Após gripe, mulher tem choque séptico e precisa amputar as pernas
Denise viajou para um casamento e contraiu uma gripe que evoluiu para choque séptico. Após 30 dias em coma, precisou amputar as pernas

Após uma viagem ao Tennessee para um casamento, em julho de 2025, a norte-americana Denise Dibrell, de 52 anos, moradora de Las Vegas, desenvolveu uma gripe com tosse e falta de ar, que resultou em um choque séptico.
O quadro dela evoluiu tão rapidamente que, após acordar de um coma induzido, teve as pernas amputadas do joelho para baixo.
“Nos últimos 12 meses, minha vida mudou de maneiras que eu jamais poderia ter imaginado. O que começou como uma pneumonia e uma gripe se transformou em insuficiência respiratória, choque séptico e um coma induzido que durou 30 dias”, diz ela em relato a uma campanha na plataforma GoFundMe, criada para ajudar nos gastos hospitalares. Leia também Saúde Em grupos de risco, uma gripe simples pode evoluir para pneumonia Saúde Gripe e outras infecções podem antecipar troca da escova de dentes Saúde Vírus da gripe modifica as estruturas da célula para se multiplicar Distrito Federal Gripe matou 38 pessoas em 2026; não há previsão para ampliar vacinação Volta para casa e piora do quadro clínico Quando Denise voltou para casa, alguns dias depois, estava tão mal que precisou procurar atendimento de urgência, conforme relatou à imprensa local. No hospital, seu diagnóstico foi positivo para gripe A.

“Meu nível de saturação de oxigênio estava baixo, mas eles [os médicos] não se alarmaram nem nada. Os médicos disseram calmamente: ‘Bem, vamos chamar uma ambulância para levá-la ao pronto-socorro para fazer mais exames’”, disse.
Ela conta que recorda de ter ouvido os médicos dizerem que estava com dificuldade respiratória. Após isso, não se lembra de mais nada. Denise acordou 30 dias depois de um coma induzido.
Sua família foi chamada ao hospital para que a equipe médica comunicasse o que havia ocorrido e a gravidade de seu caso. Naquele momento, quando eles chegaram, ela já estava em coma induzido.

Para realizar o tratamento, foi preciso administrar medicamentos vasopressores, terapia que eleva a pressão arterial rapidamente para garantir a irrigação de órgãos vitais. Porém, conforme publicação feita na PubMed Central , esse método pode comprometer os tecidos do corpo, levando à necrose ou à morte. Isso ocorre porque há uma diminuição ou perda do fornecimento sanguíneo.
Foi o que aconteceu com Denise enquanto estava em coma . Nesse período, seu irmão percebeu que os pés dela estavam pretos e mumificados.
Ela conta que, em agosto de 2025, os médicos conversaram com sua mãe sobre a possibilidade de desligar os aparelhos que a mantinham viva. Mas sua mãe não deixou:

“‘Não, vamos mantê-la nos aparelhos’”, disse ela à revista People, emocionada, reforçando: “Graças a Deus ela disse não. Se ela não tivesse dito isso, eu não estaria aqui agora”, acrescenta. Quando Denise acordou, não fazia ideia do que estava acontecendo. No dia 20 de agosto, ela recebeu alta, mas sentia muitas dores nos pés. Por conta disso, 25 dias depois, passou por uma cirurgia de três horas para amputar as pernas do joelho para baixo.
Agora, Denise está em recuperação e adaptação com as próteses. Sua reabilitação teve que ser interrompida por um tempo, pois ela perdeu o emprego em uma multinacional e, consequentemente, o plano de saúde.
Apesar de tudo o que aconteceu nesses meses, ela não perdeu a esperança. “Eu costumava me perguntar: ‘Por que eu?’ Não me pergunto mais, pois sobrevivi. Acordei de um coma com a mente intacta, o coração cheio e uma segunda chance na vida”, destaca ela, dizendo que agora é a versão Denise 2.0 — desperta, consciente e se reconstruindo com fé.
Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/saude/mulher-amputa-pernas-apos-gripe.

Reprodução/Instagram/denisedibrell — Foto: Metrópoles
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