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    Apex Partners pede recuperação judicial após suposta fraude de ex-presidente

    A Apex Partners disse que submeteu à Justiça na segunda-feira (14) pedido de recuperação judicial após uma crise se instalar na assessoria de investimentos capixaba credenciada junto ao BTG Pactual. A empresa busca restruturar cerca de R$ 1 bilhão em dívidas. Procurado, o banco não comentou.

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    15 de setembro de 2026 às 21:00
    Apex Partners pede recuperação judicial após suposta fraude de ex-presidente
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    São Paulo A Apex Partners disse que submeteu à Justiça na segunda-feira (14) pedido de recuperação judicial após uma crise se instalar na assessoria de investimentos capixaba credenciada junto ao BTG Pactual. A empresa busca restruturar cerca de R$ 1 bilhão em dívidas. Procurado, o banco não comentou.

    Painel com flutuações do mercado. - Carla Carniel - 5.ago.24/Reuters · Carla Carniel - 5.ago.24/Reuters
    Painel com flutuações do mercado. - Carla Carniel - 5.ago.24/Reuters · Carla Carniel - 5.ago.24/Reuters — Foto: UOL · Fonte: UOL

    "A medida tem como objetivo criar as condições necessárias para uma reestruturação organizada da Companhia, com a preservação de seus ativos e a proteção dos interesses dos investidores e credores", disse a empresa em nota.

    Ainda segundo a Apex, o grupo segue operando de forma a garantir a continuidade das suas atividades, preservando os projetos dos quais participa.

    A defesa da Apex lista obrigações financeiras com bancos e clientes que somavam R$ 985,6 milhões em junho. A maior parte (R$ 452 milhões) diz respeito a debêntures emitidas por intermédio da Rhino Securitizadora, algumas das quais com vencimentos nas próximas semanas.

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    Em nota, o Instituto Empresa disse que está articulando investidores que possuem debêntures emitidas em operações relacionadas à Apex e que solicitou documentação para esclarecer a estrutura e as garantias dos títulos.

    Fundada em 2013, a empresa diz ter R$ 19 bilhões sob supervisão. Além de gestão de recursos, a Apex atua como casa de análise, banco de investimento e consultoria no Espírito Santo , Paraná , Santa Catarina , São Paulo , Rio Grande do Sul e em Portugal .

    O pedido de recuperação judicial deriva de uma medida cautelar concedida em 7 de agosto, após a empresa afastar o sócio-fundador e ex-presidente Fernando Cinelli e processá-lo na Justiça por suspeita de fraude, pedindo bloqueio de seus bens.

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    "Importante esclarecer que os valores mencionados na referida ação não representam obrigações vencidas, nem obrigações imediatas, mas sim de longo prazo. O impacto da inconsistência financeira identificada em apuração interna ainda será validado em auditoria externa" , disse a empresa quando protocolou a cautelar.

    A Apex disse ter identificado transferências da conta da empresa para a conta pessoal de Cineli, somando R$ 5,9 milhões.

    Outra questão levantada pela assessoria financeira é que Cinelli teria tomado a decisão de investir na CVC via fundos da Apex, o que acabou gerando prejuízos à empresa. Nesse meio tempo, Cinelli virou conselheiro da empresa de turismo, cargo ao qual renunciou quando foi afastado da Apex.

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    Na Justiça, a defesa do executivo refuta as acusações, diz que não há provas de ilicitude e que Cinelli teria feito transferências em favor da Apex, o que seria um fluco "incompatível com intenção de desvio".

    Em meio à crise, o BTG tentou encerrar a parceria com a Apex, mas decisão judicial obrigou o banco a manter o contrato com o agente autônomo, pois seu fim inviabilizaria a reorganização financeira da empresa.

    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://c-level.folha.uol.com.br/financas/2026/09/apex-partners-pede-recuperacao-judicial-apos-suposta-fraude-de-ex-presidente.shtml.

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