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    Após 10 anos parado, Teleférico do Alemão entra na reta final da recuperação

    Teleférico do Alemão rio de Janeiro. Imagem: divulgação prefeitura do Rio de Janeiro " data-image-caption=" Teleférico do Alemão rio de Janeiro. Imagem: divulgação prefeitura do Rio de Janeiro " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/divulgacao_prefeitura_rio.jpg?fit=600%2C344&quality=70&strip=all" />Troca dos cabos começa na próxima semana; testes seguem até junho, mas reabertura ainda não tem data The post Após 10 anos parado, Teleférico do Alemão entra na reta final da recuperação appeared first on InfoMoney .

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    5 de setembro de 2026 às 13:17
    Após 10 anos parado, Teleférico do Alemão entra na reta final da recuperação
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    Desativado desde outubro de 2016, quando o sistema parou por falta de manutenção em meio à crise financeira do estado, o Teleférico do Alemão começa a ter os cabos de sustentação das gôndolas trocados na próxima semana.

    Depois de uma década de muitas promessas e anúncios, a nova data para a conclusão das obras de recuperação é fevereiro.

    Mas ainda serão feitos testes com carga e sem carga até a entrega do serviço para a Secretaria estadual de Transportes em junho do próximo ano. Não há previsão de quando os moradores poderão voltar a usar o transporte.

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    Mesmo se não houver novos imprevistos, as gôndolas ficarão mais tempo paradas do que funcionando.

    Inaugurado em julho de 2011, como uma grande obra para a cidade, o teleférico operou apenas por cinco anos e três meses.

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    O custo final da recuperação ficará em R$ 251 milhões, de acordo com o governo.

    O valor inclui gastos com a reforma das seis estações (Bonsucesso, Adeus, Baiana, Alemão, Itararé e Paineiras), a compra de materiais importados e a despesa de instalação da nova tecnologia.

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    Em 2022, a previsão do então governador Cláudio Castro era gastar R$ 170 milhões e retomar o serviço em dois anos.

    Mas o cronograma do governo passado não foi cumprido, e o orçamento acabou revisto.

    — Os cabos novos são mais resistentes que os originais, tendo uma vida útil de dez anos, o dobro do material inicial. Além disso, as gôndolas passaram por uma modernização. Um novo sistema melhorará a ventilação interna e também impedirá a entrada de água da chuva — disse o atual secretário estadual de Obras Públicas, Pablo Villarim.

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    A equipe do governador em exercício Ricardo Couto, que está no cargo desde março, precisou renegociar os contratos firmados para fazer a recuperação.

    Um dos pontos de preocupação da atual gestão era com o prazo de garantia dos novos cabos dado pela multinacional francesa Poma, fornecedora do produto.

    A empresa concordou com a ampliação de cinco para dez anos, sem custo adicional, já que o material não chegou ao Brasil todo de uma vez.

    Teleférico do Alemão rio de Janeiro. Imagem: divulgação prefeitura do Rio de Janeiro
    Teleférico do Alemão rio de Janeiro. Imagem: divulgação prefeitura do Rio de Janeiro — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Além de cabos e gôndolas, foram recuperadas as instalações físicas que no passado abrigaram a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na estação Alemão e outros órgãos do governo do estado, bem como dispositivos eletrônicos e elétricos do sistema.

    Na crise de 2016, contratos com empresas que faziam a segurança dos equipamentos foram rescindidos, e os espaços acabaram invadidos e saqueados — fios de cobre e esquadrias de alumínio foram furtados em quase todas as estações.

    Apenas a de Bonsucesso, mais afastada da comunidade e onde foram armazenadas as 152 gôndolas, ficou mais preservada.

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    Nas estações, também foram instalados novas escadas rolantes, elevadores, sistema de som e câmeras de segurança.

    A Secretaria da Casa Civil informou que ainda estuda um plano para organizar os serviços que vão funcionar nos locais, mas que o martelo só será batido após uma conversa com o governador eleito em outubro.

    Também caberá ao novo chefe do Executivo definir como será a operação do sistema e se haverá cobrança de passagens.

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    A instalação dos cabos, a última fase da obra, começa com o transporte de 78 toneladas de bobinas e equipamentos eletrônicos até as estações Palmeiras e Adeus, que serão usadas de base.

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    A logística é complexa e deve demorar três dias.

    Inicialmente, o serviço ocorreria esta semana, mas foi adiado por causa da chuva.

    O plano é levar os equipamentos para o complexo durante a madrugada e a subida da carga acontecer no início da manhã.

    Cerca de 150 operários vão trabalhar na substituição.

    A operação exigirá o uso de um guincho especial para manter os cabos tracionados.

    O teleférico tem um percurso de 3,5 quilômetros.

    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/apos-10-anos-parado-teleferico-do-alemao-entra-na-reta-final-da-recuperacao/.

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