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    As 'melhores cidades' do mundo em 2026 e por que elas se destacam

    O que leva uma cidade a se destacar no cenário mundial? E o que faz dela um ótimo lugar para se visitar? Leia mais (09/28/2026 - 10h52)

    Folha de S.Paulo
    28 de setembro de 2026 às 13:52
    As 'melhores cidades' do mundo em 2026 e por que elas se destacam
    Multidão caminha e senta-se ao longo da margem do rio Tâmisa em Londres, com o edifício curvo e moderno conhecido como City Hall à esquerda. Ao fundo, navio de guerra está ancorado no rio, e o céu apresenta nuvens ao entardecer. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O que leva uma cidade a se destacar no cenário mundial? E o que faz dela um ótimo lugar para se visitar?

    Vista de Londres, às margens do rio Tâmisa - Getty Images via BBC · Getty Images via BBC
    Vista de Londres, às margens do rio Tâmisa - Getty Images via BBC · Getty Images via BBC — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A resposta vai muito além da sua influência econômica e da bela arquitetura, segundo o Índice Global de Cidades 2026 da consultoria Oxford Economics.

    O índice avalia mil cidades em cinco quesitos: governança, economia, capital humano, meio ambiente e qualidade de vida.

    Nova York, Londres e Paris lideram a lista deste ano, com cidades como Seattle e Dublin entre as 10 melhores colocadas.

    Boston reúne áreas verdes históricas, universidades e indústrias do conhecimento, que determinam seu status global - Getty Images via BBC · Getty Images via BBC
    Boston reúne áreas verdes históricas, universidades e indústrias do conhecimento, que determinam seu status global - Getty Images via BBC · Getty Images via BBC — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Observando as cidades líderes e outras que se destacaram na pesquisa, existem quatro qualidades que se sobressaem. Elas ajudam a explicar por que algumas cidades permanecem tão atraentes, seja para morar ou para visitar.

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    As cidades mais bem avaliadas do mundo costumam ter altos índices de capital humano, que registram os conhecimentos, o grau de educação e a diversidade das suas populações.

    A importância cultural de Paris vai além dos seus museus, influenciando o dia a dia de toda a cidade - Getty Images via BBC · Getty Images via BBC
    A importância cultural de Paris vai além dos seus museus, influenciando o dia a dia de toda a cidade - Getty Images via BBC · Getty Images via BBC — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Este fluxo de talentos e ideias pode remodelar os bairros, a comida e a cultura, de forma a beneficiar os moradores locais e os turistas.

    Boston, nos Estados Unidos, ocupa a sétima posição do índice. A cidade foi particularmente bem avaliada em capital humano, graças à sua extraordinária concentração de faculdades e universidades importantes.

    Com sua "economia do conhecimento", Boston concentra uma das rendas mais altas do mundo. E grande parte desta riqueza retorna na forma de espaços públicos.

    Os bondes históricos de São Francisco fazem parte da extensa rede de transporte da cidade - Getty Images via BBC · Getty Images via BBC
    Os bondes históricos de São Francisco fazem parte da extensa rede de transporte da cidade - Getty Images via BBC · Getty Images via BBC — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Estes espaços incluem o Rose Kennedy Greenway, uma antiga via expressa elevada agora coberta por jardins, fontes e arte popular, e instituições como os Museus de Arte de Harvard, que são abertos ao público.

    Dublin, na Irlanda, aparece em sexto lugar.

    A cidade se beneficia da sua força de trabalho altamente qualificada, graças a instituições como o Trinity College Dublin. Por isso, ela atrai empresas internacionais importantes, como a Google, Meta, Microsoft e Accenture, também contribuindo para a renovação das antigas docas e espaços públicos em volta do rio Liffey.

    Brasil no TripAdvisor
    Brasil no TripAdvisor — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Londres vai ainda além. A capital britânica ocupa o primeiro lugar no índice de capital humano, atraindo profissionais de todo o mundo. Seus moradores nascidos no exterior compõem cerca de 40% da população da cidade.

    Esta diversidade ajudou a transformar seu cenário alimentar, antes criticado. Os visitantes podem comprovar estas mudanças em toda parte, desde Brick Lane até o Borough Market.

    Mas o poderio econômico, sozinho, não torna uma cidade atraente.

    As cidades mais e menos habitáveis da América Latina
    As cidades mais e menos habitáveis da América Latina — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Paris, em terceiro lugar na classificação geral, é muito bem avaliada em termos de qualidade de vida, graças, em parte, à sua longa expectativa de vida e ao excepcional acesso à cultura.

