Economia

    Após choque do 1º turno, Quaest testa reação de Lula e avanço de Flávio

    Imagem combinada mostra o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda), em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, em 8 de agosto de 2026, e o senador Flávio Bolsonaro (à direita), candidato do Partido Liberal (PL) à presidência do Brasil, durante evento de anúncio de Alfredo Gaspar como seu vice na chapa, em Brasília, Brasil, em 5 de agosto de 2026. REUTERS/Adriano Machado/Foto de Arquivo " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2026-08-26T090003Z_1030496109_RC233NAIN4O1_RTRMADP_3_BRAZIL-ELECTION-MARKETS.jpg?fit=1280%2C943&quali

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    14 de outubro de 2026 às 11:51
    Após choque do 1º turno, Quaest testa reação de Lula e avanço de Flávio
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    Imagem combinada mostra o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda), em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, em 8 de agosto de 2026, e o senador Flávio Bolsonaro (à direita), candidato do Partido Liberal (PL) à presidência do Brasil, durante evento de anúncio de Alfredo Gaspar como seu vice na chapa, em Brasília, Brasil, em 5 de agosto de 2026. REUTERS/Adriano Machado/Foto de Arquivo

    A Quaest divulga no fim da tarde desta quarta-feira (14) sua primeira pesquisa de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial, disputado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento, encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo , será o primeiro do instituto desde a definição dos dois finalistas.

    Foram entrevistados 2.154 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026.

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    Além das intenções de voto, o instituto investigou a rejeição aos candidatos, o conhecimento dos eleitores sobre suas propostas, a avaliação do governo Lula e o comportamento do eleitorado no primeiro turno.

    O levantamento chega em um momento de reorganização das estratégias eleitorais. Após o resultado de 4 de outubro, as campanhas passaram a concentrar esforços na mobilização de eleitores, na busca pelos votos dos candidatos eliminados e na tentativa de reduzir a abstenção.

    Canal “Exército do Lula”, com mais de 4 milhões de seguidores, havia sido suspenso após ação da campanha de Flávio Bolsonaro

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    A campanha petista passou por mudanças na equipe e ampliou a participação de parlamentares, influenciadores e movimentos sociais. A nova fase também foi marcada por uma presença mais intensa do presidente em atos públicos.

    No domingo (11), Lula participou de uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, que reuniu milhares de apoiadores.

    Além das ruas, a mobilização digital ganhou espaço com a atuação do deputado André Janones (Rede-MG), responsável pelo canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que ultrapassou 4 milhões de seguidores. A iniciativa passou a integrar os esforços de divulgação de conteúdos e mobilização de eleitores nas redes sociais.

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    O canal também se tornou alvo de uma disputa judicial após a campanha de Flávio acusá-lo de divulgar informações falsas. O TSE determinou restrições ao funcionamento da ferramenta, posteriormente revista após o cumprimento de exigências da Justiça Eleitoral.

    Do outro lado, Flávio Bolsonaro tem utilizado a campanha para ampliar alianças políticas e apresentar propostas para uma eventual administração a partir de 2027. O senador também participa de articulações sobre a composição de seu governo, caso vença a eleição.

    Uma de suas declarações provocou repercussão na primeira semana do segundo turno. Em evento em Goiânia, no dia 6 de outubro, Flávio afirmou que pretendia utilizar a composição do novo Congresso para promover mudanças na Constituição.

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    Após a repercussão, o candidato esclareceu que se referia a alterações específicas, entre elas mudanças nas regras de indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal, redução da maioridade penal e fim da reeleição.

    A discussão ocorreu em meio à busca de Flávio por apoios políticos para o segundo turno, incluindo a mobilização de aliados em São Paulo, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    A nova rodada da Quaest permitirá avaliar como os eleitores se posicionam depois dos primeiros movimentos das duas campanhas no segundo turno.

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    Um dos indicadores será a rejeição aos presidenciáveis, especialmente diante da intensificação dos ataques entre as candidaturas. O levantamento também poderá mostrar o grau de conhecimento do eleitorado sobre as propostas apresentadas por Lula e Flávio.

    A pesquisa foi realizada durante parte dessas mobilizações, mas seus resultados não permitirão atribuir eventuais oscilações a um acontecimento específico da campanha.

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