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    Atividade mais fraca pode abrir espaço para Selic cair a 13,25%, diz Bradesco

    Os sinais cada vez mais fortes de desaceleração da economia, inclusive no mercado de trabalho, podem abrir a porta para o Banco Central levar a taxa básica de juros ( Selic ), hoje em 14% ao ano, para 13,25% no final de 2026, avalia o Bradesco . Leia mais (08/07/2026 - 13h51)

    Folha de S.Paulo
    7 de agosto de 2026 às 16:51
    Atividade mais fraca pode abrir espaço para Selic cair a 13,25%, diz Bradesco
    O economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato - Egberto Nogueira · Egberto Nogueira — Foto: Folha de S.Paulo

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    Os sinais cada vez mais fortes de desaceleração da economia, inclusive no mercado de trabalho, podem abrir a porta para o Banco Central levar a taxa básica de juros ( Selic ), hoje em 14% ao ano, para 13,25% no final de 2026, avalia o Bradesco .

    O Copom (Comitê de Política Monetária) e a taxa básica de juros no Brasil
    O Copom (Comitê de Política Monetária) e a taxa básica de juros no Brasil — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Apesar do viés de baixa, o banco ainda manteve sua expectativa para a Selic em 13,75% ao ano em dezembro próximo, mesma projeção dos analistas ouvidos semanalmente no Boletim Focus, do Banco Central. Para o ano que vem, a projeção é de uma taxa encerrando o ano em 11%.

    "A gente tem essa visão de que a desaceleração da economia, combinada com uma inflação que vai se dissipando, vai permitir ao Banco Central levar a Selic para 11% no ano que vem, talvez 13,25% no final deste ano", afirmou o economista-chefe do banco, Fernando Honorato, em entrevista a jornalistas nesta sexta-feira (7).

    O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deve fechar 2026 em alta de 5%, apontou o banco, que revisou para baixo sua expectativa para a variação de preços neste ano, que estava em 5,3%.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Para o ano que vem, a instituição financeira espera uma alta de preços de 4,10%, abaixo dos 4,22% da expectativa dos analistas da pesquisa Focus.

    "Vemos um câmbio relativamente estável e o choque de petróleo não se propagando como esperávamos no início da guerra. O pior momento da perspectiva de piora da inflação ficou para trás", afirmou Honorato.

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    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Para este ano, a nova projeção do banco é de uma alta do PIB (Produto Interno Bruto) de 1,9%, contra 2% da expectativa anterior. Para o ano que vem, a projeção ficou em 1,3% (ante 1,5% da expectativa anterior).

    "A economia parou, perdeu tração. Mesmo o mercado de trabalho, que é a grande fonte de resiliência da economia, também perdeu ritmo", disse Honorato.

    O banco vê o dólar em R$ 5 no final de 2026 e R$ 5,20 no final de 2027.

    O economista-chefe do Bradesco faz a ressalva de que as incertezas do cenário internacional são elevadas, o que pode mudar os cenários para a economia brasileira. "Em 28 anos de carreira não lembro de viver um movimento de incerteza tão relevante vinda dos Estados Unidos."

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/atividade-mais-fraca-pode-abrir-espaco-para-selic-cair-a-1325-diz-bradesco.shtml.

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    O Copom (Comitê de Política Monetária) e a taxa básica de juros no Brasil — Foto: Folha de S.Paulo

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