Antes de assumir, Cleitinho tenta barrar reajuste de pedágio em MG
Senador pede apuração de reajuste de pedágio no Sul de Minas; reunião de transição de governo ocorre nesta terça (6/10)

Belo Horizonte – O senador e governador eleito de Minas Gerais , Cleitinho Azevedo (Republicanos), protocolou nesta terça-feira (6/10) sua primeira ação oficial após a vitória nas urnas: uma representação no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) questionando o reajuste das tarifas de pedágio das rodovias administradas pela concessionária EPR Sul de Minas .
A medida ocorre no mesmo dia em que o governo atual, de Mateus Simões (PSD), inicia as reuniões de transição de poder com transmissão ao vivo. Cleitinho foi eleito no primeiro turno no domingo (4/10), com 55,4% dos votos válidos, e assume o cargo em janeiro de 2027.
Conforme noticiado pelo Metrópoles, a tarifa-base passa de R$ 10,10 para R$ 10,60 a partir de sexta-feira (9/10) . O valor valerá até 8 de outubro de 2027 e será cobrado em oito praças de cinco rodovias do Sul de Minas: BR-459 (Caldas, Senador José Bento e Santa Rita do Sapucaí), CMG-146 (Poços de Caldas), MG-173 (Gonçalves), MG-290 (Borda da Mata e Ouro Fino) e MG-459 (Monte Sião).

A EPR Sul de Minas administra cerca de 454 km de rodovias na região. O reajuste foi homologado pela Agência Reguladora de Transportes do Estado de Minas Gerais (Artemig) e publicado no Diário Oficial do Estado nesta terça (6/10).
Na representação dirigida ao conselheiro vice-presidente Agostinho Patrus, Cleitinho pede que o Tribunal apure os fundamentos, critérios técnicos e condições que motivaram a autorização do aumento. O documento cita processos correlatos sob relatoria do conselheiro e o Edital de Licitação nº 1.126.996.
O governador eleito questiona se a concessionária cumpria, desde o início da cobrança, todas as condições contratuais, legais e operacionais, entre elas:

Cleitinho também solicita esclarecimentos sobre eventuais alterações contratuais que tenham afetado o equilíbrio econômico-financeiro, o cumprimento do cronograma de investimentos e manutenções, a existência de autuações ou penalidades aplicadas à EPR Sul de Minas e a metodologia de cálculo usada pela Artemig para o acréscimo de R$ 0,50.
“Antes de aumentar a tarifa, é preciso mostrar para o cidadão se o contrato está sendo cumprido. O mineiro paga pedágio e tem o direito de saber se todos os investimentos e serviços previstos estão sendo entregues. Não podemos aceitar aumento sem transparência e sem uma fiscalização rigorosa”, afirma Cleitinho.
Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/minas-gerais/antes-de-assumir-cleitinho-tenta-barrar-reajuste-de-pedagio-em-mg.

redes sociais — Foto: Metrópoles
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