Apenas uma vítima foi identificada após 48h da queda de helicóptero no Rio
Aeronave Robinson R44 de prefixo PP-MFS, pertencente à empresa VRP (Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos) caiu em uma área de mata e deixou quatro mortos no sábado (8)

Um helicóptero Robinson R44 de prefixo PP-MFS, pertencente à empresa VRP (Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos), caiu e deixou quatro mortos, na manhã do último sábado (8), na zona sul do Rio de Janeiro.No local, os quatro ocupantes da aeronave foram encontrados mortos, todos carbonizados. Até o momento, quase 48 horas depois, apenas um corpo foi identificado no IML (Instituto Médico-Legal) .
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a aeronave foi localizada pela equipe do Grupamento de Operações Aéreas em uma área de mata e de difícil acesso, na região da Vista Chinesa, dentro do Parque Nacional da Tijuca.
Durante a operação, a FAB (Força Aérea Brasileira) foi acionada para realizar a Ação Inicial da ocorrência, que é feita logo após o acidente para a coleta e confirmação de dados, verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes.

Também participaram da ocorrência cerca de 40 militares, 11 viaturas e 4 unidades operacionais: 1º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente – Alto da Boa Vista; Grupamento Operacional do Comando-Geral; Grupamento de Operações Aéreas; e 11º Grupamento de Bombeiro Militar – Vila Isabel.
Ainda no sábado, os militares controlaram os focos de incêndio e isolaram o local para preservar a área para os trabalhos periciais.
Procurada pela CNN Brasil , a empresa responsável pelo voo afirmou que ainda busca informações e acompanha a apuração da situação. Veja nota na íntegra:

“Neste momento, não temos informações concretas e confirmadas que nos permitam emitir qualquer posicionamento sobre o ocorrido. Por respeito aos envolvidos e para evitar qualquer informação imprecisa, preferimos aguardar os esclarecimentos oficiais antes de nos manifestarmos”, completou.
As vítimas do acidente foram identificadas como Alessandro Rocha, piloto da aeronave , e as turistas colombianas Rocio Cubillos, Wendy Manrique e Sofia Murillo, passageiras do voo. As três turistas eram avó, mãe e filha.
Victor Manrique prestou homenagem nas redes sociais, relembrando os últimos momentos com a mãe, a irmã e a sobrinha antes do acidente. Ele também estava no Rio com as três, além da esposa e da filha, mas eles não estavam na aeronave no momento da queda.

Nas redes sociais, Alessandro Rocha afirmava ter mais de 20 anos na área de instrução de ultraleves e helicópteros. Ele costumava fazer publicações sobre os voos que realizava e as aeronaves que pilotava.
O piloto deixa a companheira e três filhos, dois meninos e uma menina.
Neste domingo (9), familiares das vítimas estiveram no IML (Instituto Médico-Legal) para acompanhar o processo de identificação e liberação dos corpos.

Devido a carbonização dos corpos, o trabalho de identificação se torna mais complexo. Exames periciais, como a análise da arcada dentária, são realizados para confirmar a identidade. Até o momento, somente Sofia Murillo foi identificada, pois a jovem estava com documentos.
Uma advogada que representa a família colombiana também acompanha os procedimentos no IML. O Consulado da Colômbia informou que disponibilizou uma intérprete para auxiliar os familiares.
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A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informou, neste domingo, que está em contato com a Prefeitura do Rio para definir uma atuação conjunta na fiscalização de voos panorâmicos na cidade , após pedido do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), realizado no dia da queda.
O prefeito pediu à Anac medidas imediatas e citou a possibilidade de suspender temporariamente os voos panorâmicos, por uma ou duas semanas, para que a agência realize uma fiscalização mais intensa.
Cavaliere afirmou que o aumento do número de voos panorâmicos e de operações de táxi aéreo no Rio de Janeiro não pode ser considerado normal.

O prefeito também disse que, de acordo com informações repassadas pelo presidente da Anac, a aeronave envolvida no acidente tinha autorização para realizar voos panorâmicos regularmente.
Segundo a Anac, o helicóptero estava com a certificação em dia e ressaltou que voos panorâmicos são classificados como SAE (Serviços Aéreos Especializados) e devem ser realizados por empresas e profissionais certificados.
As causas da queda serão investigadas pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). A Polícia Civil permanece apurando o caso.

Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/apenas-uma-vitima-foi-identificada-apos-48h-da-queda-de-helicoptero-no-rio/.

"Sempre as amarei", diz familiar de vítimas de queda de helicóptero no Rio — Foto: CNN Brasil
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