    A capital francesa tem cerca de 130 museus. Destes, 11 museus municipais oferecem entrada gratuita às suas coleções permanentes desde 2001, independentemente da nacionalidade ou do país de residência dos visitantes. E muitos outros também oferecem entrada grátis pelo menos uma vez por mês.

    Seattle, em quarto lugar no índice, também se beneficia da sua alta avaliação de qualidade de vida.

    Estátua equestre central em pedestal alto em parque com árvores e arbustos bem cuidados. Ao fundo, prédios altos e modernos sob céu parcialmente nublado ao entardecer.
    Estátua equestre central em pedestal alto em parque com árvores e arbustos bem cuidados. Ao fundo, prédios altos e modernos sob céu parcialmente nublado ao entardecer. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O relatório destaca as ricas instalações de arte da cidade, como o Museu de Arte local, e a história do seu movimento musical grunge, que deu origem a bandas de rock como Nirvana e Pearl Jam.

    A cidade inaugurou recentemente seu Parque Waterfront, de oito hectares, que substituiu uma rodovia demolida por um calçadão. Ele inclui novos píeres comunitários e ciclovias, ao longo da vista do estuário de Puget Sound.

    Uma cidade pode ser emocionante e culturalmente rica, mas a má qualidade do ar e a dificuldade de transporte podem prejudicar rapidamente a experiência dos visitantes.

    Rua de paralelepípedos entre prédios antigos com varandas de ferro. Cafés com toldos verdes e vermelhos iluminados, pessoas sentadas nas mesas externas. Árvore ao fundo sob céu nublado ao entardecer.
    Rua de paralelepípedos entre prédios antigos com varandas de ferro. Cafés com toldos verdes e vermelhos iluminados, pessoas sentadas nas mesas externas. Árvore ao fundo sob céu nublado ao entardecer. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Apesar da sua enorme escala, Londres apresenta bons resultados em termos ambientais, o que é incomum para uma cidade do seu tamanho.

    A Oxford Economics indica políticas como o pedágio urbano e a Zona de Ultra Baixa Emissão como fatores que ajudam a reduzir o trânsito e a poluição. Os visitantes conseguem sentir as mudanças nas ruas centrais da cidade, que são menos dominadas pelos carros.

    São Francisco, nos Estados Unidos, também apresenta alta avaliação na categoria ambiental.

    Bondinho vermelho número 49 circula por rua inclinada cercada por prédios altos e árvores em São Francisco. Carros estacionados alinham as calçadas e o céu está claro ao fundo.
    Bondinho vermelho número 49 circula por rua inclinada cercada por prédios altos e árvores em São Francisco. Carros estacionados alinham as calçadas e o céu está claro ao fundo. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O Índice Global de Cidades menciona sua rede de transporte como uma das razões que levam os moradores e visitantes a dependerem menos dos carros, mantendo baixo nível de emissões e alta qualidade do ar.

    Dublin também apresenta bons resultados, graças aos seus níveis de poluição comparativamente baixos e ambiciosas iniciativas climáticas. Elas incluem atingir a neutralidade climática até 2030.

    Algumas das cidades com maior crescimento do índice são impulsionadas pela tecnologia.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    San José, nos Estados Unidos, aparece em oitavo lugar. Ela tem o PIB per capita mais alto da pesquisa, graças a empresas como a Alphabet (Google), Apple e Nvidia, instaladas no Vale do Silício.

    Na vizinha São Francisco, onde ficam a Meta, Uber e Salesforce, carros sem motoristas fazem parte do transporte diário. Eles oferecem aos visitantes uma ideia de como poderá ser a mobilidade urbana em outras partes do mundo no futuro.

    Tallinn, a capital da Estônia, também se fez presente na lista de Cidades a Serem Observadas do Índice Global. O motivo foi o ímpeto atual da sua indústria de tecnologia e seu alto índice de adoção de inteligência artificial (IA), em comparação com outras capitais europeias.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Seus projetos de alta tecnologia incluem a Ferrovia Báltica, destinada a conectar as viagens ferroviárias pelos países bálticos até 2030.

    Ela está sendo totalmente construída como uma ferrovia "nativa digital", utilizando energia 100% renovável e sistemas de comunicação 5G, em vez de luzes sinalizadoras físicas.

    Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Travel.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/as-melhores-cidades-do-mundo-em-2026-e-por-que-elas-se-destacam.shtml.

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