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    Apesar de crise no agro, empresas preveem dobrar de tamanho em cinco anos no país

    Apesar das dificuldades apontadas pelo setor de máquinas agrícolas que envolvem a concorrência chinesa e a desvalorização do dólar , e que resultam em queda nas vendas, fabricantes de origem estrangeira instaladas no país preveem até dobrar de tamanho nos próximos cinco anos e anunciaram investimentos na ampliação de suas unidades e em pontos de venda. Leia mais (08/18/2026 - 08h00)

    Folha de S.Paulo
    18 de agosto de 2026 às 11:00
    Apesar de crise no agro, empresas preveem dobrar de tamanho em cinco anos no país
    Imagem aérea mostra uma série de estandes com máquinas agrícolas; as ruas entre eles são de terra — Foto: Folha de S.Paulo

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    Apesar das dificuldades apontadas pelo setor de máquinas agrícolas que envolvem a concorrência chinesa e a desvalorização do dólar , e que resultam em queda nas vendas, fabricantes de origem estrangeira instaladas no país preveem até dobrar de tamanho nos próximos cinco anos e anunciaram investimentos na ampliação de suas unidades e em pontos de venda.

    Vista parcial da Agrishow, principal feira agro do país, realizada em Ribeirão Preto - Divulgação · Divulgação
    Vista parcial da Agrishow, principal feira agro do país, realizada em Ribeirão Preto - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Dados da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) apontam que o setor fechou o primeiro quadrimestre do ano com redução de 17,9% nas vendas de máquinas e implementos agrícolas, que alcançaram R$ 17,07 bilhões, mas, independentemente de problemas econômicos, os planos das empresas se baseiam na perspectiva de crescimento contínuo da agricultura no país e também no continente.

    Estimativa de maio do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada na semana passada aponta para uma safra de grãos de 353 milhões de toneladas, 6,9 milhões a mais em relação ao ano anterior. Como comparação, há 15 anos a safra foi de cerca de 150 milhões de toneladas.

    Entre as empresas que preveem crescimento nos próximos anos no Brasil estão a Fendt, de origem alemã, a JCB, multinacional britânica, e a New Holland, originária dos Estados Unidos.

    Agrishow recebe as principais novidades tecnológicas do agronegócio
    Agrishow recebe as principais novidades tecnológicas do agronegócio — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A Fendt, integrante da Agco —que também tem as marcas Massey Ferguson e Valtra—, chegou ao Brasil em 2019, sua primeira incursão na América do Sul, com a abertura de uma loja, número que em 2024 chegou a 33 e que prevê alcançar 70 em quatro anos.

    "Nós já crescemos três vezes o nosso tamanho e nos próximos cinco anos nós vamos novamente dobrar de tamanho. Estamos aumentando o nosso número de lojas, mas também indo para novos mercados na América Latina", afirmou Marcelo Traldi, vice-presidente da Fendt e da Valtra na América Latina.

    O Paraguai foi o segundo destino sul-americano da marca, em 2023, seguido pela Argentina, cujo anúncio da chegada da fabricante ocorreu no ano passado. As operações inicialmente são feitas por meio de três concessionários que atuam em Buenos Aires, Balcarce, Tres Arroyos, Villa Mercedes e Armstrong.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Já a fabricante de retroescavadeiras e manipuladores telescópicos JCB, multinacional de origem britânica, está com uma estratégia em andamento de cobrar sua operação no Brasil até 2030.

    Para isso, iniciou, ainda em 2024, um investimento de R$ 500 milhões, dos quais R$ 360 milhões na modernização da sua fábrica em Sorocaba.

    A proposta é crescer com a inclusão de novas máquinas no portfólio e na expansão da capacidade produtiva da empresa. A nova linha de escavadeiras, lançadas neste ano, é um dos exemplos citados pela empresa para buscar o crescimento —no dia da apresentação do modelo, foram negociadas mais de 30 unidades.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Presidente da empresa na América Latina, Adriano Merigli afirmou que o plano é que a produção, das atuais 5.000 máquinas por ano, chegue a 11 mil até 2030.

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    O agronegócio , de acordo com ele, representa 15% dos negócios da empresa, que deve gerar mil empregos diretos e indiretos com o plano de expansão.

    Já a New Holland anunciou que vai nacionalizar a produção de sua linha de plataformas de corte, com investimento de mais de R$ 100 milhões na ampliação e adaptação da fábrica de Curitiba, para atender toda a América Latina.

    O movimento posiciona a operação brasileira como um polo estratégico para a CNH (que também tem a marca Case IH, entre outras).

    Vice-presidente de marketing da CNH para a América Latina, Eduardo Kerbauy disse que a produção nacionalizada vai gerar ganhos ao produtor, como a maior disponibilidade dos equipamentos e a redução de prazos de entrega.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/apesar-de-crise-no-agro-empresas-preveem-dobrar-de-tamanho-em-cinco-anos-no-pais.shtml.

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    Vista parcial da Agrishow, principal feira agro do país, realizada em Ribeirão Preto - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo

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