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    Atentados da Al-Qaeda continuam matando pessoas nos EUA 25 anos após o 11/9

    Mortes por doenças causadas pelo rastro de destruição após o 11 de setembro já superam o número de vítimas diretas dos atentados

    Metrópoles
    11 de setembro de 2026 às 07:30
    Atentados da Al-Qaeda continuam matando pessoas nos EUA 25 anos após o 11/9
    Foto: Metrópoles

    Um quarto de século depois, os ataques terroristas da Al-Qaeda continuam matando pessoas nos Estados Unidos. Neste ano, quando o país relembra o 25º aniversário do ataque orquestrado pelo grupo liderado por Osama bin Laden, o número de pessoas mortas em decorrência de doenças provocadas pelo episódio já ultrapassou o número de vítimas fatais no 11 de setembro de 2001.

    Entre passageiros, tripulantes, e vítimas civis, os ataques terroristas que atingiram o World Trade Center (WTC), Pentágono e a Pensilvânia deixaram 2.977 mortos. As mortes devido aos atentados, contudo, não terminaram naquele dia.

    De acordo com dados do Fundo de Compensação às Vítimas do 11 de Setembro (VCF), analisados pela reportagem, os pedidos de indenizações por mortes ligadas ao episódio já somam 9.780 mil, das quais 6.287 foram atendidas.

    Mario Tama/Getty Images
    Mario Tama/Getty Images — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Na prática, o dado mostra que, além das vítimas diretas dos ataques, outras 3.310 mil pessoas morreram devido a complicações de saúde provocadas pela ação da Al-Qaeda.

    Criado em 2011 pelo governo Barack Obama , o VCF busca indenizar aqueles sofreram danos físicos, doenças ou mortes provocadas pelos ataques terroristas do 11/9.

    Socorristas, sobreviventes, turistas, familiares de vítimas ou qualquer outra pessoa que esteve nas proximidades dos três locais onde os atentados foram realizados, e tiveram a saúde afetada, podem solicitar a compensação financeira.

    Imagem colorida mostra atentado do 11 de setembro - Metrópoles
    Imagem colorida mostra atentado do 11 de setembro - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Das mais de 9 mil solicitações de indenizações por morte, 811 foram submetidas entre janeiro de agosto de 2026.

    Após os dois aviões controlados por terroristas atingirem as Torres Gêmeas, as estruturas foram tomadas por incêndios que provocaram o colapso das mesmas.

    Com isso, quarteirões localizados nas proximidades do WTC foram tomados por enormes nuvens de poeira que carregavam substâncias prejudiciais à saúde como amianto, sílica, concreto, e subprodutos cancerígenos por meio do fogo.

    Imagem colorida mostra área afetada pelo 11 de setembro em NY - Metrópoles
    Imagem colorida mostra área afetada pelo 11 de setembro em NY - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Em NY, local mais afetado pelos ataques, estudos apontem que a poeira e fumaça tóxica atingiram um raio de 2,4 quilômetros a partir do ponto de impacto das aeronaves.

    Recentemente, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani , ordenou a publicação de milhares de documentos sobre a qualidade do ar na cidade produzidos nos meses posteriores ao caso.

    Os arquivos, até então secretos, mostraram que ex-autoridades nova iorquinas sabiam a atmosfera nas proximidades do WTC era insalubre e um risco para a saúde, mas decidiram ocultar o perigo para evitar possíveis processos.

    Na Pensilvânia, o Programa de Saúde do World Trade Center afirma que a queda do avião na Pensilvânia causou diversos focos de incêndio e fumaça. Já no Pentágono, equipes de resgate e limpeza estiveram “potencialmente expostos à fumaça, combustível de aviação, calor do incêndio, produtos químicos perigosos e detritos nocivos”.

    Tal exposição tem sido associada ao agravamento de condições de saúde, ou apontadas como a causa, de diversas doenças em pessoas afetadas pelo 11 de setembro. Entre elas, queimaduras, fraturas, problemas respiratórios, condições de saúde mental e câncer.

    Ao todo, o Fundo de Compensação às Vítimas do 11 de Setembro recebeu 200.552 mil pedidos de indenização nos últimos 25 anos. Deste número, 77.302 mil foram atendidas, sendo 71.015 por ferimentos ou outras complicações, com valores pagos que já ultrapassam a casa dos US$ 18,5 bilhões.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/mundo/atentados-da-al-qaeda-continuam-matando-pessoas-nos-eua-25-anos-apos-o-11-9.

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