Após tragédia, Nepal acelera reconstrução de sistema de alerta na fronteira com China
Moradores atravessam o rio Trishuli por meio de uma tirolesa improvisada em Koloni, após deslizamentos de terra destruírem pontes e deixarem comunidades temporariamente isoladas no distrito de Nuwakot, no Nepal, em 2 de setembro de 2026. Foto: Francis Mascarenhas/Reuters " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2026-09-02T143009Z_1912507643_RC2ZANANVM71_RTRMADP_3_NEPAL-FLOODS.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />Governo planeja instalar sensores sísmicos, câmeras e comunicação via satélite em região atingida por enchente causada pelo colapso de uma gelei

Moradores atravessam o rio Trishuli por meio de uma tirolesa improvisada em Koloni, após deslizamentos de terra destruírem pontes e deixarem comunidades temporariamente isoladas no distrito de Nuwakot, no Nepal, em 2 de setembro de 2026. Foto: Francis Mascarenhas/Reuters
O governo do Nepal prepara a reconstrução e ampliação de seu sistema de alerta para deslizamentos e enchentes na fronteira com a China, uma semana após uma das maiores tragédias naturais da história recente do país. O plano prevê a instalação de sensores sísmicos, câmeras de monitoramento e uma rede de comunicação via satélite em áreas montanhosas consideradas de alto risco. As informações são da agência de notícias Reuters .
Os novos equipamentos serão instalados inicialmente em Timure, uma localidade do distrito de Rasuwa, próxima à fronteira chinesa. A região foi uma das mais afetadas pela enxurrada de lama, água e rochas desencadeada pelo colapso de uma geleira no fim de agosto. Segundo balanços oficiais, mais de 1.100 pessoas morreram em Nepal e China, enquanto quase 4 mil continuam desaparecidas.

Autoridades nepalesas avaliam que o risco permanece elevado mesmo após a redução da ameaça imediata provocada por lagos formados pelos escombros da geleira. Técnicos do governo acreditam que a alteração do terreno causada pelo desastre pode provocar novos deslizamentos nas próximas semanas, o que aumentou a pressão por medidas de monitoramento em tempo real.
Um dos principais componentes do projeto será a adoção de sistemas de comunicação via satélite capazes de manter os postos de observação conectados mesmo quando redes de telefonia e internet forem interrompidas. Durante a enchente da semana passada, estações de monitoramento localizadas perto da fronteira ficaram fora de operação, dificultando a emissão de alertas para comunidades situadas ao longo do rio.
A tragédia também deve reforçar a cooperação entre Nepal e China no compartilhamento de dados ambientais. Antes do desastre, Kathmandu já havia solicitado informações mais detalhadas sobre movimentação de geleiras e níveis dos rios na região tibetana. Agora, o governo nepalês pretende ampliar a troca de informações para reduzir o risco de novas perdas humanas em uma das áreas mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas no Himalaia.

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