Assédio eleitoral será alvo de ação conjunta no Norte durante as eleições
Acordo firmado em Belém prevê medidas contra intimidação no ambiente de trabalho, violência política de gênero e outras práticas que possam interferir na liberdade de voto

Órgãos de fiscalização e defesa de direitos firmaram nesta sexta-feira (21), em Belém, um acordo para atuar de forma conjunta na prevenção e no combate ao assédio eleitoral, à violência política de gênero e a outras práticas que possam comprometer a liberdade de escolha dos eleitores nas eleições de 2026 .
A parceria reúne o Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8), o Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá (MPT-PA/AP), o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e o Ministério Público Federal (MPF).
O acordo prevê ações para proteger os direitos políticos da população e garantir que trabalhadores dos setores público e privado possam exercer o direito ao voto sem sofrer ameaças, pressão ou discriminação.

Entre as medidas previstas estão campanhas educativas sobre a liberdade de voto , ampliação e divulgação dos canais de denúncia , capacitação de agentes públicos e representantes da sociedade civil e compartilhamento de informações , estudos e experiências entre as instituições.
A preocupação com o assédio eleitoral aumentou nos últimos anos . Durante as eleições de 2022, o Ministério Público do Trabalho recebeu 3.371 denúncias relacionadas à prática em todo o país. O número foi 1.439,7% maior do que o registrado em 2018, quando foram contabilizadas 219 denúncias.
O assédio eleitoral ocorre quando alguém tenta interferir na escolha política de outra pessoa, inclusive no ambiente de trabalho. A prática pode envolver pressão, ameaça ou constrangimento para que um trabalhador vote ou deixe de votar em determinado candidato ou partido.

A atuação conjunta dos órgãos também deverá incluir o acompanhamento de situações de assédio durante o processo eleitoral e o fortalecimento dos mecanismos para recebimento e encaminhamento de denúncias.
O acordo estabelece ainda medidas específicas para combater a violência política de gênero e estimular a participação de mulheres e de grupos historicamente vulnerabilizados na política.
A proposta é fortalecer ações que contribuam para um ambiente democrático mais seguro e igualitário para pessoas que participam da vida política, seja como eleitoras, candidatas ou representantes eleitas.

A cooperação terá duração de 24 meses e abrangerá todo o ciclo das eleições gerais de 2026. Durante o período, os órgãos deverão acompanhar e avaliar as ações realizadas e os resultados alcançados.
Para o procurador-chefe do MPT no Pará e Amapá, Hidelardo Machado, a iniciativa busca evitar que a escolha dos eleitores seja influenciada por pressões externas.
“Queremos que o processo eleitoral represente a vontade popular, sem a intervenção de ninguém e seja verdadeiramente a festa da democracia brasileira”, afirmou.

Eleições brasileiras terão observadores internacionais; entenda o processo | CNN 360°


Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/assedio-eleitoral-sera-alvo-de-acao-conjunta-no-norte-durante-as-eleicoes/.

Eleitores vão às urnas em 4 de outubro • 19/07/2016 - Roberto Jayme/Ascom/TSE · • 19/07/2016 - Roberto Jayme/Ascom/TSE — Foto: CNN Brasil
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