Política

    Artista Yayoi Kusama morre aos 97 anos no Japão

    Criadora de instalações imersivas e repetição de bolinhas marcou a vanguarda artística

    Poder360
    27 de agosto de 2026 às 10:33
    Artista Yayoi Kusama morre aos 97 anos no Japão
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    Criadora de instalações imersivas e repetição de bolinhas marcou a vanguarda artística

    A artista japonesa Yayoi Kusama morreu aos 97 anos em um hospital de Tóquio. A sociedade que administrava sua obra confirmou o falecimento nesta 5ª feira (27.ago.2026) e informou que a morte ocorreu em 14 de agosto de 2026.

    Considerada uma das artistas mais influentes do século 20, Kusama era conhecida pelas instalações imersivas e pela repetição quase infinita de bolinhas e redes em suas obras. Ela continuou trabalhando até os últimos dias de vida.

    Nos anos 1970, Kusama retornou ao Japão e decidiu voluntariamente ingressar em uma clínica psiquiátrica em Tóquio, onde viveu e trabalhou até o fim da vida
    Nos anos 1970, Kusama retornou ao Japão e decidiu voluntariamente ingressar em uma clínica psiquiátrica em Tóquio, onde viveu e trabalhou até o fim da vida — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    “É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento de Yayoi Kusama em um hospital de Tóquio, em 14 de agosto de 2026, aos 97 anos” , informou a sociedade em comunicado.

    Nascida em 1929, Kusama era a filha mais nova de uma família abastada no Japão. Aos 10 anos, já produzia os padrões de pontos e redes que viriam a definir sua identidade artística. A origem desses elementos estava nas visões que experimentava desde a infância.

    “Um dia, depois de ver sobre uma mesa uma toalha decorada com um motivo de flores vermelhas, comecei a observar o mesmo motivo de flores vermelhas em todo o teto, nas janelas e nas colunas. Ele preenchia toda a sala e até cobria meu corpo” , relatou a artista em sua autobiografia. Kusama transformou essas experiências de alucinações e traumas em matéria-prima para uma produção extensa e reconhecida internacionalmente.

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    Após estudar Belas-Artes no Japão, se mudou para os Estados Unidos no fim dos anos 1950. Em Nova York, se tornou uma das figuras centrais da vanguarda artística, realizando performances e os chamados “happenings”. Apesar da discriminação que afirmou ter enfrentado como mulher japonesa naquele país, alcançou reconhecimento por obras que exploravam pintura corporal e, novamente, o motivo das bolinhas. Nesse período, também criou uma marca de roupas, fundou uma “Igreja da Autodestruição” e se autoproclamou “Grande Sacerdotisa das Bolinhas” .

    Nos anos 1970, Kusama retornou ao Japão e decidiu voluntariamente ingressar em uma clínica psiquiátrica em Tóquio, onde viveu e trabalhou até o fim da vida.

    “Ao longo de uma vida extraordinária dedicada inteiramente à criação artística, Kusama desenvolveu uma aclamada carreira internacional como artista de vanguarda, cuja produção incluiu artes visuais, performance, narrativa e poesia” , afirmou a sociedade em nota. A organização destacou ainda que ela não abandonou o trabalho até o fim: “Ela continuou pintando até seus últimos dias, sem nunca largar o pincel, e continuou sua exploração do amor eterno e da alma perpétua.”

    Entre as obras mais reconhecidas de Kusama estão as esculturas de abóboras e as instalações imersivas, que atraíram multidões a museus e exposições ao redor do mundo e foram vendidas por milhões de dólares.

    No museu dedicado à sua obra em Tóquio, visitantes compareceram após a divulgação da morte. Ai Kono, de 50 anos, contou à agência AFP que soube do falecimento durante uma viagem de trem e decidiu levar a filha, de 10 anos, ao espaço. “Ela viveu uma vida longa e fecunda. Mas a notícia me chocou. Vim porque queria mostrar à minha filha suas famosas bolinhas e seu uso das cores” , disse Kono. A visitante acrescentou: “Como mulher, é preciso dizer que ela era uma pessoa perseverante.”

    Tim Cook, CEO da Apple, também prestou homenagem à artista. “A criatividade de Yayoi Kusama fez o mundo da arte avançar e nos deixou um mundo mais luminoso e vibrante” , escreveu Cook, que a definiu como “uma verdadeira visionária que nos mostrou o poder de uma imaginação sem limites.”

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-gente/artista-yayoi-kusama-morre-aos-97-anos-no-japao/.

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    Nos anos 1970, Kusama retornou ao Japão e decidiu voluntariamente ingressar em uma clínica psiquiátrica em Tóquio, onde viveu e trabalhou até o fim da vida — Foto: Poder360

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