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    Austrália prevê multas de até US$ 79 milhões para big techs que descumprirem novas regras

    Austrália ampliou seus esforços para conter a influência das big techs ao propor uma legislação que daria aos usuários de redes sociais a opção de não receber conteúdo recomendado por algoritmos. O órgão regulador poderia aplicar multas de até US$ 79 milhões (R$ 401,7 milhões) às empresas que descumprissem qualquer uma das regras previstas na legislação. Leia mais (09/08/2026 - 16h17)

    Folha de S.Paulo
    8 de setembro de 2026 às 19:17
    Austrália prevê multas de até US$ 79 milhões para big techs que descumprirem novas regras
    Logos coloridos do Google e Facebook em primeiro plano com texto repetido 'media news'. Ao fundo, desfocada, a bandeira da Austrália. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Austrália ampliou seus esforços para conter a influência das big techs ao propor uma legislação que daria aos usuários de redes sociais a opção de não receber conteúdo recomendado por algoritmos. O órgão regulador poderia aplicar multas de até US$ 79 milhões (R$ 401,7 milhões) às empresas que descumprissem qualquer uma das regras previstas na legislação.

    Lei proposta pelo governo australiano obrigaria plataformas a oferecer opção de feed sem recomendações algorítmicas - Dado Ruvic - 03.ago.26/Reuters · Dado Ruvic - 03.ago.26/Reuters
    Lei proposta pelo governo australiano obrigaria plataformas a oferecer opção de feed sem recomendações algorítmicas - Dado Ruvic - 03.ago.26/Reuters · Dado Ruvic - 03.ago.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O governo abriu nesta terça-feira (8) uma consulta pública sobre uma lei de "dever de cuidado digital", que imporia padrões mais rigorosos às empresas de internet .

    O projeto inclui uma exigência, batizada de "meu feed, meu jeito", para que as plataformas de redes sociais ofereçam aos usuários a opção de restringir seu feed a conteúdos publicados por pessoas que escolheram seguir.

    A medida vem após a proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos, que entrou em vigor em dezembro, enquanto a Austrália adota uma postura rigorosa na regulamentação do setor de tecnologia .

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que a legislação não é uma tentativa de censurar a internet, mas de "devolver aos australianos o poder de escolha no ambiente digital".

    As empresas de tecnologia vêm sofrendo pressão crescente em todo o mundo por causa dos riscos associados às redes sociais , especialmente para crianças, e de recursos viciantes impulsionados por algoritmos de recomendação.

    A Meta concordou em pagar US$ 18 bilhões (R$ 91,5 bilhões) para encerrar um processo potencialmente prejudicial movido por estados americanos sobre supostas falhas relacionadas à proteção de crianças e ao vício em redes sociais.

    (FILES) An illustration photograph taken on February 20, 2025 shows ChatGPT app and website are displayed on a phone and laptop screens, in a residential property in Guildford, south of London. The American company OpenAI announced on Septe
    (FILES) An illustration photograph taken on February 20, 2025 shows ChatGPT app and website are displayed on a phone and laptop screens, in a residential property in Guildford, south of London. The American company OpenAI announced on Septe — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A União Europeia já tomou medidas para limitar o impacto dos feeds baseados em algoritmos, mas a ministra das Comunicação, Anika Wells, afirmou que o modelo australiano funcionaria de maneira diferente caso seja aprovado. A proposta colocaria sobre as empresas a obrigação de garantir aos usuários o direito de recusar os feeds algorítmicos, em vez de apenas oferecer uma alternativa.

    O governo também propôs ampliar a proibição das redes sociais para exigir que as empresas protejam menores de 18 anos de conteúdos nocivos e recursos viciantes em jogos, aplicativos e chatbots de inteligência artificial .

    Entre os conteúdos considerados nocivos pelo projeto estão a promoção de transtornos alimentares e de comportamentos prejudiciais ou criminosos, conteúdos misóginos, pornografia e abusos.

    A lei também daria à eSafety Commissioner, órgão regulador da internet no país, poder para determinar a remoção de conteúdos de aplicativos e sites de "nudificação", usados para gerar imagens íntimas não consensuais de pessoas.

    A Meta, dona do Facebook e do Instagram , e o TikTok se recusaram a comentar as novas propostas. A Alphabet, controladora do YouTube , não respondeu a reportagem.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/09/australia-preve-multas-de-ate-us-79-milhoes-para-big-techs-que-descumprirem-novas-regras.shtml.

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    Lei proposta pelo governo australiano obrigaria plataformas a oferecer opção de feed sem recomendações algorítmicas - Dado Ruvic - 03.ago.26/Reuters · Dado Ruvic - 03.ago.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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