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    Anvisa aprova primeiro genérico de semaglutida do país

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o primeiro medicamento genérico de semaglutida do país, que será fabricado pela farmacêutica EMS, dona do Ozivy . A decisão foi tomada na última quinta-feira (13) e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda (17). Leia mais (08/17/2026 - 12h09)

    Folha de S.Paulo
    17 de agosto de 2026 às 15:09
    Anvisa aprova primeiro genérico de semaglutida do país
    Caneta azul de insulina com etiqueta vermelha contendo informações de fabricação, validade e lote. Ao fundo, embalagem branca com nome do medicamento 'mounjaro' e princípio ativo 'tirzepatida'. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o primeiro medicamento genérico de semaglutida do país, que será fabricado pela farmacêutica EMS, dona do Ozivy . A decisão foi tomada na última quinta-feira (13) e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda (17).

    Até 20 de março, a exclusividade da semaglutida era da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk - Rubens Cavallari - 01.jun.26/Folhapress · Rubens Cavallari - 01.jun.26/Folhapress
    Até 20 de março, a exclusividade da semaglutida era da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk - Rubens Cavallari - 01.jun.26/Folhapress · Rubens Cavallari - 01.jun.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na prática, a nova aprovação cria um segundo produto da EMS à base de semaglutida, agora enquadrado na categoria de genérico. O registro contempla quatro apresentações, com solução de 1,34 mg/mL em canetas de 1,5 mL ou 3 mL.

    A caneta genérica não possui nome comercial, conforme determina a regulamentação para medicamentos genéricos. Ainda assim, o novo registro da EMS está vinculado ao processo que deu origem ao Ozivy.

    Remédios de semaglutida pertencem à classe dos análogos do GLP-1, ou seja, agem de forma semalhante ao hormônio natural. Eles modulam mecanismos naturais de saciedade e regulação metabólica, contribuindo para a perda de peso.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Já a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, atua sobre dois hormônios: o GLP-1 e o GIP. Por isso, é chamada de duplo agonista. Por isso, a tirzepatida é chamada de duplo agonista, mas isso não significa que ela seja simplesmente mais forte.

    O Ozivy foi o primeiro produto contendo semaglutida aprovado pela Anvisa desde que a substância perdeu a patente, em 20 de março. A exclusividade na fabricação dos medicamentos contendo esse princípio ativo (Ozempic e Wegovy) era da farmacêutica Novo Nordisk.

    Em 10 de julho, a Anvisa incluiu o Ozivy na Lista de Medicamentos de Referência (LMR). Com isso, o remédio passou a ser considerado parâmetro de eficácia, segurança e qualidade para outros medicamentos à base de semaglutida sintética, genéricos ou similares, em desenvolvimento no país.

    Os medicamentos genéricos contêm o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica, o que exige a demonstração de equivalência em relação ao medicamento de referência.

    Pela legislação brasileira, o preço do genérico deve ser, no mínimo, 35% inferior ao do medicamento de referência. No caso do Ozivy, a EMS anunciou preços entre R$ 452 e R$ 498 por caneta quando o produto chegou às farmácias, em junho. Aplicando esse cálculo, o genérico pode custar entre R$ 293 e R$ 323.

    O concorrente Ozempic, da Novo Nordisk, custa de R$ 975 —pelo programa Preço NovoDia (e-commerce) nas versões de 0,25 mg e 0,5 mg— a R$ 999 na dosagem de 1 mg.

    A Anvisa também registrou nesta segunda um medicamento da Germed, chamado Semaclique, na categoria de medicamento similar, com semaglutida na concentração de 1,34 mg/mL.

    Os medicamentos similares são identificados pela marca ou nome comercial. E, ao contrário dos medicamentos genéricos, nem todo medicamento similar pode ser trocado pelo medicamento de referência, segundo a Anvisa.

    A semaglutida é o princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy. Ela imita a ação do GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo organismo que participa do controle da glicose e da saciedade.

    Ao ativar os receptores de GLP-1, a substância ajuda a controlar a glicemia, reduz o apetite e aumenta a sensação de saciedade, podendo contribuir para a perda de peso.

    A tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) atua sobre dois hormônios: o GLP-1 e o GIP. Por isso, é chamada de duplo agonista

    É um medicamento à base de semaglutida produzido pela farmacêutica EMS. Foi o primeiro produto do tipo aprovado pela Anvisa após o fim da patente da semaglutida no Brasil, em março.

    O medicamento é classificado como medicamento novo, e não como genérico. A indicação é para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado, como adjuvante à dieta e à prática de exercício.

    O produto é apresentado como solução injetável, em caneta preenchida para administração semanal.

    Não. Embora a Anvisa tenha concedido o registro, o medicamento ainda precisa passar por outras etapas antes de chegar às farmácias, incluindo a definição do preço pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

    O preço do novo genérico ainda não foi definido.

    Pela legislação brasileira, os medicamentos genéricos devem chegar ao mercado com preço pelo menos 35% inferior ao do medicamento de referência. O valor efetivamente cobrado nas farmácias, porém, pode variar.

    É um medicamento que contém o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica e pela mesma via de administração do medicamento de referência.

    Para receber o registro, precisa demonstrar equivalência em relação ao produto de referência. O genérico não tem marca comercial: na embalagem, aparece o nome do princípio ativo.

    A aprovação de novos medicamentos de semaglutida amplia o número de produtos disponíveis no mercado e pode aumentar a concorrência. Isso, porém, não significa que um produto possa ser Isso, porém, não significa que um produto possa ser substituído por outro. substituído por outro.

    A intercambialidade depende da categoria regulatória e dos testes apresentados à Anvisa.

    Os dois precisam demonstrar qualidade, segurança e eficácia à Anvisa, mas há diferenças na forma de comercialização. O genérico não tem marca comercial, enquanto o similar é identificado por uma marca ou nome comercial.

    O genérico pode ser intercambiável com o medicamento de referência quando atende aos requisitos regulatórios. Já o similar só pode ser substituído pelo medicamento de referência quando for classificado como intercambiável pela Anvisa.

    Em regra, um genérico e um similar não podem ser trocados diretamente entre si.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/08/anvisa-aprova-primeiro-generico-de-semaglutida-do-pais.shtml.

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    Até 20 de março, a exclusividade da semaglutida era da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk - Rubens Cavallari - 01.jun.26/Folhapress · Rubens Cavallari - 01.jun.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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