Assembleia da Venezuela aprova acordo de petróleo com EUA
A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou nesta terça-feira (1°) o acordo de petróleo do país com os EUA, antes da visita do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, a Caracas, marcada para esta quarta-feira (2). Leia mais (09/01/2026 - 16h06)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou nesta terça-feira (1°) o acordo de petróleo do país com os EUA, antes da visita do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, a Caracas, marcada para esta quarta-feira (2).

Dominada pelo partido governista, a Assembleia concordou com o texto que dará aos norte-americanos o acesso a um quinto das reservas de petróleo da Venezuela sob coordenação da Nabep (North American Blue Energy Partners), empresa privada comandada por um controverso venezuelano.
A empresa terá o direito de conceder licenças ou criar joint ventures para 17 campos de petróleo pelo prazo de 100 anos. Os EUA terão direito de comprar, a preço de custo de produção , uma parcela garantida de 20% de todo o petróleo extraído dos campos atuais e futuros operados pela empresa.
Washington também teria direito de preferência para comprar os 80% restantes da produção, a fim de garantir o abastecimento em situações de emergência. O governo norte-americano ainda se comprometeu a adquirir 35% de participação na Nabep.

A Casa Branca afirmou que "a maioria dos campos de petróleo adicionais a serem operados pela Nabep" havia sido anteriormente controlada ou operada por grupos russos e chineses.
A intenção de criar uma empresa privada apoiada pelos EUA, com as segundas maiores reservas petrolíferas entre as companhias privadas do mundo, atrás da Saudi Aramco, surpreendeu a indústria petrolífera norte-americana, que não havia sido informada sobre o plano antes do anúncio de Trump.
Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.

Os três maiores grupos petrolíferos dos EUA —ExxonMobil, ConocoPhillips e Chevron — se abstiveram de comentar o acordo, que pretende superar a relutância das empresas norte-americanas em investir capital em um país que expropriou bilhões de dólares em ativos dos EUA nas últimas décadas.
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, viajará à Venezuela para assinar o acordo com a Nabep nesta quarta-feira, afirmou uma autoridade americana. Também está previsto que a Chevron deverá anunciar a expansão de suas operações no país sul-americano no mesmo dia.
Com informações da Reuters e do Financial Times
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/assembleia-da-venezuela-aprova-acordo-de-petroleo-com-eua.shtml.

Trabalhador atua em plataforma de exploração de petróleo da PDVSA na Venezuela - Carlos Garcia Rawlins - 15.abr.15/Reuters · Carlos Garcia Rawlins - 15.abr.15/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

