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    Apesar de sanções, Israel avança com expansão de assentamentos na Cisjordânia

    Plano isola Jerusalém Oriental e fragmenta área reivindicada para futuro Estado palestino

    UOL
    18 de setembro de 2026 às 08:00
    Apesar de sanções, Israel avança com expansão de assentamentos na Cisjordânia
    Minarete dourado em primeiro plano com vilarejo de casas claras distribuídas em encosta rochosa ao fundo. Vegetação esparsa cobre a colina sob luz natural. — Foto: UOL

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    Israel acrescentou uma licitação para 2.167 moradias ao seu plano de expansão do assentamento E1, afirmaram grupos israelenses de direitos humanos sobre um projeto que, segundo críticos, ameaça a criação de um futuro Estado palestino.

    Assentamento israelense ilegal (ao fundo) sendo construído em terras palestinas e situado entre Aqraba e Jurish, na Cisjordânia - Jaafar Ashtiyeh - 8.set.26/AFP · Jaafar Ashtiyeh - 8.set.26/AFP
    Assentamento israelense ilegal (ao fundo) sendo construído em terras palestinas e situado entre Aqraba e Jurish, na Cisjordânia - Jaafar Ashtiyeh - 8.set.26/AFP · Jaafar Ashtiyeh - 8.set.26/AFP — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O projeto dividiria a Cisjordânia ocupada por Israel e a isolaria de Jerusalém Oriental, fragmentando o território que os palestinos esperam que venha a constituir o núcleo de um Estado.

    Antes da confirmação, os governos de 12 países, incluindo Canadá , Reino Unido e França , anunciaram no início de setembro um pacote de sanções contra o governo de Israel em retaliação à expansão de assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada.

    O governo britânico acusou ainda Tel Aviv de permitir uma situação que, segundo o chanceler Ed Miliband, configura "limpeza étnica".

    O impacto da guerra na Cisjordânia
    O impacto da guerra na Cisjordânia — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A licitação para 2.167 unidades soma-se a outra, para 1.234 unidades, anunciada no fim de agosto, elevando o total de moradias para 3.401, informou o grupo israelense de direitos humanos Ir Amim em comunicado divulgado na noite de quarta-feira (16).

    A decisão foi condenada nesta quinta-feira (17) por um representante do presidente palestino, Mahmoud Abbas, que afirmou que as licitações do E1 violam o direito internacional .

    O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, ultranacionalista extremista que integra a coalizão governista de direita, afirmou que o plano "enterraria" um Estado palestino.

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    A licitação deverá ser aberta para propostas em 25 de outubro, dois dias antes da data prevista para Israel realizar eleições parlamentares.

    O Ir Amim afirmou que a data da licitação demonstrava a determinação do governo de levar adiante o projeto E1 e "criar uma realidade cada vez mais irreversível no terreno antes das eleições".

    O gabinete do primeiro-ministro não respondeu de imediato a um pedido de comentário da agência Reuters.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: UOL · Fonte: UOL

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    Sob o governo de coalizão de direita de Israel, houve uma expansão maciça dos assentamentos na Cisjordânia.

    Órgãos da ONU, os palestinos e a maioria dos países consideram os assentamentos ilegais à luz das convenções internacionais —posição contestada por Israel— e um grande obstáculo à paz.

    Os assentamentos são comunidades residenciais construídas na Cisjordânia, território ocupado militarmente por Israel desde 1967 e reivindicado pelos palestinos como parte de seu futuro Estado.

    O governo de Netanyahu, o mais direitista da história de Israel, liderou uma rápida expansão dos assentamentos na Cisjordânia e estabeleceu postos avançados de colonos na região.

    Os assentamentos são ilegais perante o direito internacional —a Convenção de Genebra proíbe um país que ocupa um território de transferir sua população para a região ocupada.

    Atualmente, a Cisjordânia abriga cerca de 3 milhões de palestinos e 500 mil colonos israelenses.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/apesar-de-sancoes-israel-avanca-com-expansao-de-assentamentos-na-cisjordania.shtml.

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    Assentamento israelense ilegal (ao fundo) sendo construído em terras palestinas e situado entre Aqraba e Jurish, na Cisjordânia - Jaafar Ashtiyeh - 8.set.26/AFP · Jaafar Ashtiyeh - 8.set.26/AFP — Foto: UOL

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