Brasil

    Após agredir filha de 6 anos, advogado diz que “pode ter sido ríspido”

    Câmera de monitoramento flagrou Marcos Atnônio Fincatti, de 44 anos, gritando, puxando cabelo e desferindo tapas contra criança em SP

    Metrópoles
    21 de agosto de 2026 às 14:50
    Após agredir filha de 6 anos, advogado diz que “pode ter sido ríspido”
    Foto: Metrópoles

    O advogado Marcos Antônio Fincatti, de 44 anos, afirmou à Polícia Civil que “pode ter sido um pouco ríspido” com a filha, de 6 anos, após ser filmado puxando os cabelos e dando tapas na criança dentro do elevador do prédio onde moram, na zona norte de São Paulo ( assista abaixo ).

    Preso em flagrante nessa quinta-feira (20/8), ele também admitiu ter ingerido bebida alcoólica e declarou não se lembrar integralmente “de tudo o que ocorreu”. Sobre uma acusação de agressão contra a esposa, disse ter “95% de certeza de que não encostou” nela.

    As declarações constam no depoimento prestado pelo advogado e obtido pela coluna. A câmera de monitoramento do condomínio registrou parte do episódio.

    Reprodução/OAB
    Reprodução/OAB — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Nas imagens, Marcos aparentemente grita e coage a filha enquanto a porta do elevador ainda está aberta. Uma pessoa se aproxima e, nesse momento, ele se distancia da criança.

    Assim que a porta se fecha, porém, o advogado volta a repreendê-la, puxa seus cabelos e desfere tapas. Ele também retira um par de tênis que estava com a garota, joga os calçados no chão e os chuta.

    Em depoimento, Marcos contou que cuidava da filha naquela tarde e precisou deixar o prédio. Segundo ele, a criança teria permanecido com uma amiguinha no hall do condomínio.

    Retrato de homem branco, sem barba, com terno e gravata - Metrópoles
    Retrato de homem branco, sem barba, com terno e gravata - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Ao retornar, afirmou não ter encontrado a menina, situação que teria lhe causado “grande desespero”.

    Questionado sobre o que ocorreu depois, declarou que “pode ter sido um pouco ríspido com a criança”. O advogado também reconheceu ter consumido bebida alcoólica antes do episódio e afirmou não conseguir se recordar integralmente dos acontecimentos.

    A mãe da menina apresentou uma versão diferente à Polícia Civil. Ela contou que estava trabalhando em um escritório enquanto o marido permanecia em casa com a filha. Por volta das 14h, telefonou para ele e acreditou que tudo “transcorria normalmente”, sem perceber qualquer situação anormal.

    Ao retornar ao apartamento, porém, afirmou ter ouvido uma “discussão acalorada” entre pai e filha e o advogado chamar a criança de “filha da puta”.

    A mulher relatou que entrou rapidamente no imóvel e questionou Marcos sobre a maneira como tratava a filha. Durante a discussão, disse ter empurrado o marido e afirmou que ele revidou.

    Ao prestar depoimento sobre esse episódio, Marcos declarou ter “95% de certeza de que não encostou” na esposa e sustentou que houve apenas uma discussão verbal entre os dois.

    A síndica do edifício acionou a Polícia Militar e levou mãe e filha para um local afastado do advogado.

    Quando os policiais chegaram ao apartamento, encontraram Marcos trancado em um quarto. Como ele não abriu a porta, foi necessário arrombá-la.

    Ainda de acordo com os relatos apresentados à Polícia Civil, o advogado se recusou inicialmente a acompanhar os policiais. Foram necessárias cerca de duas horas de negociação até que ele concordasse em deixar o imóvel.

    Os militares relataram que o apartamento estava “totalmente revirado”, com objetos espalhados pelo chão.

    Marcos foi levado à 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde acabou preso em flagrante e indiciado por maus-tratos.

    A Ordem dos Advogados do Brasil ( OAB ) foi comunicada sobre a prisão.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/alfredo-henrique/apos-agredir-filha-de-6-anos-advogado-diz-que-pode-ter-sido-rispido.

    Imagem 1
    1 / 2

    Reprodução/OAB — Foto: Metrópoles

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)