Associação que defende o Estado laico aciona Ministério Público Eleitoral contra Igreja Universal
Instituição do bispo Edir Macedo é acusada de tentar influenciar eleição com campanha de oração

Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Receba no seu email as informações exclusivas da coluna Painel
A PRE (Procuradoria Regional Eleitoral) de São Paulo recebeu nesta quarta (19) uma representação contra a Igreja Universal do Reino de Deus, por suposto uso da instituição religiosa para influenciar as eleições de 2026.
A iniciativa de denunciar a igreja do bispo Edir Macedo foi tomada pela Associação Movimento Brasil Laico, que protocolou na sexta (14) o que no vocabulário político se chama "notícia de fato". Ela é um primeiro passo para que o Ministério Público fique a par de um problema e decida se precisa investigar.

A organização, que defende a laicidade do Estado, acusa a Igreja Universal de tentar interferir nas eleições por meio da campanha Desafio de Neemias.
Lançada na última quinta-feira (13), a iniciativa prevê 52 dias de oração voltados à "restauração dos valores cristãos e proteção das família", com encerramento previsto para 4 de outubro, data do primeiro turno.
O Movimento Brasil Laico pede que a igreja seja investigada por supostamente funcionar como uma fachada para o monitoramento de eleitores e a promoção ilegal de candidatos do Republicanos . O partido, criado por quadros da Universal, hoje abriga ao menos dez deputados federais vinculados à denominação, a começar por Marcos Pereira, bispo licenciado e presidente da legenda.

O documento apresentado à Procuradoria aponta graves irregularidades, como o uso indevido de dados biométricos de fiéis e a exploração de estruturas religiosas para fins partidários. Segundo o movimento, essas práticas comprometem a premissa de um Estado laico e o equilíbrio democrático ao transformar templos em ferramentas de engajamento político.
A representação, segundo a PRE, foi distribuída a um procurador que atua como auxiliar de propaganda. Não há prazo estabelecido para concluir se a denúncia vale investigação.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Na página Colunas da Folha você encontra opinião e crônicas de colunistas como Mônica Bergamo , Elio Gaspari , Djamila Ribeiro , Tati Bernardi , Dora Kramer , Ruy Castro , Muniz Sodré , Txai Suruí , José Simão , Thiago Amparo , Antonio Prata e muito mais.
Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/08/associacao-que-defende-o-estado-laico-aciona-ministerio-publico-eleitoral-contra-igreja-universal.shtml.

O bispo Alessandro Paschoall (à esq.), da Universal, lidera a campanha Desafio de Neemias — Foto: UOL
Compartilhe
Espalhe essa notícia

