Política

    Assista aos vídeos do “Dossiê Lulinha” de Nikolas Ferreira

    Deputado do PL compartilhou 7 episódios de série de vídeos sobre o filho mais velho de Lula

    Poder360
    21 de setembro de 2026 às 21:17
    Assista aos vídeos do “Dossiê Lulinha” de Nikolas Ferreira
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    Deputado do PL compartilhou 7 episódios de série de vídeos sobre o filho mais velho de Lula

    O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou 7 episódios da série “Dossiê Lulinha” , em que reúne investigações, reportagens e suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha , filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Os vídeos tratam desde antigas investigações sobre a GameCorp, empresa voltada ao desenvolvimento de conteúdo para televisão por assinatura, telefonia e internet, até apurações mais recentes da Polícia Federal que citam Lulinha, empresários e a lobista Roberta Luchsinger . O congressista também trata da mudança do filho do presidente para a Espanha e de contratos firmados pelo governo federal com a empresa MChecon, de Marcelo Checon, amigo dele.

    Os vídeos feitos por Nikolas (na foto) tratam desde antigas investigações sobre a GameCorp até apurações mais recentes da Polícia Federal que citam Lulinha, empresários e a lobista Roberta Luchsinger
    Os vídeos feitos por Nikolas (na foto) tratam desde antigas investigações sobre a GameCorp até apurações mais recentes da Polícia Federal que citam Lulinha, empresários e a lobista Roberta Luchsinger — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

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    Nikolas é aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência. A série foi publicada durante a campanha eleitoral de 2026.

    Leia abaixo um resumo de cada episódio e assista aos vídeos.

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    No 1º episódio, Nikolas recupera a trajetória empresarial de Lulinha e as investigações sobre a GameCorp. O deputado menciona repasses de R$ 132 milhões feitos pelo grupo Oi/Telemar a empresas relacionadas à companhia de 2004 a 2016. O caso foi investigado pela operação Lava Jato, mas não resultou na condenação de Lulinha. A apuração foi arquivada em 2022 depois da invalidação de provas usadas no processo. Sem o material, o Ministério Público considerou não haver elementos suficientes para dar continuidade à investigação.

    O 2º vídeo trata da relação de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes , conhecido como “Careca do INSS” e investigado no caso dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas. Nikolas cita a investigação da PF sobre a hipótese de Lulinha ter sido sócio oculto do empresário e o depoimento de um ex-funcionário de Antunes que mencionou supostos pagamentos ao filho do presidente. A defesa de Lulinha nega a relação societária e os pagamentos. Reconheceu, no entanto, que Antunes bancou uma viagem dele a Portugal, que, segundo a defesa, teve como objetivo conhecer um projeto relacionado à produção de canabidiol medicinal.

    Nikolas dedica o 3º episódio à empresária e lobista Roberta Luchsinger , apontada pela defesa de Lulinha como responsável por apresentá-lo ao “Careca do INSS”. O deputado cita mensagens encontradas pela PF em que Roberta escreveu “eu sou o Fábio” e trata de tentativas de negócios com o Ministério da Saúde, entre elas uma proposta relacionada a medicamentos à base de cannabis que poderia chegar a R$ 627 milhões. As propostas mencionadas no vídeo não foram concretizadas. A defesa de Lulinha nega que Roberta estivesse autorizada a atuar em nome dele.

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    O deputado também recupera uma declaração de Lula dizendo não conhecer Roberta e contrapõe a fala a fotografias publicadas pela empresária ao lado do presidente. A campanha de Lula disse que os registros não demonstram relação pessoal, profissional ou política.

    No 4º capítulo, Nikolas aborda uma mansão em Brasília que, segundo reportagem da revista Veja citada pelo deputado, era usada por Roberta Luchsinger para encontros, festas e reuniões. O congressista afirma que Lulinha e o “Careca do INSS” estavam entre os frequentadores do imóvel e menciona a passagem de integrantes do governo pela residência. A defesa do filho do presidente diz que ele esteve no local de maneira pessoal e episódica e que não participou de reuniões de negócios na casa.

    O 5º vídeo aborda outra investigação da PF, relacionada ao empresário Cleber Ribas de Oliveira e à Dataprev. Nikolas diz que os investigadores apuram se Lulinha teria atuado para beneficiar interesses do empresário junto à estatal responsável pela tecnologia de dados da Previdência. A Dataprev afirma não ter contrato com a empresa Três Structure, de Cleber. Segundo o material apresentado pelo deputado, a PF encontrou conversas nas quais Lulinha aparece como possível destinatário de pagamentos ou benefícios. O caso está sob investigação e não há condenação.

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    #vídeo Nikolas faz série sobre Lulinha – episódio 5: investigação sobre tentativa de influência no Dataprev

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    No 6º episódio, Nikolas trata da relação de Lulinha com Marcelo Checon, dono da MChecon, empresa de eventos e cenografia. Segundo dados citados pelo deputado a partir de reportagem da Veja , a companhia passou de cerca de R$ 197 mil em contratos federais antes de 2023 para R$ 63 milhões depois do início do 3º mandato de Lula. Checon e Lulinha mantêm relação de amizade e fizeram viagens juntos. Não há, no entanto, prova apresentada no vídeo de que o filho do presidente tenha atuado para a empresa obter os contratos. A defesa do empresário afirma que as licitações foram vencidas por mérito próprio e nega interferência de Lulinha.

    No último episódio , Nikolas aborda a mudança de Lulinha para Madri, na Espanha. O deputado cita relatório da PF segundo o qual a permanência do filho do presidente no exterior, sem previsão de retorno, poderia ser analisada como possível evasão diante das investigações. A defesa afirma que a mudança começou a ser planejada antes de a operação Sem Desconto se tornar pública. O vídeo também trata do padrão de vida de Lulinha na Espanha e da abertura, em janeiro de 2026, da Synapta, empresa do setor de tecnologia. Segundo a defesa, a companhia está inativa e foi criada para projetos futuros.

    A defesa de Lulinha contesta as alegações e afirma que as investigações não identificaram crimes praticados pelo filho do presidente.

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    Em artigo publicado pelo Poder360 em 24 de agosto, o advogado Marco Aurélio Carvalho disse que há 3 investigações em curso, mas afirmou que as quebras dos sigilos fiscal e bancário não identificaram dinheiro de origem ilícita ou suspeita nas contas de Lulinha.

    Carvalho afirmou que Lulinha “deve explicações” , mas disse que fatos relacionados a suas relações pessoais e profissionais são apresentados como indícios de crimes sem que haja, segundo ele, provas para sustentar essa conclusão.

    Depois da publicação do 1º episódio do “Dossiê Lulinha” , o advogado também afirmou ao Poder360 que Nikolas “manipula dados da realidade” e utiliza “táticas diversionistas” ao recuperar as antigas investigações sobre a GameCorp.

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    A apuração sobre a GameCorp citada no 1º vídeo não resultou em condenação de Lulinha. O caso foi arquivado em 2022 depois de decisões judiciais que invalidaram provas utilizadas na investigação. Sem esse material, o Ministério Público afirmou não haver elementos suficientes para prosseguir.

    Já as apurações mais recentes citadas na série continuam sob investigação. A defesa de Lulinha nega que ele tenha atuado para favorecer empresas junto ao governo federal.

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    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/assista-aos-videos-do-dossie-lulinha-de-nikolas-ferreira/.

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