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    Anistia aponta crimes contra a humanidade na repressão a protestos no Irã

    Relatório aponta que autoridades iranianas reprimiram protestos após morte de jovem curda Mahsa Amini, em 2022, com homicídio e tortura

    CNN Brasil
    16 de setembro de 2026 às 15:33
    Anistia aponta crimes contra a humanidade na repressão a protestos no Irã
    Foto: CNN Brasil

    Autoridades iranianas cometeram crimes contra a humanidade durante a repressão aos protestos ocorridos após a morte de Mahsa Amini, afirmou a Anistia Internacional nesta quarta-feira (16).

    A morte, há quatro anos, de Amini — uma curda de 22 anos detida pela polícia da moralidade do Irã por supostamente desrespeitar o código de vestimenta obrigatório da República Islâmica — desencadeou meses de protestos antigovernamentais que evoluíram para a maior demonstração de oposição às autoridades em anos.

    Muitos pediram o fim de mais de quatro décadas de governo do clero xiita, com mulheres e jovens frequentemente na linha de frente.

    Cartaz de Mahsa Amini, uma iraniana de 22 anos que morreu inesperadamente em 16 de setembro de 2022, sob custódia policial no Irã, após supostamente violar as regras do país sobre o hijab • Dan Kitwood/Getty Images
    Cartaz de Mahsa Amini, uma iraniana de 22 anos que morreu inesperadamente em 16 de setembro de 2022, sob custódia policial no Irã, após supostamente violar as regras do país sobre o hijab • Dan Kitwood/Getty Images — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Mais de 500 pessoas, incluindo 71 menores de idade, foram mortas nos protestos ; centenas ficaram feridas e milhares foram presas durante a onda de agitação que acabou sendo reprimida pelas forças de segurança, segundo grupos de direitos humanos.

    A Anistia identificou 87 autoridades iranianas que, segundo a organização, devem ser investigadas por crimes contra a humanidade — categoria que inclui homicídio , tortura, desaparecimento forçado, estupro e perseguição por motivos políticos, de gênero, étnicos e religiosos.

    A secretária-geral da Anistia Internacional, Agnes Callamard, disse à agência de notícias Reuters que a responsabilidade recaía sobre um “sistema institucionalizado”, e não apenas sobre alguns agentes agindo por conta própria.

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    A Anistia informou que a pesquisa para o relatório levou quatro anos e incluiu entrevistas com 270 pessoas, entre manifestantes, familiares de vítimas fatais, testemunhas oculares, jornalistas e ex-detentos, entre outros.

    A organização também analisou milhares de vídeos, declarações oficiais e documentos vazados.

    Agora, pede que a Assembleia Geral da ONU estabeleça um mecanismo internacional de justiça penal para tratar desses crimes.

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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/anistia-aponta-crimes-contra-a-humanidade-na-repressao-a-protestos-no-ira/.

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    Cartaz de Mahsa Amini, uma iraniana de 22 anos que morreu inesperadamente em 16 de setembro de 2022, sob custódia policial no Irã, após supostamente violar as regras do país sobre o hijab • Dan Kitwood/Getty Images — Foto: CNN Brasil

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