Ataques israelenses matam quatro no sul do Líbano; presidente pede ajuda dos EUA para conter escalada
Tel Aviv diz que que bombardeios são retaliação a ofensiva de drones do Hezbollah contra áreas ocupadas por suas tropas

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Ataques israelenses mataram quatro pessoas, incluindo duas mulheres, no sul do Líbano neste domingo (6), informou o Ministério da Saúde libanês. Tel Aviv afirmou que os bombardeios eram uma retaliação a uma ofensiva de drones do Hezbollah contra áreas ocupadas por suas tropas.

Apesar de um cessar-fogo acordado em junho, os militares israelenses continuam operando no que declararam ser uma zona de segurança no sul do Líbano.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, dois homens morreram em uma cidade na periferia da área ocupada por tropas israelenses. As duas mulheres foram mortas em Arab Salim, ao norte da zona ocupada.
Os militares israelenses haviam emitido, às 6h do horário local, um alerta de retirada pela internet para áreas próximas a um edifício em Arab Salim que, segundo Israel , seria alvo de um ataque por estar sendo usado pelo Hezbollah.

O gabinete do presidente do Líbano, Joseph Aoun, classificou os ataques deste domingo como uma "escalada perigosa" que teve como alvo "administrações exclusivamente civis e centros de saúde". Segundo o governo, os bombardeios destruíram um hospital e danificaram um prédio do Ministério das Finanças.
"O presidente Aoun responsabilizou integralmente o lado israelense por essa escalada contínua, pedindo aos Estados Unidos e à comunidade internacional que tomem medidas imediatas para interromper essas violações e responsabilizar os autores", afirmou o gabinete em nota.
O Exército de Israel disse que entre seus alvos estavam instalações de armazenamento de armas do Hezbollah e um centro de comando dentro de um edifício que anteriormente era usado como hospital. Também afirmou ter utilizado munições de precisão e vigilância aérea para reduzir os danos à população civil.

O alerta de retirada deste domingo foi o segundo emitido desde o anúncio do cessar-fogo em junho.
A primeira ordem de evacuação pela internet foi emitida em 5 de agosto para moradores de Mansouri, perto de Tiro, embora Israel já tivesse lançado panfletos sobre a vila apenas uma semana após o início do cessar-fogo, instruindo os moradores a deixarem o local antes dos ataques.
Na sexta-feira (4), quatro pessoas morreram e 23 ficaram feridas em ataques israelenses no sul do Líbano, segundo o Ministério da Saúde. Os bombardeios ocorreram sem alertas de evacuação. Tel Aviv afirmou que os alvos eram depósitos de armas do Hezbollah.

O Hezbollah disse no sábado (5) que a escalada contínua de Israel tinha como objetivo pressionar o governo libanês, que vem participando de negociações diretas com Israel sob mediação dos EUA — conversas que o grupo apoiado pelo Irã rejeitou.
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Semanalmente, os principais fatos do globo, explicados de forma leve e interessante
Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/ataques-israelenses-matam-quatro-no-sul-do-libano-presidente-pede-ajuda-dos-eua-para-conter-escalada.shtml.

Prédio destruído após ataque aéreo israelense no vilarejo de Arabsalim, no sul do Líbano - Mahmoud Zayyat - 6.set.26/AFP · Mahmoud Zayyat - 6.set.26/AFP — Foto: UOL
Compartilhe
Espalhe essa notícia

