Economia

    Até IPCA+11%: os papéis de inflação mais recomendados para investir agora

    Notas de real 3 de fevereiro de 2010. REUTERS/Ricardo Moraes " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/07/2026-07-30T140310Z_1_LYNXMPEM6T1JJ_RTROPTP_4_BRAZIL-1.jpg?fit=875%2C577&quality=70&strip=all" />Seleções de bancos convergem para distribuidoras de energia e concessões de infraestrutura, setores com receita regulada e contratos indexados à inflação; veja lista e quanto pagam The post Até IPCA+11%: os papéis de inflação mais recomendados para investir agora appeared first on InfoMoney .

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    19 de agosto de 2026 às 08:00
    Até IPCA+11%: os papéis de inflação mais recomendados para investir agora
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    Depois de abrirem com força entre março e abril, os prêmios pagos pelos títulos de empresas sobre os papéis do Tesouro começaram a se estabilizar em maio e recuaram ao longo de junho e julho. Agora, com a relação entre risco e retorno mais equilibrada, os especialistas voltaram a enxergar oportunidades no crédito privado indexado à inflação, ainda que com seletividade.

    Na avaliação do BB Investimentos, a correção observada no primeiro semestre esteve mais relacionada a fatores técnicos e de fluxo, como resgates em fundos e maior sensibilidade dos investidores à marcação a mercado, do que, necessariamente, a uma deterioração generalizada dos fundamentos corporativos.

    Ainda assim, os analistas Viviane Silva, Melina Constantino e Fernando Cunha Filho afirmam, em relatório, que “seguimos adotando postura cautelosa”, com preferência por emissores de maior qualidade e estruturas robustas.

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    Felipe Passero, CEO da Jaguaretê Investimentos, lembra que o prêmio pago hoje pelo crédito privado de melhor qualidade está “bem apertado” e abaixo da média histórica, o que exige diversificação e nenhuma posição concentrada.

    Veja os papéis atrelados ao IPCA mais recomendados:

    Veja o que escolher entre prefixados e papéis de inflação diante de taxas consideradas atrativas para quem mira o longo prazo

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    A concentração setorial é o traço mais visível da seleção. Sete dos 18 papéis de crédito privado são de empresas de energia elétrica e outros cinco, de concessões de infraestrutura, entre rodovias, ferrovia, metrô e saneamento.

    O BB Investimentos escolheu três papéis do setor elétrico. São as debêntures da Celpe , do grupo Neoenergia, com vencimento em agosto de 2040 e rating brAAA pela S&P, da Equatorial Goiás para agosto de 2037, com brAAA pela S&P e AA+ pela Fitch, e da Engie para fevereiro de 2038, com AAA pela Fitch.

    O BTG Pactual indicou outra emissão da Equatorial Goiás, com vencimento em janeiro de 2038, rating AAA e perfil conservador, além do papel de transmissão da Rialma , para dezembro de 2048, também AAA e conservador. Pela XP, entram a Energisa com vencimento em setembro de 2033, a IPCA + 7,87%, o equivalente a IPCA + 9,68% para um título tributado, e a CPFL para fevereiro de 2035, a IPCA + 7,60%, ou IPCA + 9,31% em taxa equivalente. A debênture da CPFL é restrita a investidores qualificados.

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    A XP recomenda a debênture da Ecovias Raposo Castelo, da Ecorodovias , com vencimento em março de 2029 e taxa de IPCA + 8,07%, equivalente a IPCA + 10,2%. Também indica a emissão da Águas do Rio 4, concessionária de saneamento ligada à Aegea , para setembro de 2034, a IPCA + 11,24%. É a maior taxa entre os papéis com remuneração divulgada e também a de maior risco na seleção, com rating brA e perspectiva negativa pela S&P. Os dois títulos são destinados a investidores qualificados.

    Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, recomenda atenção com prêmios muito altos. “O investidor olha só a taxa e vai com tudo em cima da maior taxa, e muitas vezes a taxa é super alta justamente porque o emissor está com problema”, pondera.

    O BTG escolheu a Autopista Litoral Sul , com vencimento em outubro de 2031, e o MetrôRio , para março de 2042, ambos com rating AAA e perfil moderado. O BB indicou a MRS Logística , operadora ferroviária da Malha Sudeste, com vencimento em setembro de 2039 e nota máxima em duas agências, brAAA pela S&P e AAA pela Fitch.

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    Gestor de crédito da casa elenca fatores que podem fazer os preços voltarem a subir, defende indexados à inflação e aponta elo frágil na carteira de renda fixa

    Em papel e celulose, a XP aponta a CPR da Suzano com vencimento em março de 2036, a IPCA + 7,51%, ou IPCA + 9,10% em taxa equivalente, restrita a qualificados. O BTG indicou dois papéis da Eldorado , com vencimentos em setembro de 2035 e setembro de 2040, ambos com rating AA+ e perfil moderado.

    O BB Investimentos escolheu a debênture da Vibra , com vencimento em março de 2036 e nota máxima nas duas agências que avaliam o emissor, brAAA pela S&P e Aaa.br pela Moody’s. O Itaú BBA fechou a seleção de crédito privado com dois papéis, o da Rede D’Or para dezembro de 2033, com rating AAA e perfil conservador, e o da JHSF para outubro de 2034, sem rating e de perfil moderado.

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    A XP indicou ainda dois títulos públicos atrelados à inflação, que preenchem a parcela sem risco de crédito corporativo. A recomendação da casa para a classe é de duration próxima de seis anos, com preferência por vencimentos intermediários, sob o argumento de que os vértices mais longos vêm oferecendo remuneração menos atrativa para o risco adicional assumido. A alocação sugerida é de 12,5% no perfil conservador, 22,5% no moderado e 27,5% no sofisticado.

    O primeiro é o Tesouro IPCA+ com juros semestrais para agosto de 2032 , a IPCA + 7,65% e duration (prazo médio) de 4,95 anos, com cupom de 6% ao ano pago em fevereiro e agosto.

    O segundo é o Tesouro IPCA+ sem juros semestrais para maio de 2035 , a IPCA + 7,45%, com duration de 8,7 anos. Nessa modalidade, todo o rendimento é incorporado ao valor do papel e pago apenas no vencimento. Ao contrário das debêntures incentivadas, os dois títulos são tributados pela tabela regressiva do imposto de renda.

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    Debêntures, CRIs e CRAs não contam com cobertura do FGC e estão sujeitos a riscos de crédito, de mercado e de liquidez. A XP recomenda limitar a exposição a 5% em um único emissor e a 20% em crédito privado no total da carteira.

    O BB Investimentos ressalta que sua seleção não constitui uma carteira sugerida, já que cada ativo é uma opção independente, e que a retirada de um papel da lista não implica recomendação de venda.

    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/onde-investir/ate-ipca11-os-papeis-de-inflacao-mais-recomendados-para-investir-agora/.

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