Alagoas

    Após prisão em Maceió, PC revela papel de suspeito em esquema de tráfico que movimentou R$ 70 mi

    'Boss' era apontado como elo entre PCC e CV e coordenava logística para transporte de drogas entre SP e RJ. Divulgação/ PCRJ Novos detalhes da Operação Ícarus, que resultou na prisão de um suspeito em Maceió, revelam o papel que ele teria desempenhado em um esquema de tráfico de drogas investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ). Segundo as autoridades, o homem era apontado como um dos principais responsáveis pela articulação entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo, e do Comando Vermelho (CV), no Rio de Janeiro.De acordo com a investigação, o esquema te

    Gazeta de Alagoas
    22 de setembro de 2026 às 12:46
    Após prisão em Maceió, PC revela papel de suspeito em esquema de tráfico que movimentou R$ 70 mi
    Foto: Gazeta de Alagoas

    'Boss' era apontado como elo entre PCC e CV e coordenava logística para transporte de drogas entre SP e RJ

    Novos detalhes da Operação Ícarus , que resultou na prisão de um suspeito em Maceió, revelam o papel que ele teria desempenhado em um esquema de tráfico de drogas investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ). Segundo as autoridades, o homem era apontado como um dos principais responsáveis pela articulação entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo, e do Comando Vermelho (CV), no Rio de Janeiro.

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    'Boss' era apontado como elo entre PCC e CV e coordenava logística para transporte de drogas entre SP e RJ. Divulgação/ PCRJ
    'Boss' era apontado como elo entre PCC e CV e coordenava logística para transporte de drogas entre SP e RJ. Divulgação/ PCRJ — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    De acordo com a investigação, o esquema teria movimentado cerca de R$ 70 milhões. O suspeito estava morando havia, aproximadamente, dois anos em um apartamento de luxo no bairro da Jatiúca, em Maceió, de onde, segundo a polícia, continuava a atuar na organização.

    O delegado Igor Diego, da Polícia Civil de Alagoas (PCAL), explicou que o homem já era considerado foragido da Justiça e tinha dois mandados de prisão em aberto. Um deles era de recaptura, após a fuga de uma penitenciária onde cumpria pena. O outro estava relacionado a investigações por organização criminosa e tráfico de drogas.

    “Esse indivíduo estava foragido. Ele já tinha mandado de prisão em aberto porque estava cumprindo pena e fugiu da penitenciária”, afirmou o delegado.

    Jobison Barros
    Jobison Barros — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Segundo Igor Diego, a investigação apontou que o suspeito teria uma função estratégica dentro do grupo. “Esse indivíduo era o responsável por fazer o elo da facção Comando Vermelho do Rio de Janeiro com a facção do PCC no Estado de São Paulo”, declarou.

    A partir dessa articulação, conforme a polícia, ele teria organizado a logística necessária para transportar drogas de São Paulo até o Rio. “Ele preparava toda a logística para levar a cocaína de São Paulo e abastecer as comunidades no Rio de Janeiro”, explicou o delegado.

    Apesar de estar vivendo em Alagoas, o suspeito não teria, segundo a investigação, atuação direta no tráfico de drogas em Maceió. A polícia afirma que ele utilizava a cidade como ponto de residência enquanto mantinha as atividades investigadas relacionadas ao grupo criminoso.

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    Aplicativo na whatsapp Store — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Com a investigação, que já durava cerca de dois anos no Rio de Janeiro, as equipes policiais conseguiram localizar o suspeito em Maceió e cumpriram os mandados de prisão e de busca e apreensão.

    A delegada Juliana Rattes, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, afirmou que o suspeito teria participação na organização da logística e também na movimentação financeira do esquema. Segundo ela, empresas registradas em nome de terceiros eram utilizadas na estrutura investigada.

    “Ele tinha diversas empresas abertas em nome de laranja, fazia contratação também de motoristas e empresas de transporte”, disse a delegada.

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    Ainda conforme a investigação, a organização utilizava transportadoras para esconder as cargas ilícitas durante o deslocamento entre os Estados.

    A polícia também investiga a participação de policiais militares no esquema. Segundo a delegada, eles fariam a escolta das cargas durante o trajeto. “Policiais militares faziam essa segurança para permitir que eles conseguissem, sem serem abordados, levar essa droga em segurança para o Comando Vermelho”, relatou.

    Ainda de acordo com a delegada, a investigação começou a avançar após grandes apreensões de drogas realizadas em 2024, incluindo uma ocorrência em Guarulhos, São Paulo.

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    A Operação Ícarus cumpriu 20 mandados de prisão, segundo a Polícia Civil. Entre os alvos estavam pessoas que já se encontravam presas e que, conforme a investigação, continuariam exercendo funções dentro da organização. Também foram presos policiais militares suspeitos de envolvimento com o esquema.

    As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito, identificar outros possíveis envolvidos e detalhar a estrutura financeira e logística do grupo.

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    'Boss' era apontado como elo entre PCC e CV e coordenava logística para transporte de drogas entre SP e RJ. Divulgação/ PCRJ
    'Boss' era apontado como elo entre PCC e CV e coordenava logística para transporte de drogas entre SP e RJ. Divulgação/ PCRJ — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Publicado originalmente por Gazeta de Alagoas. Leia a matéria completa em https://www.gazetaweb.com/noticias/policia/apos-prisao-em-maceio-pc-revela-papel-de-suspeito-em-esquema-de-trafico-que-movimentou-r-70-mi-937411.

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    'Boss' era apontado como elo entre PCC e CV e coordenava logística para transporte de drogas entre SP e RJ. Divulgação/ PCRJ — Foto: Gazeta de Alagoas

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