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    Ataques de Israel matam nove no sul do Líbano em nova escalada nesta segunda

    Ataques israelenses mataram pelo menos nove pessoas no sul do Líbano nesta segunda-feira (7), segundo o Ministério da Saúde libanês. Essas são as mais recentes vítimas da intensificação dos bombardeios de Israel nos últimos dias, após a tomada de uma colina estratégica que o país buscava controlar havia meses. Leia mais (09/07/2026 - 10h09)

    Folha de S.Paulo
    7 de setembro de 2026 às 13:09
    Ataques de Israel matam nove no sul do Líbano em nova escalada nesta segunda
    Foto: Folha de S.Paulo

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    Ataques israelenses mataram pelo menos nove pessoas no sul do Líbano nesta segunda-feira (7), segundo o Ministério da Saúde libanês. Essas são as mais recentes vítimas da intensificação dos bombardeios de Israel nos últimos dias, após a tomada de uma colina estratégica que o país buscava controlar havia meses.

    Ataque aéreo israelense atinge região de al-Mansouri, no sul do Líbano - Kawnat Haju - 7.set.26/AFP · Kawnat Haju - 7.set.26/AFP
    Ataque aéreo israelense atinge região de al-Mansouri, no sul do Líbano - Kawnat Haju - 7.set.26/AFP · Kawnat Haju - 7.set.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os ataques na aldeia de Kfar Roummane atingiram um edifício e um veículo, informou a agência estatal de notícias libanesa. Uma criança e duas mulheres estavam entre os mortos, e pelo menos outras 13 pessoas ficaram feridas, segundo autoridades de saúde.

    As Forças Armadas israelenses afirmaram, em nota, que estão comprometidos com o cessar-fogo, mas que continuarão a "eliminar ameaças" do Hezbollah . O ataque, ainda de acordo com o comunicado, teria atingido "instalações de infraestrutura" do grupo xiita. "A alegação de que várias pessoas não envolvidas no conflito foram atingidas como resultado dos ataques está sendo analisada", diz a nota.

    A mais recente escalada do conflito entre Israel e o Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã , começou depois que Israel afirmou, na sexta-feira (4), ter tomado a colina próxima à cidade libanesa de Nabatieh , a cerca de 10 quilômetros da fronteira.

    Libaneses fogem de subúrbio no sul de Beirute após ordens de ataque de Israel
    Libaneses fogem de subúrbio no sul de Beirute após ordens de ataque de Israel — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A colina, conhecida como Ali al-Taher, tornou-se um ponto central do conflito, que voltou a se intensificar em março, quando o Hezbollah atacou Israel após a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Ali al-Taher fica acima de uma extensa base subterrânea do Hezbollah e oferece uma visão privilegiada dos vales e das estradas do sudeste do Líbano.

    A tomada da colina e a intensificação dos ataques alimentaram temores de que Israel pretenda prolongar a ocupação do território libanês e avançar ainda mais para o interior do país.

    O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou em um pronunciamento em vídeo na sexta-feira que a tomada de Ali al-Taher marcou "a conclusão do processo de consolidação de nosso controle sobre a zona de segurança no sul do Líbano", em referência a uma faixa do território libanês ao longo da fronteira ocupada por Israel.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Desde então, Israel intensificou os bombardeios contra a região circundante.

    Autoridades israelenses também emitiram, nos últimos dois dias, alertas de retirada para duas aldeias ao norte de Nabatieh, ambas fora da faixa do sul do Líbano ocupada por Israel desde o início da guerra mais recente. Israel havia emitido apenas um outro alerta de retirada desde o anúncio, em junho, de um cessar-fogo com o Líbano mediado pelos EUA.

    A trégua vem se desfazendo à medida que os combates entre o Hezbollah e Israel prosseguem por todo o sul do Líbano. O Hezbollah não participou do cessar-fogo e não responde ao governo libanês, o que suscita dúvidas sobre como o acordo seria aplicado.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nos últimos dias, as Forças Armadas israelenses afirmaram ter realizado os ataques em resposta a ofensivas do Hezbollah com drones contra soldados israelenses no sul do Líbano e contra locais que descreveram como depósitos de armas do grupo. No domingo (6), ataques israelenses mataram sete pessoas, entre elas duas mulheres, no sul do Líbano, segundo o Ministério da Saúde.

    No sábado (5), o Hezbollah condenou a escalada dos bombardeios israelenses e afirmou que o objetivo era pressionar o governo libanês —que participa de negociações com Israel mediadas pelos EUA— a ceder às exigências israelenses.

    O gabinete do presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou no domingo que a nova onda de bombardeios israelenses representava "uma escalada perigosa".

    "O presidente Aoun responsabilizou plenamente o lado israelense por essa escalada contínua e pediu aos Estados Unidos e à comunidade internacional que tomem medidas imediatas para interromper essas violações e responsabilizar os autores", afirmou o gabinete.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/ataques-de-israel-matam-nove-no-sul-do-libano-em-nova-escalada-nesta-segunda.shtml.

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    Ataque aéreo israelense atinge região de al-Mansouri, no sul do Líbano - Kawnat Haju - 7.set.26/AFP · Kawnat Haju - 7.set.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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