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    Asteroide batizado em homenagem a Ayrton Senna tem um “companheiro de equipe” no espaço

    Asteroide que recebeu o nome do piloto brasileiro de Fórmula 1 Ayrton Senna revela uma surpreendente companhia em sua corrida pelo espaço O post Asteroide batizado em homenagem a Ayrton Senna tem um “companheiro de equipe” no espaço apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    1 de setembro de 2026 às 16:12
    Asteroide batizado em homenagem a Ayrton Senna tem um “companheiro de equipe” no espaço
    Foto: Olhar Digital

    Detectado pela primeira vez em 1985, um asteroide batizado em homenagem ao inesquecível piloto brasileiro de Fórmula 1 Ayrton Senna, acaba de surpreender os cientistas ao revelar que não “corre” sozinho pelo espaço. Astrônomos descobriram que o objeto faz parte de um sistema binário, formado por dois corpos ligados pela gravidade .

    Isso significa que a rocha espacial (6543) Senna, conhecida pela ciência há mais de 40 anos, tem um companheiro menor orbitando ao seu redor, como uma espécie de minilua. A confirmação oficial foi divulgada em 25 de agosto de 2026, no boletim CBET nº 5727 do Bureau Central de Telegramas Astronômicos, órgão ligado à União Astronômica Internacional (IAU).

    Este asteroide foi avistado pela primeira vez em 11 de outubro de 1985 pelos astrônomos Carolyn e Eugene Shoemaker, no Observatório do Monte Palomar, nos Estados Unidos.

    Flavia Correia
    Flavia Correia — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Inicialmente registrado apenas pelo código técnico 1985 TP3, o astro recebeu o nome de (6543) Senna em 1995. A homenagem foi uma iniciativa da Sociedade Astronômica do Sul da Austrália junto ao Fã-Clube de Ayrton Senna no país – uma escolha emblemática, já que o Grande Prêmio da Austrália de 1993, disputado na cidade de Adelaide, foi o palco da última vitória na Fórmula 1 do piloto, que morreu em um acidente na Itália em 1994.

    Um asteroide é classificado como binário quando ele não é um corpo isolado, mas sim uma dupla de rochas espaciais em interação permanente. “Trata-se de um sistema composto por dois corpos ligados pela gravidade: um asteroide principal, maior, e um corpo secundário, menor, que funciona como uma pequena lua”, explica Cristóvão Jacques, astrônomo associado à Rede de Astronomia Observacional (REA), cofundador da Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (BRAMON) e sócio-proprietário do Observatório Sonear, em Caeté (MG).

    Segundo o especialista, ambos os objetos giram juntos em torno de um ponto de gravidade em comum. No entanto, como o asteroide principal é consideravelmente maior e mais massivo, para quem observa de longe fica a impressão de que apenas o parceiro menor realiza o movimento ao seu redor – exatamente como a Lua faz em relação à Terra.

    Órbita do asteroide Senna em relação à órbita da Terra – Crédito: Spacereference.org
    Órbita do asteroide Senna em relação à órbita da Terra – Crédito: Spacereference.org — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Nenhum telescópio tirou uma foto nítida mostrando dois pedaços de rocha lado a lado. De acordo com Jacques, a descoberta veio por meio da fotometria, uma técnica que mede minuciosamente a oscilação da luz que o objeto reflete.

    Entre os dias 6 e 21 de agosto de 2026, os pesquisadores Vladimir Benishek, da Sérvia, e Petr Pravec, da República Tcheca, usaram um telescópio de 35 centímetros no Observatório de Sopot para monitorar o astro. Eles notaram que o brilho do asteroide piscava com uma regularidade matemática.

    Segundo Jacques, essa queda na luz acontecia por dois motivos:

    Em 1995, o asteroide 1985 TP3 foi batizado Senna por iniciativa da Sociedade Astronômica do Sul da Austrália e do fã-clube australiano. – Crédito: Instituto Ayrton Senna
    Em 1995, o asteroide 1985 TP3 foi batizado Senna por iniciativa da Sociedade Astronômica do Sul da Austrália e do fã-clube australiano. – Crédito: Instituto Ayrton Senna — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Foi o ritmo constante dessas “piscadas” no espaço que entregou a existência da segunda rocha.

    As medições feitas pelos cientistas revelam que:

    O diâmetro do asteroide Senna é estimado em aproximadamente 3,4 km. “Se adotarmos esse valor para o componente principal, sua pequena lua teria pelo menos cerca de 1 quilômetro de diâmetro”, explica Jacques, ressaltando que “esse número ainda é apenas uma estimativa, pois a circular estabeleceu um tamanho mínimo relativo, e não uma medição direta”.

    Um exemplo de sistema binário é o asteroide 243 Ida com sua lua Gaspra – Crédito: NASA
    Um exemplo de sistema binário é o asteroide 243 Ida com sua lua Gaspra – Crédito: NASA — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    As investigações sobre o sistema continuam. Com novas observações fotométricas e modelagens computacionais, os astrônomos pretendem refinar os dados para determinar com precisão a massa, a forma exata e a órbita definitiva da recém-descoberta minilua.

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    Dados preliminares do sistema duplo da asteroides – Crédito: Imagem gerada por IA
    Dados preliminares do sistema duplo da asteroides – Crédito: Imagem gerada por IA — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    orbita senna
    orbita senna — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Ayrton Senna
    Ayrton Senna — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Um exemplo de sistema binário é o asteroide 243 Ida e sua lua Gaspra
    Um exemplo de sistema binário é o asteroide 243 Ida e sua lua Gaspra — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Dados preliminares do sistema duplo da asteroides
    Dados preliminares do sistema duplo da asteroides — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/01/ciencia-e-espaco/asteroide-batizado-em-homenagem-a-ayrton-senna-tem-um-companheiro-de-equipe-no-espaco/.

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