Política

    Australiana Lynas paga R$ 3,5 bi em projeto de terras-raras em MG

    Aquisição da Meteoric Resources, responsável pelo Caldeira, ocorre após sanção da lei de minerais críticos no Brasil

    Poder360
    1 de outubro de 2026 às 11:56
    Australiana Lynas paga R$ 3,5 bi em projeto de terras-raras em MG
    Foto: Poder360

    Aquisição da Meteoric Resources, responsável pelo Caldeira, ocorre após sanção da lei de minerais críticos no Brasil

    A mineradora australiana Lynas Rare Earths anunciou na 4ª feira (30.set.2026) um acordo de 968 milhões de dólares australianos (cerca de R$ 3,5 bilhões) para comprar a Meteoric Resources, que também é da Austrália e é responsável pelo Projeto Caldeira . O empreendimento de terras-raras está sendo desenvolvido perto da cidade de Poços de Caldas, na região sudoeste de Minas Gerais.

    Segundo o comunicado oficial, o pagamento será feito integralmente em ações. A operação prevê a aquisição de 100% das ações da mineradora e ainda depende de aprovação. Eis a íntegra do documento, em inglês (PDF – 1 MB).

    O então governador de Minas Gerais, Romeu Zema, visitou a planta piloto do Projeto Caldeira, localizada no Centro de Inovação e Pesquisa, em Poços de Caldas, em 17 de março deste ano
    O então governador de Minas Gerais, Romeu Zema, visitou a planta piloto do Projeto Caldeira, localizada no Centro de Inovação e Pesquisa, em Poços de Caldas, em 17 de março deste ano — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Em agosto, a Lynas havia anunciado que pretendia expandir sua cadeia de suprimentos global e garantir novo fornecimento de matéria-prima de desenvolvedores de projetos em todo o mundo.

    As empresas disseram em nota que o Projeto Caldeira reúne o maior recurso mineral conhecido de óxidos de terras-raras em argilas iônicas fora da China.

    A Lynas afirmou que pretende trabalhar com a equipe da Meteoric para avançar no desenvolvimento do Caldeira e espera que o investimento de capital para o desenvolvimento do projeto seja superior a US$ 500 milhões.

    O então governador de Minas Gerais, Romeu Zema, visitou a planta piloto do Projeto Caldeira, localizada no Centro de Inovação e Pesquisa, em Poços de Caldas, em 17 de março deste ano
    O então governador de Minas Gerais, Romeu Zema, visitou a planta piloto do Projeto Caldeira, localizada no Centro de Inovação e Pesquisa, em Poços de Caldas, em 17 de março deste ano — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    A empresa também se comprometeu a fornecer à Meteoric um valor provisório de até 110 milhões de dólares australianos para financiar o desenvolvimento contínuo do projeto.

    Os acionistas da Meteoric Resources passarão a deter cerca de 5,9% da companhia combinada. A votação do negócio está prevista para janeiro de 2027.

    O anúncio desse acordo ocorre duas semanas depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionar a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que estabelece medidas relacionadas à pesquisa, extração, processamento e industrialização desses recursos no Brasil.

    Sancionado em 16 de setembro, o PL 2.780 de 2024 também cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, vinculado à Presidência da República. O órgão terá entre suas atribuições acompanhar e propor medidas relacionadas à política para o setor.

    A proposta é de autoria do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG) e de outros congressistas e foi apresentada em julho de 2024. Depois de passar pela Câmara e pelo Senado, foi encaminhada ao Palácio do Planalto em 4 de setembro de 2026.

    Os minerais críticos e estratégicos são usados em setores como energia, tecnologia e indústria. A política busca ampliar etapas de processamento e industrialização no país, além da extração mineral.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/australiana-lynas-paga-r-35-bi-em-projeto-de-terras-raras-em-mg/.

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    O então governador de Minas Gerais, Romeu Zema, visitou a planta piloto do Projeto Caldeira, localizada no Centro de Inovação e Pesquisa, em Poços de Caldas, em 17 de março deste ano — Foto: Poder360

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