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    Após queda de juros, enfim chegou a hora dos FIIs de tijolo? Veja os mais indicados

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    8 de outubro de 2026 às 16:00
    Após queda de juros, enfim chegou a hora dos FIIs de tijolo? Veja os mais indicados
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    O resultado do primeiro turno da eleição presidencial chegou rápido aos fundos imobiliários . Após Flávio Bolsonaro (PL) terminar à frente do presidente Lula (PT), os juros futuros longos caíram forte e os FIIs subiram em bloco , com destaque para fundos de shoppings e de lajes corporativas.

    A explicação está na concorrência com a renda fixa. Quando o Tesouro IPCA+ passa a pagar menos, o investidor aceita um desconto menor para comprar cotas de fundos imobiliários, e os preços sobem. Para os especialistas, o efeito é maior nos fundos de tijolo , donos de imóveis físicos, que ainda negociam com desconto relevante em relação ao valor patrimonial.

    Mesmo assim, os FIIs subiram bem menos que a bolsa, que teve no mesmo dia a maior alta desde 2020 . Segundo especialistas, a classe ficou para trás no rali eleitoral, mas ainda está entre as que mais podem se beneficiar se o próximo governo trouxer previsibilidade fiscal e abrir espaço para uma Selic mais baixa. A queda dos juros é tratada como uma tese de médio prazo , condicionada a um ajuste fiscal crível a partir de 2027. O segundo turno acontece em 25 de outubro.

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    As carteiras recomendadas de outubro, montadas antes da votação, já apontavam nessa direção. Dos oito FIIs mais indicados pelas oito casas consultadas pelo InfoMoney , cinco são de tijolo, entre galpões logísticos, shoppings e lajes corporativas. Dois deles, Bresco Logística ( BRCO11 ) e VBI Prime Offices ( PVBI11 ), entram na lista neste mês.

    O crédito, porém, segue no topo. O Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), fundo de papel atrelado ao CDI, aparece em seis das oito carteiras, sustentado pela Selic ainda em 13,75%. Uma das casas mantém preferência explícita por fundos de recebíveis enquanto não houver novos cortes de juros.

    O fundo de crédito da Kinea segue na liderança, agora com seis indicações, uma a mais que em setembro. O BTG Pactual destaca a carteira de CRIs de baixo risco, predominantemente atrelados ao CDI, com remuneração média de CDI mais 2,03% ao ano. O banco também cita a escala, com patrimônio próximo de R$ 11 bilhões, e a liquidez das cotas. O Santander lembra a diversificação em 94 CRIs, majoritariamente high grade e com garantias como alienação fiduciária.

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    O próprio Santander aponta o principal ponto de atenção para o momento: eventuais cortes na Selic podem reduzir marginalmente os rendimentos do fundo. A Empiricus lembra que o KNCR11 aprovou sua 13ª emissão de cotas , com preço igual ao valor patrimonial de agosto, o que deve reforçar o caixa para novos investimentos.

    O fundo de galpões sobe de quatro para cinco indicações. A Empiricus destaca o memorando assinado para comprar participação em três galpões de padrão AAA do Capitânia Logística, por cerca de R$ 959 milhões. Os imóveis são integralmente locados para Mercado Livre e Amazon, com rendimento estimado de 12,6% nos próximos 24 meses.

    O Santander recomenda o fundo pelo desconto de 7% em relação ao valor patrimonial e pela carteira de 34 galpões com ocupação de 99%. O banco cita ainda os contratos longos, com 69% dos vencimentos depois de 2028.

    O fundo de shoppings também chega a cinco indicações. Para o BTG Pactual, o HSML11 combina controle majoritário de oito empreendimentos em cinco estados, administração integrada e desalavancagem recente. Segundo o banco, o fundo negocia com desconto patrimonial num setor com espaço de reprecificação no ciclo de juros. A XP lembra que a gestão manteve a projeção de distribuição entre R$ 0,74 e R$ 0,78 por cota até o fim de 2026.

    Como ponto de atenção, a XP cita o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia , presente em cinco dos oito shoppings do fundo, mas com peso de cerca de 1,5% no resultado operacional líquido (NOI).

    O fundo multiestratégia da Kinea combina CRIs, imóveis, cotas de outros FIIs e ações do setor. Ele entrou neste mês na carteira do BTG Pactual, que inaugurou com o fundo a exposição a hedge funds imobiliários. Segundo o banco, o KNHF11 negocia com desconto acima da média histórica e tem distribuição sólida, com rendimento linearizado de R$ 1 por cota.

    O Santander avalia que a diversificação garante receitas relativamente estáveis e que, no médio prazo, os ativos com potencial de ganho de capital podem “turbinar” os rendimentos. O fundo também está nas carteiras do BB Investimentos e do Itaú BBA.

    O XPML11 segue como principal recomendação do Santander no segmento de shoppings, apoiado na estratégia de reciclagem do portfólio, que soma participação em 26 empreendimentos. O banco destaca as compras de fatias em shoppings de média e alta renda e as vendas com ganho de capital, como a de cerca de 17% do Shopping Cidade Jardim, por R$ 454 milhões.

    O fundo também está nas carteiras de BB Investimentos, Itaú BBA e XP. Na XP, a recomendação aparece como “restrita”, porque o fundo é gerido pela própria casa.

    O fundo de crédito da Mauá é a opção atrelada à inflação entre os mais indicados. Segundo o BTG Pactual, cerca de 95% da carteira de CRIs está indexada ao IPCA , com taxa média contratada de IPCA mais 8,6% ao ano, e a gestão adota uma política de estabilização dos rendimentos mensais. O Santander destaca as garantias dos CRIs e a projeção de rendimentos para o segundo semestre, e a XP aponta a carteira de crédito de baixo risco.

    O fundo de galpões entra no ranking com quatro indicações. O BTG Pactual destaca que cerca de 71% da receita vem de imóveis de última milha, próximos aos grandes centros de consumo, o que sustenta a demanda de varejistas e operadores de comércio eletrônico. Na mesma carteira, porém, o banco reduziu a posição no fundo. Ele também ressalvou que a distribuição atual conta com o apoio de resultados acumulados e de parcelas da venda de um ativo.

    A XP vê potencial de valorização de 7,4% em relação à sua estimativa de valor justo e dividend yield competitivo. O fundo também está nas carteiras da Empiricus e do Itaú BBA.

    O fundo de lajes corporativas é a principal aposta de valor do ranking. O BTG Pactual descreve um portfólio de sete edifícios de alto padrão em São Paulo, com forte concentração na Faria Lima e sem alavancagem. O fundo negocia a cerca de 0,62 vez o valor patrimonial, um desconto que, segundo o banco, contrasta com os preços de transações recentes na região.

    O ponto de atenção é a vacância, de cerca de 15% física e 25% financeira, após desocupações recentes. O Itaú BBA também aponta a relação preço sobre valor patrimonial de 0,63, a mais baixa entre os fundos da sua carteira. O fundo, que está ainda nas carteiras de Empiricus e XP, representa para o BTG Pactual uma tese de valor de médio prazo.

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