Brasil

    Anvisa aprova Yluméc, nova caneta de semaglutida da EMS

    Medicamento para tratamento de adultos com diabetes tipo 2 é similar ao Ozivy, do mesmo laboratório

    UOL
    31 de agosto de 2026 às 15:00
    Anvisa aprova Yluméc, nova caneta de semaglutida da EMS
    Foto: UOL

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    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o registro do Yluméc, medicamento à base de semaglutida da farmacêutica brasileira EMS, para tratamento de diabetes tipo 2. A aprovação foi publicada nesta segunda-feira (31) no Diário Oficial da União.

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    Uso de canetas emagrecedoras se popularizou entre brasileiros - Adobe Stock · Adobe Stock — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O Yluméc foi registrado como medicamento similar, na modalidade clone, e tem como referência o Ozivy , também da EMS, indicado para adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado. "Clone" é uma modalidade regulatória usada quando um medicamento é registrado com base em outro já aprovado, aproveitando determinadas informações regulatórias e técnicas do chamado produto matriz.

    O Ozivy foi o primeiro produto contendo semaglutida aprovado pela Anvisa após a queda da patente em 20 de março. Até então, a exclusividade na fabricação dos medicamentos contendo esse princípio ativo (Ozempic e Wegovy) era da farmacêutica Novo Nordisk.

    O Yluméc será comercializado em canetas aplicadoras com concentração de 1,34 mg/ml de semaglutida. As apresentações terão volumes de 1,5 ml (com quatro aplicações de 0,25 mg ou 0,5 mg) e de 3 ml (com quatro aplicações de 1 mg ou 2 mg).

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    Após o registro sanitário, o medicamento leva um tempo até chegar às farmácias. O preço para o consumidor ainda terá de ser definido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

    O registro do Yluméc ocorre após outras duas aprovações de produtos com semaglutida da EMS. Em maio, a Anvisa aprovou o Ozivy, indicado para adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado, como complemento à dieta e aos exercícios.

    Em 13 de agosto, a Anvisa também aprovou o primeiro medicamento genérico de semaglutida do país , da EMS. Diferentemente do Yluméc e do Ozivy, o produto não tem nome comercial, conforme determina a regulamentação, e é identificado apenas pelo princípio ativo.

    Com a aprovação do Yluméc, a EMS passa a ter três produtos registrados com semaglutida, em categorias regulatórias distintas. Eles podem funcionar como uma estratégia de mercado dentro do portfólio da empresa, pois permite que a EMS tenha mais de uma marca comercial para a mesma molécula.

    A aprovação ocorre em um momento de abertura do mercado brasileiro para a substância. Em julho, a Anvisa aprovou cinco canetas de semaglutida sintética: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema.

    Em agosto, a agência registrou três novas canetas: o genérico de semaglutida da EMS; o Semaclique, da Germed, classificado como medicamento similar; e o genérico de semaglutida da Germed.

    A semaglutida é o princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy. Ela imita a ação do GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo organismo que participa do controle da glicose e da saciedade.

    Ao ativar os receptores de GLP-1, a substância ajuda a controlar a glicemia, reduz o apetite e aumenta a sensação de saciedade, podendo contribuir para a perda de peso.

    A tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) atua sobre dois hormônios: o GLP-1 e o GIP. Por isso, é chamada de duplo agonista.

    Não. Embora a Anvisa tenha concedido os registros, os medicamentos ainda precisam passar por outras etapas antes de chegar às farmácias. Entre elas está a definição do preço pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

    O preço dos novos genéricos ainda não foi definido.

    Pela legislação brasileira, os medicamentos genéricos devem chegar ao mercado com preço pelo menos 35% inferior ao do medicamento de referência. O valor efetivamente cobrado nas farmácias, porém, pode variar.

    É um medicamento que contém o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica e pela mesma via de administração do medicamento de referência.

    Para receber o registro, precisa demonstrar equivalência em relação ao produto de referência. O genérico não tem marca comercial: na embalagem, aparece o nome do princípio ativo.

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    A aprovação de novos medicamentos de semaglutida amplia o número de produtos disponíveis no mercado e pode aumentar a concorrência. Isso, porém, não significa que um produto possa ser substituído por outro. A intercambialidade depende da categoria regulatória e dos testes apresentados à Anvisa.

    Os dois precisam demonstrar qualidade, segurança e eficácia à Anvisa, mas há diferenças na forma de comercialização. O genérico não tem marca comercial, enquanto o similar é identificado por uma marca ou nome comercial.

    O genérico pode ser intercambiável com o medicamento de referência quando atende aos requisitos regulatórios. Já o similar só pode ser substituído pelo medicamento de referência quando for classificado como intercambiável pela Anvisa.

    Em regra, um genérico e um similar não podem ser trocados diretamente entre si.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/08/anvisa-aprova-ylumec-nova-caneta-de-semaglutida-da-ems.shtml.

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