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    Antaq vai fazer análise prévia de 'taxa de seca' cobrada por estiagem na Amazônia

    A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) vai analisar previamente a cobrança da chamada "taxa de seca ", praticada por empresas de navegação durante períodos de estiagem. Leia mais (09/15/2026 - 10h00)

    Folha de S.Paulo
    15 de setembro de 2026 às 13:00
    Antaq vai fazer análise prévia de 'taxa de seca' cobrada por estiagem na Amazônia
    Foto: Folha de S.Paulo

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    Brasília A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) vai analisar previamente a cobrança da chamada "taxa de seca ", praticada por empresas de navegação durante períodos de estiagem.

    Navegações onde as águas escuras do Rio Negro se encontram com as águas barrentas do Rio Solimões, perto de Manaus - Bruno Kelly - 22.mar.26/Reuters · Bruno Kelly - 22.mar.26/Reuters
    Navegações onde as águas escuras do Rio Negro se encontram com as águas barrentas do Rio Solimões, perto de Manaus - Bruno Kelly - 22.mar.26/Reuters · Bruno Kelly - 22.mar.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Hoje, a taxa de seca é uma sobretaxa cobrada pelas empresas de navegação quando as condições dos rios na estiagem aumentam os custos ou reduzem a capacidade de operação das embarcações contratadas por clientes na região amazônica.

    Pela nova sistemática, o simples aviso de que uma companhia pretende cobrar a sobretaxa não será suficiente para autorizar sua aplicação.

    As empresas terão de comunicar à agência reguladora do setor aquaviário com pelo menos 30 dias de antecedência e apresentar informações técnicas, operacionais e econômicas que sustentem o valor proposto, de acordo com decisão do diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, obtida pela Folha .

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    A análise poderá resultar na homologação da cobrança, na homologação com condicionantes ou na rejeição do pedido de cobrança. A Antaq também poderá revisar posteriormente sua decisão, caso as condições hidrológicas ou operacionais mudem ou os impactos e custos alegados pela empresa não se confirmem.

    Conforme mostrou a Folha , em razão da seca na região, os armadores (donos de navios) anunciaram sobretaxas às empresas que contratam o serviço .

    Oficialmente, essa cobrança é chamada de "Low Water Surcharge" (sobretaxa por baixo nível de água). Ela foi implementada para todos os embarques com destino a Manaus a partir de 5 de setembro.

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    A discussão ganhou relevância na região devido à dependência do transporte aquaviário para o abastecimento. Entidades comerciais e industriais têm apresentado reclamações sobre possíveis abusos nos valores das sobretaxas, que podem elevar custos logísticos e afetar o preço de alimentos e outros produtos.

    O ato da direção-geral da agência delega à Superintendência de Regulação a competência para analisar individualmente os casos, inclusive homologar, suspender ou revisar cobranças e estabelecer condicionantes.

    Para 2026, a Antaq estabeleceu uma referência hidrológica para permitir a cobrança caso a análise preliminar não esteja concluída: a cota oficial do rio Negro, no Porto de Manaus, igual ou inferior a 17,7 metros.

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    Atingido esse nível, a cobrança poderá produzir o efeito de homologação antes do fim do prazo decisório, desde que a comunicação esteja devidamente instruída, tenha sido feito o aviso prévio de 30 dias e os demais requisitos sejam cumpridos.

    A decisão também cria uma regra de transição para as cobranças de 2026 que já estavam em análise. Documentos e diligências realizados anteriormente poderão ser aproveitados, sem necessidade de reapresentação pelas empresas.

    A Antaq afirma que a medida não representa tabelamento dos preços cobrados pelas companhias. O transporte aquaviário continua submetido à liberdade de formação de preços e fretes, mas a agência considera que essa liberdade não impede a fiscalização de cobranças extraordinárias e de eventuais práticas abusivas.

    Segundo a agência, o acompanhamento das sobretaxas ocorre há mais de um ano. Nesse período, as empresas foram instadas a apresentar informações sobre os custos extraordinários provocados pela estiagem.

    De acordo com a Antaq, os dados recebidos até agora, de forma geral, não permitiram comprovar com o nível de detalhamento considerado necessário a relação entre os custos alegados e os valores cobrados.

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/infraestrutura/2026/09/antaq-vai-fazer-analise-previa-de-taxa-de-seca-cobrada-por-estiagem-na-amazonia.shtml.

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    Navegações onde as águas escuras do Rio Negro se encontram com as águas barrentas do Rio Solimões, perto de Manaus - Bruno Kelly - 22.mar.26/Reuters · Bruno Kelly - 22.mar.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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