Brasil

    Associações comerciais pedem reajuste do Simples e do MEI após correção dada ao Bolsa Família

    A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), que reúne cerca de 2.700 entidades do setor nas 27 unidades da Federação, divulgou uma carta aberta aos candidatos pedindo que o Simples e o MEI recebam o mesmo tratamento concedido pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva ao Bolsa Família . Leia mais (09/22/2026 - 16h57)

    Folha de S.Paulo
    22 de setembro de 2026 às 19:57
    Associações comerciais pedem reajuste do Simples e do MEI após correção dada ao Bolsa Família
    Homem de cabelos grisalhos veste terno preto, camisa azul clara e gravata listrada azul e branca. Ele está sentado em mesa com microfone na mão direita, falando. À sua frente, copo de água e placa com nome 'Alfredo Cotait Neto'. Fundo com t — Foto: Folha de S.Paulo

    Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil - Divulgação · Divulgação
    Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Receba no seu email as informações exclusivas da coluna Painel

    A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), que reúne cerca de 2.700 entidades do setor nas 27 unidades da Federação, divulgou uma carta aberta aos candidatos pedindo que o Simples e o MEI recebam o mesmo tratamento concedido pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva ao Bolsa Família .

    Na semana passada, a 17 dias da eleição, Lula reajustou o Bolsa Família em 15%, referente à inflação desde 2023.

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "A atualização de benefícios e faixas de renda para preservar o poder de compra dos brasileiros é legítima. O mesmo princípio deve alcançar quem empreende, gera empregos, paga impostos e movimenta a economia", diz a carta, assinada pelo presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto

    Até as 15h30 desta terça-feira (22), havia 1.407 assinaturas de representantes de associações comerciais pelo Brasil em apoio ao documento.

    A principal queixa do setor é o fato de os limites do Simples Nacional e do MEI (Microempreendedor Individual) estarem sem atualização inflacionária desde 2018.

    Ilustração da fachada da Folha, na Barão de Limeira 425
    Ilustração da fachada da Folha, na Barão de Limeira 425 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A CACB propõe que o teto do MEI suba de R$ 81 mil para R$ 144,9 mil, o da microempresa de R$ 360 mil para R$ 869,4 mil e o da empresa de pequeno porte de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões.

    "Corrigir o Simples Nacional não é conceder privilégio. É corrigir uma defasagem", diz a carta de Cotait.

    Segundo a entidade, a atualização dos limites tem potencial para gerar mais de 869 mil empregos e movimentar R$ 81,2 bilhões na economia.

    "Ainda assim, milhões de empreendedores continuam esperando que a inflação também seja reconhecida quando o assunto é o Simples Nacional e o MEI", diz a carta.

    A entidade pede que seja criado em lei um mecanismo de correção periódico. "O Brasil precisa estabelecer uma regra permanente de atualização", afirma.

    O governo Lula enviou ao Congresso Nacional um projeto para reajustar o limite de faturamento anual do MEI para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.

    A CACB também menciona a reforma tributária, que deve entrar em vigor em 2027, dizendo que é preciso garantir que micro e pequenas empresas tenham tratamento diferenciado na criação do CBS e do IBS, novos impostos que substituirão uma parte dos atuais.

    A carta afirma ainda que os pequenos negócios representam 95% das empresas ativas do país, respondendo por 26,5% do PIB e 80% das vagas de trabalho geradas em 2025.

    LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    Na página Colunas da Folha você encontra opinião e crônicas de colunistas como Mônica Bergamo , Elio Gaspari , Djamila Ribeiro , Tati Bernardi , Dora Kramer , Ruy Castro , Muniz Sodré , Txai Suruí , José Simão , Thiago Amparo , Antonio Prata e muito mais.

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/09/associacoes-comerciais-pedem-reajuste-do-simples-e-do-mei-apos-correcao-dada-ao-bolsa-familia.shtml.

    Imagem 1
    1 / 3

    Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)