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    Até 80% dos jovens têm sinais de lesões nas artérias, alerta estudo

    Pesquisa com 1,2 mil jovens associa sinais de lesão nas artérias a riscos cardíacos, metabólicos e renais já no início da vida adulta

    Metrópoles
    27 de agosto de 2026 às 17:49
    Até 80% dos jovens têm sinais de lesões nas artérias, alerta estudo
    Foto: Metrópoles

    Sinais de dano nas artérias já podem estar presentes em grande parte dos adultos jovens. Um estudo com 1.283 participantes identificou que até 80% deles se enquadravam em estágios da chamada síndrome cardiovascular-renal-metabólica, conjunto de fatores ligados a doenças do coração, dos rins e ao metabolismo.

    Os dados foram publicados em 20 de agosto na revista Circulation Population Health and Outcomes . A análise envolveu jovens com média de 23 anos e incluiu exames das artérias carótidas, responsáveis por levar sangue ao cérebro.

    Os pesquisadores observaram indícios de lesão ainda sem sintomas aparentes, detectados por alterações na espessura das paredes arteriais . Em alguns casos, os valores já se aproximavam do esperado para pessoas mais velhas.

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    A síndrome cardiovascular-renal-metabólica (CKM) foi definida recentemente por entidades médicas nos Estados Unidos. Ela descreve como fatores como obesidade , alterações no açúcar no sangue, pressão alta e problemas renais podem ocorrer juntos e aumentar o risco de doenças mais graves.

    No estudo, os participantes foram classificados em diferentes estágios da condição. Cerca de 40% estavam no estágio inicial, 36% no estágio intermediário e uma parcela menor em nível mais avançado.

    Nenhum dos jovens tinha doença cardiovascular estabelecida, mas muitos já apresentavam fatores que aumentam a chance de desenvolver problemas no futuro , como insuficiência cardíaca , acidente vascular cerebral (AVC) e doença arterial coronariana.

    Ilustração da circulação do sangue. Metrópoles
    Ilustração da circulação do sangue. Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A pesquisa também avaliou fatores como alimentação, atividade física, sono, índice de massa corporal, níveis de glicose, colesterol e pressão arterial. Esses elementos compõem um conjunto de indicadores usados para estimar o risco cardiovascular ao longo da vida.

    Segundo os autores, parte dos participantes tinha baixa qualidade de dieta e pouca atividade física, o que pode contribuir para o acúmulo desses fatores de risco ainda no início da vida adulta.

    O grupo analisado não representa todos os jovens, já que o estudo focou populações urbanas e com maior vulnerabilidade social . Ainda assim, os resultados ajudam a entender por que doenças cardiovasculares e metabólicas têm aparecido mais cedo.

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    Apesar dos achados, os pesquisadores destacam que a presença desses fatores não significa diagnóstico de doença. Em muitos casos, o risco pode ser reduzido com mudanças no estilo de vida, como melhora na alimentação, prática regular de atividade física e controle clínico quando necessário.

    A proposta dos estágios da síndrome é justamente identificar mais cedo quem está em trajetória de risco e orientar medidas para evitar complicações no futuro.

    Para os autores, mesmo quando ainda não há alterações clínicas evidentes, já existe espaço para intervir e melhorar esses indicadores ao longo do tempo.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/saude/ate-80-dos-jovens-tem-sinais-de-lesoes-nas-arterias-alerta-estudo.

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