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    Arthur Paek revela prato favorito do pai que ficou de fora de seu livro

    Influenciador que viralizou nas redes sociais ensinando receitas coreanas estreou na literatura gastronômica, reunindo 30 pratos com receitas que atravessam três gerações da família

    CNN Brasil
    30 de setembro de 2026 às 21:26
    Arthur Paek revela prato favorito do pai que ficou de fora de seu livro
    Foto: CNN Brasil

    O influenciador Arthur Paek, 25, — que viralizou nas redes sociais ensinando receitas coreanas em vídeos curtos com uma edição marcada por cortes precisos e pelas trilhas sonoras — lança, nesta quinta-feira (1º), um livro de receitas culinárias que atravessam três gerações da sua família. A obra será publicada pela Editor Senac São Paulo.

    Durante a seleção de pratos para o livro, Arthur revelou, em entrevista à CNN , que algumas receitas acabaram ficando de fora do livro, incluindo a comida favorita de seu pai , o Naengmyeon, um macarrão gelado tradicional na Coreia do Sul. “Infelizmente, essa não está no livro, porque é muito diferente, mas é uma coisa que eu gosto muito, que faz parte da culinária”.

    Ele explicou que a receita do Naengmyeon leva ingredientes mais difíceis de encontrar aqui no Brasil, e que no processo de escolha das receitas, ele considerou pratos com ingredientes mais fáceis de encontrar aqui no Brasil, para que as pessoas pudessem reproduzi-los.

    Lançamento do livro ocorre nesta quinta-feira (1) • Reprodução/Instagram · • Reprodução/Instagram
    Lançamento do livro ocorre nesta quinta-feira (1) • Reprodução/Instagram · • Reprodução/Instagram — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Na entrevista, ele comentou ainda sobre a popularização de pratos da culinária coreana — como Kimchi, Tteokbokki e Bulgogi — através dos K-dramas e da Onda Coreana (Haillyu) . “Eu acho que especialmente durante a pandemia, foi muito refletido esses pratos nos K-dramas, as novelas coreanas, que bombaram nos streamings, então as pessoas pela primeira vez conseguiram ver os pratos, a vibrância, a cor, a textura, esses atores favoritos de muitos brasileiros coreanos nas telas despertaram muito essa curiosidade.”

    Como tinham poucos comércios, poucos restaurantes, o acesso não era tão fácil, e eu acho que a gente tá entrando numa onda agora das pessoas realmente viverem e provarem essas comidas, mas o desperto da curiosidade com certeza foi através dessa mídia, do entretenimento.

    Para ele, a partir dessa expansão, o acesso à gastronomia coreana no Brasil e aos ingredientes usados nesse tipo de receita foi ampliado. “ Como tinham poucos comércios, poucos restaurantes, o acesso não era tão fácil, e eu acho que a gente tá entrando numa onda agora das pessoas realmente viverem e provarem essas comidas, mas o desperto da curiosidade com certeza foi através da mídia, do entretenimento.”

    Coreia do Norte promove sopa de carne de cachorro para combater o calor
    Coreia do Norte promove sopa de carne de cachorro para combater o calor — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Antes de ser conteúdo para milhões de seguidores, a comida coreana foi, para Arthur Paek, uma língua aprendida em casa. Foi observando a mãe, Regina, e ouvindo as histórias da harmoni, avó, em coreano, que ele entendeu algo que hoje norteia toda a sua obra: naquela cozinha, prato nenhum era só prato. Era lembrança, pertencimento, e um jeito de preservar a origem da família contra a distância.

    Qual são suas primeiras lembranças da comida da sua família e na relação que você construiu com a culinária coreana?

    Arthur: Um prato que vem muito na memória é um prato chamado Naengmyeon, que é um macarrão gelado. Em primeira instância, muita gente até acha um prato muito diferente, né? É um prato de macarrão gelado, que é uma delícia, que eu comia muito no verão com a minha avó, com a minha mãe, e é a comida favorita do meu pai. Infelizmente, essa não está no livro, porque ele é muito diferente, mas é uma coisa que eu gosto muito, que faz muito parte da culinária também. E todas essas memórias fazendo junto, indo pra mercearia coreana, pra comprar esses ingredientes, fazer junto com meus pais, cada um fazer uma etapa diferente da receita, porque tem a base, tem a proteína, tem a verdura, a conserva, e poder fazer isso com meus pais junto, e cozinhar, e comer, é um prato que eu acho que simboliza bem essa relação que eu tenho com eles desde criança.

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    Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Como foi escolher as 30 receitas que compõem o livro. O que você considerou nessa seleção?

    Arthur: Então, eu considerei primeiro os pratos que a minha mãe e a minha avó me ensinaram, pratos que eu acho que as pessoas também teriam condições de fazer aqui no Brasil, porque tem ingredientes que são mais escassos, especialmente de fermentação e conserva, que nem essa da última pergunta, o Naengmyeon, que acaba sendo um pouco mais difícil de fazer, porque requer ingredientes importados da Coreia, etc. Então, o milho é agradável dessa forma, e pratos também que eu fui fazendo ao longo dos vídeos, que eu fiz o japchae, o bibimbap foi a primeira receita coreana que eu fiz no meu perfil, pratos que eu realmente amo e que eu quero compartilhar com as pessoas, para elas conseguirem fazer, para sentirem um pouco também os sabores e a cara da culinária coreana aqui no Brasil, e também o meu gosto pessoal por esses pratos, que eu quero que as pessoas também tenham essa experiência em casa.

    Nos últimos anos, pratos como Kimchi, Tteokbokki e Bulgogi ficaram cada vez mais conhecidos no Brasil. O que você acha que despertou esse interesse dos brasileiros pela culinária coreana?

    Coreia do Norte promove sopa de carne de cachorro para combater o calor
    Coreia do Norte promove sopa de carne de cachorro para combater o calor — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Arthur: Eu acho que isso aconteceu muito através do entretenimento, né? Primeiro veio a onda da música, do k-pop , que virou uma sensação, e numa segunda camada, eu acho que especialmente durante a pandemia, foi muito refletido esses pratos nos K-dramas, as novelas coreanas, que bombaram nos streamings, então as pessoas pela primeira vez conseguiram ver os pratos, a vibrância, a cor, a textura, esses atores favoritos de muitos brasileiros coreanos nas telas despertaram muito essa curiosidade. Como tinham poucos comércios, poucos restaurantes, o acesso não era tão fácil, e eu acho que a gente tá entrando numa onda agora das pessoas realmente viverem e provarem essas comidas, mas o desperto da curiosidade com certeza foi através dessa mídia, do entretenimento.

    Por fim, o que você gostaria que os brasileiros conhecessem sobre a cultura coreana que ainda não é tão popular?

    Arthur: Pra mim o que sempre vem na cabeça é gastronomia e d e repente essa vontade de conhecer um pouco mais o turismo da Coreia, a geografia, porque assim, quando você pensa em Ásia , muita gente fala de Japão, China, mas Coreia é um lugar lindo, com muita tecnologia, muita cultura, uma arquitetura bonita, arte e coisas que você não imagina. A jardinagem coreana é linda, as ruas, e o modo como os coreanos também recebem tão bem as pessoas que vêm conhecer, são muito calorosas, então de repente essa vontade de viajar e conhecer um pouco mais o país.

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    Kureiji: restaurante japonês serve coxinha de mochi e miojo artesanal — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/pop/celebridades/arthur-paek-revela-prato-favorito-do-pai-que-ficou-de-fora-de-seu-livro/.

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