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    Associações de imprensa criticam “intervenção judicial” no debate da Globo

    ABERT, ANER e ANJ afirmam que decisões judiciais do TSE e do STF interferiram em regras previamente acordadas entre a emissora e os partidos dos candidatos

    CNN Brasil
    2 de outubro de 2026 às 02:10
    Associações de imprensa criticam “intervenção judicial” no debate da Globo
    Foto: CNN Brasil

    Associações de defesa do jornalismo manifestaram nesta quinta-feira (1º), por meio de uma nota conjunta, a indignação com o que chamaram de “intervenção judicial” do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nas regras previamente definidas do debate presidencial promovido pela TV Globo. No texto, as entidades afirmam que as decisões são “uma agressão à liberdade de imprensa”.

    “As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos”, diz a nota assinada pela ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), pela ANER (Associação Nacional de Editores de Revistas) e pela ANJ (Associação Nacional de Jornais).

    Segundo as associações, os “ excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos” terem acesso às propostas dos candidatos que “já tinham sido convidados e se dispuseram [a participar] do debate”.

    A TV Globo cancelou o debate presidencial que estava marcado para esta quinta-feira (1º) • Globo/ Manoella Mello · • Globo/ Manoella Mello
    A TV Globo cancelou o debate presidencial que estava marcado para esta quinta-feira (1º) • Globo/ Manoella Mello · • Globo/ Manoella Mello — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Segundo a TV Globo , o cancelamento do debate, que seria realizado na noite de quinta-feira, aconteceu após três decisões justiciais que interferiram nas regras acordadas sobre o debate eleitoral, causando “insegurança jurídica”.

    A primeira decisão foi da ministra Estella Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) , que atendeu a um pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre não permitir perguntas direcionadas ao púlpito vazio com uma foto sua.

    “A decisão torna inválido o item das regras do debate que trata de candidatos ausentes. A ata com as regras, assinada por todos os partidos, inclusive o PT, determina que, em caso de ausência do candidato, o púlpito reservado a ele seja mantido vazio no cenário, com uma placa que o identifique”, explica a emissora.

    "Acho que esses debates não produzem nada", diz Lula
    "Acho que esses debates não produzem nada", diz Lula — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A segunda é sobre a decisão do ministro Gilmar Mendes , do STF, que determinou a inclusão do candidato Renan Santos (Missão) entre os participantes do debate.

    “As regras que estabelecem que candidatos devem ser obrigatoriamente convidados para debates em rádio e TV são determinadas por lei e reguladas por portaria do Tribunal Superior Eleitoral: devem ser convidados obrigatoriamente os candidatos de partidos com representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional”, prosseguiu.

    As entidades ainda citam a decisão do presidente do TSE, Nunes Marques , que “alterou entendimento do próprio TSE na contagem de parlamentares no Congresso para fins de debate e decidiu que Romeu Zema , do Novo, teria direito de participar do debate”.

    Cury após cancelamento do debate: "Colapso da democracia, infelizmente"
    Cury após cancelamento do debate: "Colapso da democracia, infelizmente" — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) se solidarizam com a TV Globo e manifestam profunda indignação com a intervenção judicial nas regras previamente definidas que levou ao cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno.

    As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos.

    Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate.

    Lula bateu em retirada do debate após ser provacado por Flávio, diz Caiado
    Lula bateu em retirada do debate após ser provacado por Flávio, diz Caiado — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão Associação Nacional de Editores de Revistas Associação Nacional de Jornais

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    Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Cury após cancelamento do debate:
    Cury após cancelamento do debate: — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Lula bateu em retirada do debate após ser provacado por Flávio, diz Caiado
    Lula bateu em retirada do debate após ser provacado por Flávio, diz Caiado — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/associacoes-de-imprensa-criticam-intervencao-judicial-no-debate-da-globo/.

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