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    Análise: Ponte completa 15 jogos sem vencer e caminha para entrar na história da Série B

    Com 20 minutos de jogo, depois da expulsão de Júlio, a Ponte Preta praticamente jogou a toalha. O placar ainda estava 0 a 0 contra o Ceará, mas a Macaca já dava sinais de que faria todos os esforços para simplesmente não sofrer gols. Não adiantou. A Ponte perdeu por 2 a 0 para um adversário que também lutava para se afastar da zona de rebaixamento e que, ao contrário da Macaca, conseguiu reagir na competição. + ge Ponte Preta tem canal no WhatsApp; clique aqui para seguir! + Veja mais notícias da Macaca no ge A sequência chegou a 15 jogos sem vitória na Série B. É a segunda maior marca da hist

    GE Esportes
    8 de agosto de 2026 às 09:00
    Análise: Ponte completa 15 jogos sem vencer e caminha para entrar na história da Série B
    Foto: GE Esportes

    Com 20 minutos de jogo, depois da expulsão de Júlio, a Ponte Preta praticamente jogou a toalha. O placar ainda estava 0 a 0 contra o Ceará, mas a Macaca já dava sinais de que faria todos os esforços para simplesmente não sofrer gols. Não adiantou.

    A Ponte perdeu por 2 a 0 para um adversário que também lutava para se afastar da zona de rebaixamento e que, ao contrário da Macaca, conseguiu reagir na competição.

    + ge Ponte Preta tem canal no WhatsApp; clique aqui para seguir! + Veja mais notícias da Macaca no ge

    A sequência chegou a 15 jogos sem vitória na Série B. É a segunda maior marca da história da competição, atrás apenas dos 19 jogos do ABC em 2015.

    Nico Ferreira em Ceará x Ponte Preta — Foto: Kid Junior/SVM

    A cada rodada, o vexame aumenta. E a Ponte se aproxima de uma marca que nenhum torcedor gostaria de ver o clube alcançar: entrar para a história da Série B pelo lado negativo.

    O cenário precisa ser dividido em duas partes: dentro e fora de campo. Mas, neste momento, é impossível separar uma coisa da outra.

    Mais uma semana passou com promessas de solução que não se concretizaram por parte da diretoria. A Ponte continua sem conseguir registrar os reforços contratados por causa dos três transfer bans - um na CNRD e dois na Fifa - e Márcio Zanardi segue trabalhando com um elenco extremamente limitado.

    André Lima e Lucca em Ceará x Ponte Preta — Foto: Kid Junior/SVM

    A situação ainda piora quando aparecem lesões e suspensões.

    Danilo Barcelos já havia virado desfalque durante a semana. Kevyson deixou o campo machucado. E, aos 20 minutos, Júlio recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Zanardi olhou para o banco e praticamente não encontrou alternativas. A Ponte sequer tinha outro lateral-direito de origem entre os reservas para fazer a substituição.

    Esse é o retrato de uma crise administrativa que inevitavelmente chega ao campo. A falta de pagamento dos salários, a ausência de recursos para resolver os transfer bans e a saída de jogadores reduziram progressivamente as opções do treinador.

    E, quando a bola rola, o problema aparece.

    Giulio em Ceará x Ponte Preta — Foto: Kid Junior/SVM

    A expulsão de Júlio pode até ser discutida pelo segundo cartão amarelo. Mas o lateral também mostrou falta de controle ao receber duas advertências em apenas 20 minutos. O primeiro cartão nasceu de um erro de passe no meio-campo. No segundo lance, assumiu um risco desnecessário e deixou a equipe com um jogador a menos.

    A partir daí, a Ponte precisou sobreviver. Mas ainda teve chances de sair do Castelão com outro resultado.

    Léo Gomes recebeu uma bola precisa de Elvis e isolou. Brandão teve pelo menos duas oportunidades claras que não podem ser desperdiçadas por um centroavante, especialmente por uma equipe que tem tão poucas oportunidades para vencer uma partida.

    É aí que os problemas extracampo encontram os problemas técnicos.

    Vina tem gol anulado em Ceará x Ponte Preta — Foto: Kid Junior/SVM

    A Ponte não tem elenco para absorver tantos desfalques. Não tem opções suficientes no banco. Não tem confiança. E, quando precisa reagir a uma adversidade, também não demonstra capacidade para mudar o roteiro de uma partida. O resultado é uma equipe que acumula derrotas e parece cada vez mais sem respostas.

    A Ponte coleciona marcas negativas em 2026. Foi rebaixada no Campeonato Paulista, atravessa uma sequência histórica na Série B, tem problemas financeiros, salários atrasados, transfer bans, jogadores deixando o clube e um elenco cada vez mais reduzido.

    E talvez o mais preocupante seja justamente a sensação de que a próxima notícia será sempre pior do que a anterior.

    O futebol é apenas o reflexo mais visível de uma crise administrativa que se arrasta há meses. Enquanto os problemas fora de campo não forem resolvidos, Zanardi continuará tentando fazer o impossível: montar um time competitivo sem jogadores suficientes e buscar uma reação em uma competição na qual a Ponte já está muito distante dos adversários.

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    A Macaca tem nove pontos em 21 rodadas. O aproveitamento é de apenas 14%. A sequência sem vencer já é a segunda maior da história da Série B. Não é mais apenas uma campanha ruim.

    É uma temporada que ameaça se transformar em uma das mais traumáticas dos 126 anos de história da Ponte Preta.

    O mesmo torcedor que continua indo ao Majestoso, acompanhando o time e tentando encontrar algum motivo para acreditar, enquanto vê o clube se aproximar de mais um rebaixamento e de um cenário ainda mais complicado para os próximos anos.

    A Ponte precisa reagir. Dentro e, principalmente, fora de campo. Porque, a cada rodada, o buraco fica mais profundo.

    Assista: reveja as matérias do Globo Esporte Campinas

    Publicado originalmente por GE Esportes. Leia a matéria completa em https://ge.globo.com/sp/campinas-e-regiao/futebol/times/ponte-preta/noticia/2026/08/08/analise-ponte-completa-15-jogos-sem-vencer-e-caminha-para-entrar-na-historia-da-serie-b.ghtml.

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