Análise: sofrer 77 gols em 38 jogos retrata o despreparo e desrespeito com a história da Ponte
A Ponte Preta foi humilhada. Mais uma vez. A goleada por 6 a 0 sofrida para o Londrina - a segunda por esse placar na Série B - foi a ratificação de um dos momentos mais vergonhosos em 126 anos de história do clube. + ge Ponte Preta tem canal no WhatsApp; clique aqui para seguir! + Veja mais notícias da Macaca no ge Os números inflacionados pelo Londrina mostram o tamanho do despreparo: são 77 gols sofridos em 38 jogos. Além disso, a Ponte chegou à 30ª derrota na temporada. São também cinco empates e apenas três vitórias. João Andrade e Danilo Barcelos em Londrina x Ponte Preta, pela Série B R
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A Ponte Preta foi humilhada. Mais uma vez. A goleada por 6 a 0 sofrida para o Londrina - a segunda por esse placar na Série B - foi a ratificação de um dos momentos mais vergonhosos em 126 anos de história do clube.
+ ge Ponte Preta tem canal no WhatsApp; clique aqui para seguir! + Veja mais notícias da Macaca no ge
Os números inflacionados pelo Londrina mostram o tamanho do despreparo: são 77 gols sofridos em 38 jogos. Além disso, a Ponte chegou à 30ª derrota na temporada. São também cinco empates e apenas três vitórias.
João Andrade e Danilo Barcelos em Londrina x Ponte Preta, pela Série B — Foto: Rafael Martins/Londrina EC
O clube é dono das duas maiores goleadas sofridas na Série B: perdeu por 6 a 0 para o Vila Nova e agora para o Londrina. O elenco montado por Marco Antônio Eberlin entra para a história da competição em diversas frentes, com uma sequência de 22 jogos sem vencer - algo que nunca havia acontecido na Série B.
Tudo isso acontece no mesmo ano em que Luiz Torrano, apontado desde 2022 como candidato ideal à presidência do clube, assumiu pela primeira vez a cadeira da diretoria executiva. O resultado é um desastre esportivo e administrativo que deixa o torcedor sem perspectiva para o futuro.
E, do outro lado da política, também não aparecem soluções. Há apontamentos e cobranças, mas pouco espaço para olhar para si. Muitos dos oposicionistas já estiveram na diretoria e também participaram da construção do cenário que levou a Ponte até o buraco em que se encontra hoje.
Londrina x Ponte Preta; Série B — Foto: Rafael Martins/LEC
A rotina do torcedor virou essa: assistir a uma guerra política nos bastidores, ver o clube ser humilhado a cada rodada e acompanhar um elenco sem condições de competir em alto nível.
A Ponte que um dia teve Oscar, Juninho, Polozzi, Nenê Santana, Ronaldão, Fábio Luciano e tantos outros zagueiros históricos precisa se contentar com Sérgio Palacios, Lucas Cunha e companhia.
O time que já teve no meio-campo jogadores como Dicá, Roberto Pinto, Wanderley, Marco Aurélio, Mineiro, Cajá e tantos outros nomes importantes hoje não encontra quem trate a bola com carinho.
E o ataque, que já foi representado por jogadores de Seleção como Luís Fabiano e Washington, não encontra quem tenha faro de gol. A Ponte marcou apenas 20 gols em 38 partidas.
É só de quem atrapalhou no passado? É só de quem está no poder hoje?
Londrina x Ponte Preta; Série B 2026 — Foto: Rafael Martins
Os jogadores também são vítimas. Foram contratados para defender a Ponte e, ao longo da temporada, precisaram conviver com atrasos salariais, paralisação, saídas em massa e falta de estrutura para trabalhar.
O problema é maior do que uma escalação, um treinador ou uma janela de transferências. É um despreparo que atravessa diferentes áreas do clube e termina refletido no campo.
É um desrespeito ao torcedor que acompanha a Ponte e que, rodada após rodada, precisa encontrar forças para continuar acreditando (no futuro).
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A Ponte Preta agora precisa renascer em 2027. Reconectar-se com o torcedor, estancar as feridas e virar a página do fracasso institucional que marcou este ano.
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Publicado originalmente por GE Esportes. Leia a matéria completa em https://ge.globo.com/sp/campinas-e-regiao/futebol/times/ponte-preta/noticia/2026/09/16/analise-sofrer-77-gols-em-38-jogos-retrata-o-despreparo-e-desrespeito-com-a-historia-da-ponte.ghtml.
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