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    Anvisa aprova o segundo genérico de semaglutida do país em uma semana

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o segundo medicamento genérico de semaglutida do país. O registro, concedido à farmacêutica Germed, foi publicado nesta segunda-feira (24) no Diário Oficial da União. A primeira aprovação foi concedida à EMS na última segunda (17) . Leia mais (08/24/2026 - 10h30)

    Folha de S.Paulo
    24 de agosto de 2026 às 13:30
    Anvisa aprova o segundo genérico de semaglutida do país em uma semana
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    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o segundo medicamento genérico de semaglutida do país. O registro, concedido à farmacêutica Germed, foi publicado nesta segunda-feira (24) no Diário Oficial da União. A primeira aprovação foi concedida à EMS na última segunda (17) .

    Canetas emagrecedoras se popularizaram entre os brasileiros - Adobe Stock · Adobe Stock
    Canetas emagrecedoras se popularizaram entre os brasileiros - Adobe Stock · Adobe Stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O novo medicamento da Germed terá quatro apresentações. Todas são soluções injetáveis de semaglutida na concentração de 1,34 mg/mL, administradas por via subcutânea. As versões incluem cartuchos de 1,5 mL e 3 mL, acompanhados de canetas aplicadoras e agulhas. O prazo de validade do registro é de 24 meses.

    A caneta genérica não possui nome comercial, conforme determina a regulamentação para medicamentos genéricos. Pela legislação brasileira, o preço do genérico deve ser, no mínimo, 35% inferior ao do medicamento de referência.

    Os medicamentos genéricos contêm o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica, o que exige a demonstração de equivalência em relação ao medicamento de referência.

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    Remédios de semaglutida pertencem à classe dos análogos do GLP-1, ou seja, agem de forma semelhante ao hormônio natural. Eles modulam mecanismos naturais de saciedade e regulação metabólica, contribuindo para a perda de peso.

    Já a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, atua sobre dois hormônios: o GLP-1 e o GIP. Por isso, é chamada de duplo agonista. No Brasil, a patente da tirzepatida permanece com a farmacêutica Eli Lilly.

    O Ozivy, da EMS, foi o primeiro produto contendo semaglutida aprovado pela Anvisa desde que a substância perdeu a patente, em 20 de março. A exclusividade na fabricação dos medicamentos contendo esse princípio ativo (Ozempic e Wegovy) era da farmacêutica Novo Nordisk.

    Com a queda da patente da substância, empresas passaram a solicitar registros de novos medicamentos com a molécula, incluindo produtos sintéticos e biológicos, como Ozivy, da EMS, e Extensior, da Eurofarma.

    Em julho, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou cinco novas canetas de semaglutida : Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema.

    Em 13 de agosto, a agência aprovou o primeiro genérico de semaglutida, também da EMS. A decisão deu sequência às autorizações já concedidas para a substância. O registro foi publicado no DOU em 17 de agosto e contempla quatro apresentações de solução injetável de 1,34 mg/mL.

    Naquela mesma data, a Anvisa também registrou um medicamento da Germed, chamado Semaclique, na categoria de medicamento similar, com semaglutida na concentração de 1,34 mg/mL.

    Os medicamentos similares são identificados pela marca ou nome comercial. E, ao contrário dos medicamentos genéricos, nem todo medicamento similar pode ser trocado pelo medicamento de referência, segundo a Anvisa.

    Segundo Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa, a agência pode aprovar mais oito canetas emagrecedoras até o fim de 2026 . O governo monitora o registro de novos produtos, pois existe a expectativa de levá-los ao SUS (Sistema Único de Saúde ).

    Em entrevista anterior à Folha , Safatle defendeu que mais empresas apresentem pedidos de registro no Brasil

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    A aprovação ocorre em um momento de forte procura por produtos feitos no Paraguai e de abertura do mercado brasileiro de semaglutida, após a queda da patente da substância em 20 de março.

    Na última sexta-feira (21), a Eurofarma reduziu os preços das doses de 1,7 mg e 2,4 mg do Poviztra , medicamento à base de semaglutida indicado para tratamento da obesidade e do sobrepeso associado a comorbidades.

    A semaglutida é o princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy. Ela imita a ação do GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo organismo que participa do controle da glicose e da saciedade.

    Ao ativar os receptores de GLP-1, a substância ajuda a controlar a glicemia, reduz o apetite e aumenta a sensação de saciedade, podendo contribuir para a perda de peso.

    A tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) atua sobre dois hormônios: o GLP-1 e o GIP. Por isso, é chamada de duplo agonista

    Não. Embora a Anvisa tenha concedido os registros, os medicamentos ainda precisam passar por outras etapas antes de chegar às farmácias. Entre elas está a definição do preço pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

    O preço dos novos genéricos ainda não foi definido.

    Pela legislação brasileira, os medicamentos genéricos devem chegar ao mercado com preço pelo menos 35% inferior ao do medicamento de referência. O valor efetivamente cobrado nas farmácias, porém, pode variar.

    É um medicamento que contém o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica e pela mesma via de administração do medicamento de referência.

    Para receber o registro, precisa demonstrar equivalência em relação ao produto de referência. O genérico não tem marca comercial: na embalagem, aparece o nome do princípio ativo.

    A aprovação de novos medicamentos de semaglutida amplia o número de produtos disponíveis no mercado e pode aumentar a concorrência. Isso, porém, não significa que um produto possa ser substituído por outro. A intercambialidade depende da categoria regulatória e dos testes apresentados à Anvisa.

    Os dois precisam demonstrar qualidade, segurança e eficácia à Anvisa, mas há diferenças na forma de comercialização. O genérico não tem marca comercial, enquanto o similar é identificado por uma marca ou nome comercial.

    O genérico pode ser intercambiável com o medicamento de referência quando atende aos requisitos regulatórios. Já o similar só pode ser substituído pelo medicamento de referência quando for classificado como intercambiável pela Anvisa.

    Em regra, um genérico e um similar não podem ser trocados diretamente entre si.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/08/anvisa-aprova-o-segundo-generico-de-semaglutida-do-pais-em-uma-semana.shtml.

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