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    Anvisa aprova novo remédio para distrofia muscular de Duchenne

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, nesta quinta-feira (13), um novo medicamento para pacientes com distrofia muscular de Duchenne . O Duvyzat, cujo princípio ativo é o givinostate, é indicado para crianças com seis anos ou mais. Leia mais (08/13/2026 - 14h20)

    Folha de S.Paulo
    13 de agosto de 2026 às 17:20
    Anvisa aprova novo remédio para distrofia muscular de Duchenne
    Fachada do prédio da Anvisa em dia claro com céu parcialmente nublado. Letreiro verde com as letras 'ANVISA' está fixado em arco de entrada. Palmeiras estão próximas à estrutura amarela do edifício. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, nesta quinta-feira (13), um novo medicamento para pacientes com distrofia muscular de Duchenne . O Duvyzat, cujo princípio ativo é o givinostate, é indicado para crianças com seis anos ou mais.

    Fachada do edifício sede da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) - Marcelo Camargo/Agência Brasil · Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Fachada do edifício sede da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) - Marcelo Camargo/Agência Brasil · Marcelo Camargo/Agência Brasil — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A distrofia muscular de Duchenne é uma doença genética rara que afeta principalmente meninos e provoca perda progressiva de força muscular. A ausência da proteína distrofina torna as fibras musculares mais frágeis e, com o tempo, também compromete os músculos respiratórios e cardíacos. A doença não tem cura.

    Os tratamentos disponíveis buscam retardar a progressão da doença e preservar a capacidade funcional. Entre as opções estão os corticosteroides, que ajudam a manter a força muscular e prolongar a capacidade de caminhar.

    Até a aprovação do Duvyzat, da farmacêutica Multicare Pharma, os corticosteroides eram a principal opção medicamentosa para a doença no Brasil. Segundo a Anvisa, o novo medicamento deve ser usado em combinação com os corticosteroides.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O givinostate, princípio ativo do Duvyzat, é um inibidor da enzima histona desacetilase. Ao bloquear essa enzima, o medicamento interfere na atividade de genes envolvidos em processos relacionados à função e à deterioração muscular. O remédio pode retardar a progressão da distrofia muscular de Duchenne, mas não é capaz de curá-la.

    A nova terapia é administrada por via oral, na forma líquida, duas vezes ao dia. A dose é definida conforme o peso corporal e a avaliação médica de cada paciente.

    Entre os efeitos colaterais do Duvyzat estão alterações gastrointestinais, como diarreia, dor abdominal, náusea e vômitos. Também podem ocorrer redução das plaquetas, aumento dos triglicerídeos e febre.

    Por causa desses riscos, o tratamento exige acompanhamento médico e exames periódicos. Alterações persistentes nos níveis de triglicerídeos podem levar à suspensão do medicamento, enquanto a redução das plaquetas aumenta o risco de sangramentos.

    O uso não é recomendado durante a gestação e a amamentação. O medicamento também requer avaliação cuidadosa em pessoas com problemas cardíacos, já que pode interferir no ritmo do coração.

    Segundo a Anvisa, o Duvyzat foi aprovado após estudos clínicos demonstrarem que o medicamento consegue retardar a progressão da doença. O principal benefício observado foi uma desaceleração da perda da capacidade motora, avaliada pelo tempo necessário para o paciente subir quatro degraus.

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    Pacientes que usaram o medicamento apresentaram uma perda de função significativamente menor do que aqueles que receberam apenas o tratamento padrão, à base de corticosteroides, segundo a agência.

    Como o givinostate é um medicamento novo, ainda não há dados suficientes para determinar com precisão seus efeitos no longo prazo. O acompanhamento de um número maior de pacientes ao longo do tempo poderá ampliar o conhecimento sobre a eficácia e a segurança do tratamento.

    A Anvisa condicionou o registro do Duvyzat à assinatura de um Termo de Compromisso com a Multicare Pharma. A medida permite que o medicamento seja disponibilizado aos pacientes enquanto novos dados continuam a ser coletados para ampliar as evidências sobre seus benefícios e riscos no longo prazo.

    Segundo a agência reguladora, o uso desse recurso é comum em situações de doenças graves com alternativas terapêuticas limitadas.

    O Duvyzat também foi aprovado nos Estados Unidos, no Reino Unido e em países da União Europeia.

    Com a aprovação no Brasil, a fabricante deverá solicitar à Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos ) a definição do preço máximo do Duvyzat no Brasil. Depois disso, caberá à empresa definir quando iniciará a comercialização.

    A Anvisa estabelece, porém, que o medicamento deverá estar disponível no mercado em até 365 dias após a publicação do registro.

    A aprovação pela Anvisa não significa que o Duvyzat será automaticamente oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde ). Para isso, o medicamento precisa passar pela avaliação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), que analisa a possibilidade de incorporação.

    Em 2024, a Anvisa também aprovou o Elevidys , uma terapia gênica para o tratamento da distrofia muscular de Duchenne. O registro foi concedido em caráter excepcional, mas teve o uso e a comercialização suspensos no Brasil em julho de 2025 , após relatos internacionais de casos fatais de insuficiência hepática aguda em pacientes tratados com o produto.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/08/anvisa-aprova-novo-remedio-para-distrofia-muscular-de-duchenne.shtml.

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    Fachada do edifício sede da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) - Marcelo Camargo/Agência Brasil · Marcelo Camargo/Agência Brasil — Foto: Folha de S.Paulo

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