Após nova descoberta de petróleo na costa do Amapá, pesquisadores ampliam monitoramento de animais marinhos
Praia do Goiabal, em Calçoene, é um dos locais monitorados Isadora Pereira/g1 Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) e do Instituto Federal do Amapá (Ifap) iniciaram o Projeto de Caracterização e Monitoramento de Tetrápodes Marinhos (PCMT) para monitorar o encalhe de animais marinhos na costa do Amapá e no norte da Ilha do Marajó (PA). A iniciativa começou após a descoberta de uma nova reserva de petróleo na costa amapaense em 2 de setembro e busca acompanhar possíveis impactos da atividade na fauna da região. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1
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Praia do Goiabal, em Calçoene, é um dos locais monitorados — Foto: Isadora Pereira/g1
Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) e do Instituto Federal do Amapá ( Ifap ) iniciaram o Projeto de Caracterização e Monitoramento de Tetrápodes Marinhos (PCMT) para monitorar o encalhe de animais marinhos na costa do Amapá e no norte da Ilha do Marajó (PA).
A iniciativa começou após a descoberta de uma nova reserva de petróleo na costa amapaense em 2 de setembro e busca acompanhar possíveis impactos da atividade na fauna da região.

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O monitoramento inclui baleias, botos, golfinhos, tartarugas e aves marinhas . O trabalho começou em 21 de setembro, a cerca de 130 quilômetros do Poço Morpho, e atende a uma exigência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ( Ibama ) para a realização de pesquisas sísmicas no litoral do Estado.
O projeto reúne uma equipe formada por biólogos, cientistas ambientais, médicos-veterinários e outros especialistas. A coordenação geral é do Instituto Bicho d'Água, do Pará.
O objetivo é monitorar e atender casos de encalhe de animais marinhos durante a realização das pesquisas sísmicas. As atividades incluem o monitoramento de praias, atendimento e análise dos animais encontrados, realização de necropsias e ações de educação ambiental nas comunidades costeiras.
🔍A pesquisa sísmica é uma técnica realizada em alto-mar que utiliza ondas sonoras para mapear o fundo do oceano e as camadas subterrâneas. O método é amplamente utilizado em estudos ambientais e na exploração de petróleo e gás.
Uma das metas dos pesquisadores é identificar se os encalhes registrados na região da foz do Rio Amazonas têm relação com as pesquisas sísmicas realizadas no oceano.
Uma das hipóteses analisadas é que as ondas sonoras emitidas pelos equipamentos possam alterar a rota de alguns animais marinhos. Como a audição é fundamental para a orientação e comunicação dessas espécies, os sons produzidos pelas pesquisas podem influenciar seu deslocamento.
Além de avaliar possíveis impactos ambientais, os dados coletados ajudam os pesquisadores a conhecer melhor a diversidade de espécies que vivem na costa amazônica.
Segundo a coordenadora Cláudia Funi, iniciativas desse tipo contribuem para ampliar o conhecimento científico sobre a fauna marinha da região.
“Grande parte dos estudos da região marinha e costeira do país existe por causa de recursos desta natureza. Isso é muito importante para a ciência conhecer mais sobre a diversidade da fauna na região”, disse a coordenadora Claúdia Funi.
Entre os animais monitorados está o boto-cor-de-rosa, uma espécie de água doce que apresenta características consideradas importantes para as pesquisas científicas.
"O boto cor-de-rosa, apesar de não ser oceânico, foi contemplado para que possamos coletar material para análises e assim conhecer um pouco mais sobre a espécie, especialmente no que se refere à saúde animal. Por exemplo: identificar contaminação por mercúrio ou outras substâncias", explicou Funi.
Em média, a cada 15 dias, equipes do projeto percorrem a Praia do Goiabal, no litoral do Amapá , para identificar possíveis encalhes.
Além do monitoramento, o grupo promove campanhas de conscientização em comunidades costeiras. Os moradores recebem orientações sobre como agir ao encontrar um animal encalhado e como acionar as equipes responsáveis pelo resgate.
Quem encontrar um animal marinho encalhado pode entrar em contato com a equipe do projeto pelo Disk Encalhe: (96) 99116-3712.
Projeto é uma parceria entre o Ifap e o Iepa. — Foto: PCMC/Divulgação
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Projeto anterior registrou espécies raras na costa amazônica
Antes do PCMT, os pesquisadores desenvolveram o Projeto de Caracterização e Monitoramento de Cetáceos (PCMC). A iniciativa tinha foco em espécies como botos, baleias e golfinhos, além de aves e tartarugas marinhas.
Durante o período de execução do projeto, entre julho de 2024 e abril de 2026, diversas ocorrências de encalhes foram atendidas e monitoradas pelas equipes.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2026/10/12/apos-nova-descoberta-de-petroleo-na-costa-do-amapa-pesquisadores-ampliam-monitoramento-de-animais-marinhos.ghtml.

Pesquisadores monitoram encalhes de animais na costa do Amapá — Foto: G1
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