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    Asteroide que matou dinossauros teve efeito imediato na Antártica

    Pesquisa que teve participação de brasileiro revela efeitos do fenômeno que destruiu mais de 75% das espécies foram sentidos até no continente antártico a mais de 12 mil km de distância

    CNN Brasil
    13 de agosto de 2026 às 00:21
    Asteroide que matou dinossauros teve efeito imediato na Antártica
    Foto: CNN Brasil

    O asteroide que caiu na Terra há cerca de 66 milhões de anos, na região do Gol e extinguiu os dinossauros na atual Península de Yucatán, no México, teve impacto direto no continente antártico, a quase 12 mil km de distância.

    A pesquisa que teve a participação do brasileiro Marcelo Carvalho, pesquisador do Museu Nacional, mostrou efeitos sentidos até mesmo em regiões de alta latitude.

    Durante o estudo, os pesquisadores relacionaram a extinção em massa ao impacto de um asteroide , especialmente após a descoberta da cratera de Chicxulub , no México. Segundo o artigo, a energia liberada pelo impacto foi equivalente a vários milhões de megatons de TNT.

    Imagem ilustrativa de extinção dos dinossauros • Google/IA · • Google/IA
    Imagem ilustrativa de extinção dos dinossauros • Google/IA · • Google/IA — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Entre os efeitos provocados pelo impacto estão incêndios generalizados , além da liberação de poeira , vapor de água e gases na atmosfera .

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    Além disso, o estudo estima que mais de 75% das espécies da Terra foram extintas em decorrência dos efeitos diretos do impacto e das mudanças ambientais que ocorreram posteriormente. O fenômeno provocou um colapso dos ecossistemas terrestres, com o desaparecimento de até 57% das espécies de plantas .

    Imagem que mostra como a Terra era há cerca de 66 milhões de anos. Antártica ainda não era coberta por gelo • Reprodução/Dinosaurpictures.org/
    Imagem que mostra como a Terra era há cerca de 66 milhões de anos. Antártica ainda não era coberta por gelo • Reprodução/Dinosaurpictures.org/ — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O estudo foi publicado na revista Nature e pode ser acessado neste link .

    O trabalho também menciona que a destruição global das florestas gerou grandes quantidades de matéria orgânica em decomposição , favorecendo a proliferação de fungos. Tempos depois, houve um “pico de esporos” de samambaias, plantas que foram pioneiras na colonização dos ambientes devastados pelo impacto.

    No Brasil, a Pedreira Poty, em Pernambuco, preserva um importante registro do limite K/Pg. Nossos estudos também mostram mudanças na matéria orgânica e nas condições ambientais nesse intervalo. Assim, encontramos sinais dessa crise global tanto no Nordeste brasileiro quanto na Patagônia chilena e na Antártica.

    Estudo revela composição do asteroide da extinção dos dinossauros
    Estudo revela composição do asteroide da extinção dos dinossauros — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O irídio é um elemento raro na crosta terrestre, mas abundante em alguns asteroides e meteoritos . Os cientistas indicam que o pico de irídio encontrado nas seções estudadas está associado ao impacto do asteroide. O pesquisador brasileiro afirma que a descoberta consegue comprovar o efeito devastador do fenômeno.

    “Coletamos e analisamos rochas na Patagônia chilena e na Antártica, comparando as mudanças na matéria orgânica preservada nos sedimentos com indicadores geoquímicos, como irídio e mercúrio. Mesmo sendo ambientes diferentes e localizados a milhares de quilômetros do local do impacto, no atual México, encontramos sinais semelhantes de forte perturbação dos ecossistemas. Isso reforça a dimensão global dos efeitos desse evento”, diz Carvallho, em entrevista à CNN Brasil.

    Embora o fenômeno tenha acontecido no México, a destruição acabou desencadeando uma crise biótica de alcance no mundo inteiro.

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    Operação dinossauro: Brasil tenta recuperar fósseis retirados ilegalmente — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

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    Fósseis chineses revelam uma explosão primordial da evolução animal — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Imagem que mostra como a Terra era há cerca de 66 milhões de anos. Antártica ainda não era coberta por gelo • Reprodução/Dinosaurpictures.org/
    Imagem que mostra como a Terra era há cerca de 66 milhões de anos. Antártica ainda não era coberta por gelo • Reprodução/Dinosaurpictures.org/ — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Estudo revela composição do asteroide da extinção dos dinossauros
    Estudo revela composição do asteroide da extinção dos dinossauros — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Fósseis chineses revelam uma explosão primordial da evolução animal — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Operação dinossauro: Brasil tenta recuperar fósseis retirados ilegalmente
    Operação dinossauro: Brasil tenta recuperar fósseis retirados ilegalmente — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Chuva de meteoros poderá ser vista no Brasil | CNN 360° — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/asteroide-que-matou-dinossauros-teve-efeito-imediato-na-antartica/.

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