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    Anatel recua e aprova comitê de políticas públicas com poderes reduzidos

    A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) recuou de sua proposta original para as atribuições do CIPP (Comitê de Implementação de Políticas Públicas). Os quatro integrantes do conselho diretor da agência aprovaram nesta quinta-feira (8) uma versão de minuta com poderes reduzidos para o comitê. Leia mais (10/08/2026 - 19h21)

    Folha de S.Paulo
    8 de outubro de 2026 às 22:21
    Anatel recua e aprova comitê de políticas públicas com poderes reduzidos
    Sete pessoas sentadas em uma mesa de conferência com microfones, algumas usando máscaras, em ambiente institucional. Em primeiro plano, um homem entrega um saco para uma mulher sentada, ambos usando máscaras. Flores decoram a frente da mesa — Foto: Folha de S.Paulo

    Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

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    Leilão da banda 5G realizado pela Anatel - Divulgação/Anatel · Divulgação/Anatel
    Leilão da banda 5G realizado pela Anatel - Divulgação/Anatel · Divulgação/Anatel — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) recuou de sua proposta original para as atribuições do CIPP (Comitê de Implementação de Políticas Públicas). Os quatro integrantes do conselho diretor da agência aprovaram nesta quinta-feira (8) uma versão de minuta com poderes reduzidos para o comitê.

    Ao contrário da proposta inicial, o órgão não poderá acompanhar, avaliar e sugerir mudanças nas faixas de 4G e 5G e em outras frequências leiloadas nos últimos anos. A decisão preserva o papel fiscalizador do Ministério das Comunicações e do TCU (Tribunal de Contas da União) .

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A proposta original do CIPP foi apresentada em março deste ano pelo conselheiro Octávio Pieranti. Ela determinava que o comitê fiscalizasse a execução de políticas públicas. O conselheiro Edson Holanda pediu vista e enviou perguntas ao Ministério das Comunicações. A pasta emitiu parecer afirmando que as atribuições previstas para o CIPP se sobrepõem a outros órgãos e apontou risco de invasão de competência da União.

    O possível conflito com o TCU aconteceria porque o tribunal já havia reconhecido um sistema de controle sobre as entidades que administram os recursos desses compromissos, com regras e responsáveis definidos. O CIPP seria um segundo fiscal para o mesmo trabalho.

    Após a apresentação do parecer por Holanda, a Anatel voltou atrás. O texto da nova resolução, que irá à consulta pública, dirá que o CIPP não poderá acompanhar, avaliar nem sugerir mudanças. Deverá apenas publicar dados e resultados das atividades dos grupos, sem interferir em suas competências.

    "Não se trata de negar a relevância da iniciativa, mas de assegurar que o CIPP seja compatível com o arranjo institucional definido pelo Poder Executivo. A delimitação reforça a legitimidade das políticas setoriais e evita conflitos de competência", disse o Holanda.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/10/anatel-recua-e-aprova-comite-de-politicas-publicas-com-poderes-reduzidos.shtml.

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