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    Anomalia magnética, amanhecer em Marte e chuvas de meteoros nos destaques da semana

    E ainda: novas imagens da missão Artemis 2 e terremoto no Panamá – confira o que foi destaque esta semana em Ciência e Espaço no Olhar Digital O post Anomalia magnética, amanhecer em Marte e chuvas de meteoros nos destaques da semana apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    10 de outubro de 2026 às 12:00
    Anomalia magnética, amanhecer em Marte e chuvas de meteoros nos destaques da semana
    Foto: Olhar Digital

    Nesta semana, exploramos os mistérios da Anomalia Magnética sobre o Brasil (agora dividida em duas), contemplamos um amanhecer sem filtro em Marte e tivemos acesso a 11 mil fotos inéditas da Lua obtidas pela missão Artemis 2, da NASA. Em destaque, também, o Nobel de Física e duas chuvas de meteoros!

    Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estão desenvolvendo novos instrumentos para satélites com o objetivo de analisar detalhadamente a Anomalia Magnética do Atlântico Sul (SAMA, na sigla em inglês).

    Trata-se de uma imensa região que apresenta um enfraquecimento acentuado no escudo magnético terrestre sobre o Brasil, outros países da América do Sul, o Oceano Atlântico e o sul do continente africano.

    Flavia Correia
    Flavia Correia — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    O campo magnético atua como uma barreira de proteção fundamental para a Terra contra o fluxo contínuo de partículas vindas do Sol. De acordo com Gelvam André Hartmann, professor do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), “ele forma, juntamente com a atmosfera, a magnetosfera, que funciona como uma espécie de escudo, desviando grande parte dessas partículas e reduzindo sua interação direta com a atmosfera”.

    Em entrevista ao Olhar Digital , o especialista, doutor em geofísica, ressaltou a relevância dessa proteção para a estabilidade ambiental de longo prazo. “Essa proteção é particularmente importante porque o vento solar é capaz de interagir com as camadas superiores da atmosfera e, ao longo de longos intervalos de tempo, contribuir para a perda de partículas atmosféricas para o espaço. Portanto, o campo magnético é um dos fatores que ajudam a preservar as condições que tornam a Terra habitável”.

    Ainda sobre a SAMA, estudos recentes revelam que a anomalia desenvolveu um segundo centro de intensidade mínima, alterando o comportamento do escudo terrestre.

    Existe uma região onde a intensidade do campo magnético da Terra é menor. Ela fica sobre o sul do continente africano e da América do Sul e é chamda de Anomalia Magnética do Atlântico Sul (SAMA). – Crédito: Imagem gerada por IA
    Existe uma região onde a intensidade do campo magnético da Terra é menor. Ela fica sobre o sul do continente africano e da América do Sul e é chamda de Anomalia Magnética do Atlântico Sul (SAMA). – Crédito: Imagem gerada por IA — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Um artigo publicado recentemente no periódico Journal of Geophysical Research: Solid Earth aponta que essa divisão reflete o dinamismo das correntes de ferro líquido no núcleo externo. As variações profundas alteram as linhas de força na superfície, gerando configurações complexas que mudam com o tempo.

    O rover Curiosity, da NASA, registrou uma imagem detalhada dos chamados yardangs, formações rochosas esculpidas pelo vento em Marte. As estruturas aparecem ao longe, sob a luz do início da manhã, em um panorama feito pelo veículo durante a exploração do Monte Sharp.

    O registro foi capturado em 11 de agosto pela câmera Mastcam e reúne seis fotografias unidas após o envio à Terra. Sem o tradicional balanço de branco, a imagem preserva a aparência do amanhecer marciano e pode ajudar os cientistas a investigar a origem dos yardangs.

    A Anomalia Magnética do Atlântico Sul apresenta dois núcleos enfraquecidos, reflexo de mudanças profundas no interior da Terra. – Crédito: Imagem gerada por IA
    A Anomalia Magnética do Atlântico Sul apresenta dois núcleos enfraquecidos, reflexo de mudanças profundas no interior da Terra. – Crédito: Imagem gerada por IA — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    O belga naturalizado estadunidense Francis Halzen recebeu o Prêmio Nobel de Física de 2026 por seu papel na criação do IceCube, observatório instalado nas profundezas do gelo do Polo Sul, na Antártida, capaz de detectar neutrinos de alta energia e revelar novas pistas sobre os ambientes mais extremos do Universo.

    Halzen apresentou a ideia de transformar o gelo da Antártida em um enorme detector de partículas em 1988. Após anos de construção, o IceCube foi concluído em 2010, quando milhares de sensores passaram a ocupar cerca de um quilômetro cúbico de gelo.

    Os próximos dias reservam um espetáculo incrível para observarmos no céu. Na verdade, dois: as chuvas de meteoros Dracônidas e Táuridas do Sul.

    Francis Halzen, o idealizador do detector de neutrinos IceCube, que fica nas profundezas do gelo da Antártida, é o vencedor do Nobel de Física 2026. – Créditos: IceCube (Jeff Warneck/Shutterstock) / Francis Halzen (Divulgação) / Edição: Olh
    Francis Halzen, o idealizador do detector de neutrinos IceCube, que fica nas profundezas do gelo da Antártida, é o vencedor do Nobel de Física 2026. – Créditos: IceCube (Jeff Warneck/Shutterstock) / Francis Halzen (Divulgação) / Edição: Olh — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Chuvas de meteoros acontecem quando a Terra atravessa uma nuvem de detritos deixados por cometas. No caso da Dracônidas, esses fragmentos são provenientes do cometa 21P/Giacobini-Zinner. O nome dessa chuva é relacionado à constelação de Draco (ou Dragão), onde está localizado seu radiante, mais especificamente perto da cabeça do dragão.

    Já os meteoros do enxame Táuridas são formados pelos fragmentos do 2P/Encke, o segundo cometa periódico a ser descoberto (o primeiro foi o famoso 1P/Halley). O radiante dessa chuva fica na constelação de Touro (daí seu nome).

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    Existe uma região onde a intensidade do campo magnético da Terra é menor. Ela fica sobre o sul do continente africano e da América do Sul e é chamda de Anomalia Magnética do Atlântico Sul (SAMA).
    Existe uma região onde a intensidade do campo magnético da Terra é menor. Ela fica sobre o sul do continente africano e da América do Sul e é chamda de Anomalia Magnética do Atlântico Sul (SAMA). — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    A Anomalia Magnética do Atlântico Sul apresenta dois núcleos enfraquecidos, reflexo de mudanças profundas no interior da Terra.
    A Anomalia Magnética do Atlântico Sul apresenta dois núcleos enfraquecidos, reflexo de mudanças profundas no interior da Terra. — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Francis Halzen, o idealizador do detector de neutrinos IceCube, que fica nas profundezas do gelo da Antártida, é o vencedor do Nobel de Física 2026.
    Francis Halzen, o idealizador do detector de neutrinos IceCube, que fica nas profundezas do gelo da Antártida, é o vencedor do Nobel de Física 2026. — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/10/10/ciencia-e-espaco/anomalia-magnetica-amanhecer-em-marte-e-chuvas-de-meteoros-nos-destaques-da-semana/.

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