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    Anos de déficit hídrico ampliam atenção para rios da amazônia com El Niño, diz Cemaden

    Uma sequência de secas seguidas nos últimos anos torna ainda mais crítico o prognóstico para alguns rios da região amazônica diante do El Niño . O alerta foi dado pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em apresentação nesta terça-feira (15). Leia mais (09/15/2026 - 16h19)

    Folha de S.Paulo
    15 de setembro de 2026 às 19:19
    Anos de déficit hídrico ampliam atenção para rios da amazônia com El Niño, diz Cemaden
    A imagem mostra uma paisagem costeira com uma ponte longa e elevada ao fundo, cruzando um corpo de água. No primeiro plano, há uma área de terra seca com vegetação esparsa e alguns barcos e estruturas de metal. O céu está claro com algumas — Foto: Folha de S.Paulo

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    Uma sequência de secas seguidas nos últimos anos torna ainda mais crítico o prognóstico para alguns rios da região amazônica diante do El Niño . O alerta foi dado pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em apresentação nesta terça-feira (15).

    Rio Negro, em Manaus (AM), passou por seca extrema no último El Niño, iniciado em 2023 - Marizilda Cruppe - 3.out.24/Greenpeace · Marizilda Cruppe - 3.out.24/Greenpeace
    Rio Negro, em Manaus (AM), passou por seca extrema no último El Niño, iniciado em 2023 - Marizilda Cruppe - 3.out.24/Greenpeace · Marizilda Cruppe - 3.out.24/Greenpeace — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Rios como Negro e Xingu, que abriga a usina hidrelétrica de Belo Monte , estão em situação de "seca moderada". A classificação se segue a anos de déficits hidrológicos que dificultam a recuperação de seus níveis para condições normais.

    "Associadas a altas temperaturas, as chuvas não têm sido suficientes para recuperar os níveis dos rios", disse Adriana Cuartas, pesquisadora do Cemaden. Com isso, as reservas subterrâneas que mantêm os rios durante a seca não estão sendo abastecidas. "É muita escassez que está se acumulando ao longo do tempo."

    O El Niño, que começou em junho , é caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas do oceano Pacífico equatorial . O fenômeno já está em patamar forte e há 97% de chance de evoluir para muito forte ainda neste mês , segundo a agência climática dos Estados Unidos.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    No Brasil, ele tende a provocar seca nas regiões Norte, Nordeste e mais chuvas na região Sul, além de ondas de calor . Assim, há chances de um verão excepcionalmente quente e seco em grande parte do país.

    Cuartas explicou que, em agosto, os rios de diversos rios estavam abaixo do esperado para o período. "Então, a tendência é piorar nessa região e nesses pontos [nos próximos três meses]", disse.

    No Xingu, a vazão no mês passado ficou próxima do observado em agosto de 2023, quando o último El Niño provocou estiagem severa na região.

    Mudanças climáticas poderão levar à predominância de espécies generalistas e não lenhosas nas comunidades de plantas da Caatinga
    Mudanças climáticas poderão levar à predominância de espécies generalistas e não lenhosas nas comunidades de plantas da Caatinga — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Para lidar com os efeitos do fenômeno climático, o governo brasileiro autorizou que a usina de Belo Monte passe a operar com vazão mínima reduzida , de 100 m³/s, até 30 de novembro.

    A redução dos níveis dos rios amazônicos preocupa também pelos impactos sobre a navegação, a pesca e o sustento das comunidades locais.

    Os efeitos do El Niño deste ano, no entanto, ainda não estão totalmente claros. Em primeiro lugar, porque dependem de outros fatores, como a temperatura do Oceano Atlântico Tropical e da própria atmosfera, apontaram pesquisadores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) nesta terça, em evento conjunto com o Cemaden.

    Além disso, um El Niño mais forte não significa que terá consequências necessariamente mais graves. A classificação apenas aumenta as chances de que os impactos mais característicos do fenômeno ocorram.

    Por fim, os pesquisadores lembraram que impactos ambientais e socioeconômicos dependem também de vulnerabilidades das áreas afetadas.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2026/09/anos-de-deficit-hidrico-ampliam-atencao-para-rios-da-amazonia-com-el-nino-diz-cemaden.shtml.

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    Rio Negro, em Manaus (AM), passou por seca extrema no último El Niño, iniciado em 2023 - Marizilda Cruppe - 3.out.24/Greenpeace · Marizilda Cruppe - 3.out.24/Greenpeace — Foto: Folha de S.Paulo

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