Economia

    Área técnica do TSE vê riscos, mas não acha fake news no canal ‘Exército do Lula’

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    12 de outubro de 2026 às 19:30
    Área técnica do TSE vê riscos, mas não acha fake news no canal ‘Exército do Lula’
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    A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou nesta segunda-feira, 12, em relatório que não foi disseminada informação falsa no canal de WhatsApp “Exército de Lula”. No entanto, o documento alerta para alguns riscos que o grupo representa para o processo eleitoral.

    Um dos riscos é a disseminação em massa de mensagens às vésperas do segundo, segundo a equipe técnica. O relatório também menciona que mensagens encaminhadas em setembro foram deletadas, gerando dificuldade para a análise das informações difundidas.

    O general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, Comandante do Exército Brasileiro, em cerimônia em homenagem ao dia do Exército, no Quartel-General, em Brasilia

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    Ainda segundo o documento, há, “nas mensagens examinadas, o emprego recorrente de uma linguagem polarizadora, que tende a estabelecer uma lógica de confronto potencialmente contrária à condição das eleições como um substitutivo do conflito”.

    Ricardo Villas Bôas Cueva liberou novamente o canal coordenado por André Janones; caso será analisado pelo plenário da Corte

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    O relatório foi solicitado por Nunes Marques nesta segunda-feira e leva a assinatura do chefe do setor técnico, Frederico Alvim. O documento servirá para subsidiar novas decisões do tribunal sobre o caso. No domingo, 11, o presidente atendeu a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e derrubou o canal. Horas mais tarde, o ministro Ricardo Villas Boas Cueva reverteu a decisão. Há expectativa que o caso seja julgado em plenário, mas não há previsão de quando isso pode acontecer.

    Segundo a campanha de Flávio, havia disseminação de fake news no grupo – como afirmações de que o candidato pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, estaria envolvido com milícia, reduziria aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada ou teria mandado cancelar o reajuste do Bolsa Família.

    A área técnica do tribunal não encontrou esse conteúdo no canal. “No período examinado (2 a 11 de outubro de 2026), não foram localizadas publicações que reproduzam essas afirmações”, diz o relatório.

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    A área técnica ressalva que publicações de setembro que foram apagadas não foram analisadas. O documento diz, ainda, que “foi localizada publicação de 8 de outubro, à 1h10, na qual o canal afirma que não divulgará “uma única fake news até o final da campanha”. O canal tem mais de 3 milhões de inscritos e é coordenado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG).

    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/politica/area-tecnica-do-tse-ve-riscos-mas-nao-acha-fake-news-no-canal-exercito-do-lula/.

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