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    Apesar de reduzir a pobreza, desigualdade social aumenta no Brasil

    Levantamento mostra avanço em 71% dos indicadores de desigualdade, mas renda segue mais concentrada no topo

    Metrópoles
    12 de agosto de 2026 às 11:25
    Apesar de reduzir a pobreza, desigualdade social aumenta no Brasil
    Foto: Metrópoles

    O Brasil melhorou em 71% dos indicadores de desigualdade monitorados em 2025 , mas voltou a registrar aumento na concentração de renda.

    Os dados fazem parte do Observatório Brasileiro das Desigualdades e foram divulgados nesta quarta-feira (12/8), indicando um cenário de avanço social combinado com piora na distribuição dos ganhos.

    Segundo o levantamento, dos 48 indicadores analisados, 71% apresentaram melhora no ano passado, enquanto 16% pioraram e 13% ficaram estáveis.

    Agência estado
    Agência estado — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Os avanços se concentraram principalmente no mercado de trabalho, na renda média, na redução da pobreza e na segurança alimentar.

    Apesar desse desempenho positivo, a desigualdade voltou a crescer. O estudo aponta que a renda dos mais ricos avançou em ritmo superior ao observado entre os mais pobres, o que ampliou a concentração.

    Em 2025, o 1% mais rico da população, cerca de 2,1 milhões de pessoas, teve rendimento médio 31,5 vezes maior do que o dos 50% mais pobres , que somam mais de 100 milhões de brasileiros.

    desigualdade social
    desigualdade social — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A renda média da população também aumentou, mas sem reduzir o abismo social. O rendimento médio real chegou a R$ 3.376 em 2025, alta de 5,3% em relação ao ano anterior. Ainda assim, o crescimento ocorreu de forma desigual entre os grupos.

    As disparidades aparecem também no recorte por gênero e raça. O rendimento médio das mulheres ficou abaixo do dos homens, com crescimento de 4,8% no período, contra alta de 5,8% entre os homens.

    No caso das mulheres negras, o rendimento médio foi de R$ 2.184, valor 57,8% inferior ao dos homens não negros , que recebem, em média, R$ 5.172.

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    Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O levantamento também mostra desigualdades regionais. A maior diferença de renda entre ricos e pobres foi registrada no Sudeste, onde o rendimento do 1% mais rico é mais de 30 vezes superior ao da metade mais pobre da população . Já o Norte segue com os piores indicadores sociais, especialmente em segurança alimentar.

    No campo da alimentação, houve melhora geral, mas ainda com forte desigualdade. A proporção de pessoas em domicílios com insegurança alimentar moderada ou grave caiu de 9,5% para 7,7% entre 2023 e 2024. Mesmo assim, o problema afeta de forma mais intensa a população negra e regiões mais pobres do país.

    O resultado, segundo o estudo, é um quadro em que os indicadores sociais evoluem, mas a distribuição dos ganhos segue desigual. Sem mudanças estruturais, a tendência é de manutenção desse padrão, com avanços sociais convivendo com elevada concentração de renda no país.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/apesar-de-reduzir-a-pobreza-desigualdade-social-aumentou-no-brasil.

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