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    Ausente em debate no Rio, Paes vira alvo de ataques junto com Douglas Ruas

    Ausente do primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Rio de Janeiro , o ex-prefeito da capital fluminense Eduardo Paes ( PSD ) dividiu o alvo das críticas de adversários com o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Douglas Ruas (PL). Leia mais (08/09/2026 - 22h07)

    Folha de S.Paulo
    10 de agosto de 2026 às 01:07
    Ausente em debate no Rio, Paes vira alvo de ataques junto com Douglas Ruas
    Cinco candidatos em pé atrás de púlpitos transparentes em estúdio de televisão, participando de debate eleitoral. Ao fundo, tela azul com o texto 'BAND ELEIÇÕES 2026' e logo da emissora. Plateia de costas observa a cena. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Ausente do primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Rio de Janeiro , o ex-prefeito da capital fluminense Eduardo Paes ( PSD ) dividiu o alvo das críticas de adversários com o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Douglas Ruas (PL).

    Da esq. para dir.: Anthony Garotinho (Republicanos), Douglas Ruas (PL), Willian Siri (PSOL) e André Marinho (Novo); Eduardo Paes (PSD) faltou ao debate e púlpito ficou vazio - Lucas Figueiredo/Divulgação Band · Lucas Figueiredo/Divulgação B
    Da esq. para dir.: Anthony Garotinho (Republicanos), Douglas Ruas (PL), Willian Siri (PSOL) e André Marinho (Novo); Eduardo Paes (PSD) faltou ao debate e púlpito ficou vazio - Lucas Figueiredo/Divulgação Band · Lucas Figueiredo/Divulgação B — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O ex-prefeito foi criticado por episódios em que destratou mulheres e por abandonar o cargo no município após prometer concluir seu quarto mandato. Ruas, por sua vez, foi vinculado a todo momento ao ex-governador Cláudio Castro (PL), de quem foi secretário de Cidades por três anos.

    Ruas foi atacado pelo ex-governador Anthony Garotinho ( Republicanos ) e o vereador William Siri (PSOL).

    "Ele faz de conta que é candidato de oposição. Vai ser de novo o teatrinho do [Luiz Fernando] Pezão, que fingia não ser o candidato do [Sérgio] Cabral. Os eleitores não são idiotas. Não dá", disse Garotinho, em referência à eleição de 2014, que perdeu para Pezão.

    Pré-candidatos para a disputa do Governo do Rio de Janeiro em 2026
    Pré-candidatos para a disputa do Governo do Rio de Janeiro em 2026 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Siri a todo momento chamou Ruas de pupilo de Castro e Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da Alerj, preso sob suspeita de vazar informações de uma operação policial contra um ex-deputado ligado ao Comando Vermelho .

    "Você é pupilo, representa o Cláudio Castro e principalmente o Rodrigo Bacellar. Rodrigo Bacelar, é importante a gente lembrar, está preso hoje e, segundo a Polícia Federal, é o braço, é o coordenador político do Comando Vermelho. Você é pupilo dele", disse Siri.

    Ruas aproveitou o debate para se apresentar ao eleitor. Repetiu diversas vezes seu histórico como policial civil e seu vínculo com o pai, o capitão reformado da PM Nelson Ruas (PL), atualmente prefeito de São Gonçalo (RJ). Também repetiu a fala de que nunca escolheu chefe, para se desvincular de Castro.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Não sou candidato de ninguém. Eu tenho identidade própria. Eu sou Douglas Ruas, sou um servidor público de carreira. Nos últimos 12 anos, servi em diferentes funções públicas e nunca escolhi chefe, sempre escolhi a missão", disse o presidente da Alerj.

    A relação entre Ruas e Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, também foi tema de debate. Siri atribuiu ao senador a organização do PL no Rio de Janeiro.

    "Ninguém aguenta mais essa organização que você, com Flávio Bolsonaro, está organizando", disse Siri.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Garotinho ironizou o presidente da Alerj por não defender Flávio de ataques. "Você [Siri] aqui, por duas vezes, atacou o candidato Flávio Bolsonaro. Nós estamos em uma eleição estadual. Flávio, vou mandar um recado para você: que vergonha, seu candidato não te defende".

    Nas considerações finais, Ruas agradeceu ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por ter sido escolhido candidato e mencionou a agenda que fará com Flávio na abertura da campanha, no domingo (16).

    Paes usou o calendário eleitoral como motivo para não participar do debate. Alegou ter seguido orientação de sua equipe jurídica, já que o evento foi realizado antes do início oficial da campanha e da confirmação dos registros de candidatura.

    Ausente, o ex-prefeito foi criticado por episódios anteriores em que destratou mulheres. Ruas lembrou o vídeo em que Paes sugeriu a uma mulher que fizesse "muito sexo" num apartamento que recebia da prefeitura. Também mencionou a repreensão pública à subprefeita Talita Galhardo.

    "O Eduardo Paes talvez não saiba, mas existe a violência psicológica contra a mulher e ela causa tanto sofrimento quanto uma agressão física", disse o presidente da Alerj.

    Em dobradinha com o humorista André Marinho (Novo), Ruas também citou investigações por agressão a mulheres de aliados de Paes, entre eles o deputado Pedro Paulo (PSD), candidato ao Senado. A PGR (Procuradoria Geral da República) arquivou o caso.

    "O Eduardo Paes, além de praticar as suas agressões contra as mulheres, ele também se cerca de agressores. O presidente da Riotur, Bernardo Fellows, foi condenado pelo Tribunal de Justiça por agredir mulheres. O Pedro Paulo, seu parceiro de vida, braço direito, e que agora ele quer impor ao estado do Rio de Janeiro que nós tenhamos como nosso representante no Senado Federal, um agressor de mulheres", disse o presidente da Alerj.

    Marinho criticou o fato de o ex-prefeito ter descumprido a promessa de cumprir por inteiro seu quarto mandato. Paes renunciou para concorrer ao Palácio Guanabara.

    Garotinho mencionou contratos de gestão do cemitério e da bilhetagem eletrônica que têm vínculos com o BTG, que tem como um dos sócios Guilherme Paes, irmão do ex-prefeito.

    A segurança concentrou as propostas dos candidatos. Ruas defendeu a retirada da letalidade policial do sistema de metas que definem a premiação de policiais. E afirmou que vai incluir um indicador de domínio territorial para o cálculo.

    Garotinho defendeu medidas da política carcerária do presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

    "Ele tomou uma atitude correta que nós vamos tomar no Rio de Janeiro. Nós vamos dar a seguinte opção para o cidadão que é preso. Ou você trabalha ou você vai para uma cela junto com quem estiver lá. Ah, mas eles vão se matar. Bom, o papel do Estado é da segurança. Se eles quiserem se matar, eu lamento muito", disse.

    André Marinho lançou seu plano "sai fuzil, entra Brasil", para desarmar os criminosos. Também imitou Paes por alguns segundos.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/ausente-em-debate-no-rio-paes-vira-alvo-de-ataques-junto-com-douglas-ruas.shtml.

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