadas à política para o setor.
A proposta é de autoria do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG) e de outros congressistas e foi apresentada em julho de 2024. Depois de passar pela Câmara e pelo Senado, foi encaminhada ao Palácio do Planalto em 4 de setembro de 2026.
Os minerais críticos e estratégicos são usados em setores como energia, tecnologia e indústria. A política busca ampliar etapas de processamento e industrialização no país, além da extração mineral.
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/australiana-lynas-paga-r-35-bi-em-projeto-de-terras-raras-em-mg/.

O então governador de Minas Gerais, Romeu Zema, visitou a planta piloto do Projeto Caldeira, localizada no Centro de Inovação e Pesquisa, em Poços de Caldas, em 17 de março deste ano — Foto: Poder360
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