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    Assembleia do Ceará será a mais feminina, e Acre terá apenas deputados estaduais homens

    As mulheres bateram o recorde de eleitas aos Legislativos estaduais e do Distrito Federal, nas eleições deste domingo (4). Das 1.059 vagas a serem ocupadas no país, 218 serão de mulheres. É um aumento de 27 cadeiras em relação ao pleito de 2022. Leia mais (10/05/2026 - 23h00)

    Folha de S.Paulo
    6 de outubro de 2026 às 02:00
    Assembleia do Ceará será a mais feminina, e Acre terá apenas deputados estaduais homens
    Mulher jovem com óculos claros sorri para a câmera em meio a grupo de pessoas vestindo camisetas amarelas com adesivos de campanha. Bandeiras coloridas e céu azul aparecem ao fundo. — Foto: Folha de S.Paulo

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    As mulheres bateram o recorde de eleitas aos Legislativos estaduais e do Distrito Federal, nas eleições deste domingo (4). Das 1.059 vagas a serem ocupadas no país, 218 serão de mulheres. É um aumento de 27 cadeiras em relação ao pleito de 2022.

    Eduarda Campopiano (PL) durante campanha para deputada estadual em SP; eleita com 1,9 milhão de votos, a maior votação do estado para o cargo - @eduarda_campopiano no Instagram · @eduarda_campopiano no Instagram
    Eduarda Campopiano (PL) durante campanha para deputada estadual em SP; eleita com 1,9 milhão de votos, a maior votação do estado para o cargo - @eduarda_campopiano no Instagram · @eduarda_campopiano no Instagram — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em 2010, foram 138 eleitas. Em 2014, o número caiu para 119. Desde então, só cresce: em 2018 foram 163, em 2022, 191 e, em 2026, 218. Em termos percentuais, isso representa 21% das Assembleias e da Câmara do DF.

    Há estados acima da média nacional, como o Ceará, em que as deputadas ocupam 30,4% do total de vagas. Em seguida vêm São Paulo, com 29,8%, e Rio Grande do Norte, com 29,2%, fechando o pódio.

    No Ceará, foram 14 mulheres eleitas, um crescimento de 19,6% em relação a 2022. Outros 15 estados registraram crescimento no percentual de mulheres: Pará, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Roraima, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Santa Catarina, Pernambuco, Mato Grosso, Bahia, Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro. O Distrito Federal também teve crescimento.

    Brasil vai às urnas neste domingo (4)
    Brasil vai às urnas neste domingo (4) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Amazonas, Acre, Rondônia, Amapá, Sergipe, Alagoas e Paraná viram cair o percentual de mulheres nas Assembleias em relação a 2022. O Amazonas e o Acre registraram as maiores quedas: uma redução de 12,5%. No caso do Acre, isso significou que o número de deputadas foi de três para zero. Maranhão, Piauí, Tocantins e Mato Grosso do Sul conservaram a mesma quantidade de mulheres em relação ao pleito de 2022. Os estados têm 12, 4, 3 e 2 deputadas eleitas, respectivamente. O percentual de mulheres oscila de 28,6% —caso do Maranhão— até 8,3% —caso de Mato Grosso do Sul. Piauí tem 13,3% e Tocantins, 12,5%.

    Em São Paulo, houve crescimento, embora tímido: foram 28 eleitas em relação às 26 em 2022. De 27,7% da Alesp , as deputadas passam a representar 29,8%. A pessoa mais votada no estado foi uma mulher —Eduarda Campopiano ( PL ) teve 1.956.238 votos.

    Eleita com uma plataforma contrária ao feminismo e sob o slogan de ser "uma pedra no sapato da esquerda", ela foi vereadora de Praia Grande antes de se tornar candidata à Alesp.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Foi a esquerda paulista que elegeu Sofia Favero (PSOL), uma das novas deputadas a integrar a bancada trans. Ela se junta a Dani Balbi (PC do B-RJ) e Linda Brasil (PSOL-SE), que se reelegeram, e a Natasha Ferreira ( PT -RS).

    O campo elegeu a maioria das mulheres na Alesp. Além de Sofia Favero, o PSOL elegeu, ainda, Paula da Bancada Feminista, Ediane Maria, Luiza Erundina, Monica das Pretas, Mariana Conti, Débora Camilo e Keit Lima. Entre os 16 eleitos pelo PT, 4 são mulheres: Duda Hidalgo, Ana Perugini, Professora Bebel e Thainara Faria. O PSB elegeu Marina Bragante.

    À direita foram 11 eleitas. O PL elegeu, sozinho, cinco deputadas: Fabiana Bolsonaro, Dani Alonso, Delegada Graciela, Letícia Aguiar, além de Eduarda Campopiano. Bruna Furlan e Ely Santos se elegeram pelo Republicanos e Ana Carolina Serra se elegeu pelo PSDB . Pelo União Brasil, se elegeram Solange Freitas, Camila Godoi e Renata Sene.

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Entre partidos de centro, se elegeram Marta Costa, Analice Fernandes e Carla Morando pelo PSD . Pelo MDB, quem conquistou mandato foi Regina Nunes.

    A Alesp repete a tendência nacional de ter maior presença da esquerda entre mulheres. Das 28 eleitas, 13 são de esquerda, contra 11 da direita e mais quatro do centro.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/assembleia-do-ceara-sera-a-mais-feminina-e-acre-tera-apenas-deputados-estaduais-homens.shtml.

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    Eduarda Campopiano (PL) durante campanha para deputada estadual em SP; eleita com 1,9 milhão de votos, a maior votação do estado para o cargo - @eduarda_campopiano no Instagram · @eduarda_campopiano no Instagram — Foto: Folha de S.Paulo

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